Para que serve Akineton

Indicações de Akineton
Síndromes parkinsonianas, especialmente associadas à rigidez e tremor. Sintomas extrapiramidais como discinesias precoces, acatisia e estados de parkinsonismo induzidos por neurolépticos e outros fármacos similares. Outros transtornos motores extrapiramidais como distonias generalizadas e segmentares, síndrome de Meige, blefarospasmo e torcicolo espasmódico. A forma de uso parenteral é particularmente útil, nos casos de intoxicação por pesticidas organofosforados e na intoxicação nicotínica.


Contra-Indicações de Akineton
Akineton está contra-indicado, de forma absoluta, em pacientes portadores de glaucoma agudo (não tratado), obstrução mecânica do trato gastrintestinal e megacólon. Akineton está contra-indicado, de forma relativa, em pacientes portadores de adenoma de próstata e em enfermidades que possam induzir a taquicardia grave. Hipersensibilidade ao biperideno. A forma Retard está contra-indicada para crianças.


Princípios ativos Akineton

Composição
Cada comprimido contém: cloridrato debiperideno 2 mg; solução injetável: cada ampola de 1 ml contém: lactato de biperideno 5 mg; comprimido retard: cada comprimido revestido contém: cloridrato de biperideno 4 mg.


Considerações Akineton

Como Usar (Posologia)
O tratamento com Akineton deve ser iniciado gradualmente, aumentando as doses em função do efeito terapêutico e dos efeitos secundários. A experiência com Akineton nas crianças é limitada e se baseia, fundamentalmente, no emprego transitório nas distonias provocadas por medicamentos (neurolépticos, metoclopramida e compostos similares). A dosificação deve ser vigiada, especialmente, nos pacientes com idade avançada sobretudo, com sintomas orgânicos cerebrais. Síndromes parkinsonianas: adultos: comprimidos 2 mg: a dose inicial usual é de 1 mg (1/2 comprimido), 2 vezes ao dia, por via oral. Esta dose pode ser aumentada diariamente em 2 mg (1 comprimido), sem superar a dose máxima diária recomendada de 16 mg (8 comprimidos), que deverá ser distribuída, uniformemente, ao longo do dia. Solução injetável 5 mg/1 ml: nos casos graves e fase aguda, a dose média recomendada é de 10-20 mg (2-4 ampolas), por via intramuscular ou intravenosa lenta, que deverá ser distribuída, uniformemente, ao longo do dia. Transtornos extrapiramidais medicamentosos: comprimidos 2 mg: adultos: a dose usual é de 1-4 mg(1/2-2 comprimidos), de 1 a 4 vezes ao dia, como tratamento oral, associado à terapia neuroléptica, dependendo da intensidade do sintoma. Crianças: a dose deve ser aumentada, gradualmente, até obter-se o efeito desejado. Recomenda-se de um modo geral, o seguinte: de 3 a 15 anos: 1-2 mg (1/2-1 comprimido), 1 a 3 vezes ao dia. Solução injetável 5 mg/1 ml: para obter uma evolução rápida dos sintomas, administra-se uma dose, por via intramuscular ou intravenosa lenta, de 2,5-5 mg de Akineton, no adulto. Em caso de necessidade, pode-se repetir esta mesma dose após 30 minutos. A dose máxima diária de Akineton é de 10-20 mg. Em crianças menores de 1 ano, não se pode injetar mais de 1 mg; até 6 anos, injetar, no máximo, 2 mg e, até 10 anos, injetar, no máximo, 3 mg de Akineton. Em caso de necessidade, a dose poderá ser repetida, após 30 minutos. Intoxicações: nos casos de intoxicação aguda por nicotina, além das medidas habituais, recomenda-se a administração de 5-10 mg por via intramuscular e, em casos graves, 5 mg por via intravenosa lenta. Síndromes parkinsonianas e transtornos extrapiramidais medicamentosos: comprimidos revestidos retard 4 mg: a princípio deve-se administrar Akineton comprimidos 2 mg, aumentando, gradativamente, a dose, até obter-se resultado satisfatório; só então, se trocará o tratamento para Akineton comprimidos revestidos retard 4 mg. A experiência indica que, a dose média, para adultos, é de 1 a 2 comprimidos revestidos ao dia, até o máximo de 3 comprimidos revestidos ao dia. As doses deverão ser distribuídas ao longo do dia (administrando-se sempre, um comprimido revestido pela manhã). Superdosagem: no caso do medicamento ter sido administrado oralmente em doses elevadas, devem ser tomadas medidas que limitem a absorção, como por exemplo, lavagem gástrica. Uma pequena dose de diazepam ou um barbitúrico de ação rápida pode ser administrada, em caso de excitação do sistema nervoso central. Os fenotiazínicos são contra-indicados, devido à intensificação da toxicidade pela ação antimuscarínica, podendo levar ao coma. Podem ser necessários respiração artificial ou agentes vasopressores. A hiperpirexia deve ser revertida, repondo-se o volume líquido e mantendo-se o equilíbrio acidobásico. Pode ser útil à cateterização urinária.


Laboratório
Knoll Prods. Químs. e Farms. Ltda.


Precauções
Idade: para crianças deverá ser administrada a forma comprimido de 2 mg e de solução injetável. Uso na gravidez: não foi determinado, ainda, se o biperideno tem efeitos teratogênicos. Desta forma, recomenda-se cautela especial durante a gravidez, principalmente no primeiro trimestre. Uso na lactação: os preparados anticolinérgicos podem suprimir a lactação. O biperideno é excretado pelo leite materno, atingindo uma concentração similar ao do plasma. Não se conhece a natureza e o grau de metabolização no recém-nascido, por conseguinte, recomenda-se a descontinuação da amamentação, durante o tratamento com Akineton. Outros: efeitos secundários ocorrem, principalmente, no início do tratamento ou quando se aumenta a dose administrada, de forma rápida. Caso seja necessário descontinuar o tratamento, é recomendável uma redução gradual, principalmente, se o paciente tiver feito uso da medicação por longo tempo, pois existe o perigo de uma contra-regulação excessiva, exceto quando aparecem complicações graves. Os pacientes idosos, especialmente com anomalias orgânicas cerebrais de natureza vascular ou degenerativa, mostram, inclusive em doses terapêuticas, uma maior susceptibilidade ao produto. Assim como os anticolinérgicos de ação central, Akineton também aumenta a tendência à convulsão, de acordo com os resultados dos estudos experimentais em animais, fato este que deverá ser considerado de maneira muito especial, principalmente quando existir predisposição a convulsões. Os efeitos secundários a nível do sistema nervoso central e periférico, sobretudo quando se combina Akineton com outros medicamentos de ação central, anticolinérgicos e álcool, diminuem a capacidade para a condução de veículos motorizados e para operar máquinas. A ingestão de bebidas alcoólicas deve ser evitada, durante o tratamento com Akineton. - Interações medicamentosas: a administração simultânea de Akineton com outras drogas de efeito anticolinérgico, como psicofármacos, anti-histamínicos, antiparkinsonianos e espasmolíticos, pode potencializar os transtornos a nível do sistema nervoso central e periférico. Os anticolinérgicos podem potencializar os efeitos colaterais da petidina, a nível do SNC. A administração concomitante de quinidina pode aumentar o efeito anticolinérgico (especialmente a nível da condução AV). A levodopa pode potencializar as discinesias, quando administrada juntamente com Akineton. A discinesia tardia, induzida pelos neurolépticos, pode aumentar, ocasionalmente, após a administração de Akineton. Não obstante, os sintomas parkinsonianos são tão graves em alguns pacientes com discinesia tardia, que obrigam a manter o tratamento anticolinérgico. Akineton aumenta o efeito do álcool e antagoniza, no trato gastrintestinal, a ação da metoclopramida e dos compostos análogos.


Efeitos adversos Akineton

Efeitos Colaterais de Akineton
Entre as reações adversas, a nível do sistema nervoso central, podem apresentar-se cansaço, náusea e obnubilação; quando se administram doses mais elevadas, observa-se agitação, confusão e transtornos ocasionais da memória e, raramente alucinações. As reações adversas, a nível periférico, consistem em secura da boca, transtornos de acomodação, diminuição da sudorese, constipação, transtornos gástricos, aumento da freqüência cardíaca e, em raros casos, bradicardia. A administração parenteral pode provocar, em certas ocasiões, uma diminuição da pressão arterial. Foram relatados alguns casos de erupções cutâneas alérgicas, assim como, discinesias induzidas por Akineton. Ocasionalmente, em especial, em pacientes com adenoma prostático, podem ocorrer transtornos da micção (deve-se reduzir a dose), ou mesmo, retenção urinária (antídoto: Carbacol).


Apresentações de Akineton

Akineton Apresentação
Embalagem com 80 comprimidos; solução injetável: embalagem com 5 ampolas de 1 ml; retard embalagem com 30 comprimidos revestidos.


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Comecei um tratamento com AKINETON e sinto cansaço, náusea e secura na boca e nao consigo falar com o médico, a dose foi 2 cp 8/8 horas, devo diminuir a dose?

Resposta de Dra. Denise Leal: Sim...akineton tem realmente muitos efeitos colate...

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