Para que serve Cedilanide

Indicações de Cedilanide
Insuficiência cardíaca congestiva aguda e crônica de todos os tipos, qualquer que seja sua fase - especialmente as associadas com fibrilação ou "flutter" supraventricular e aumento da freqüência cardíaca - em pacientes de todas as idades. Taquicardia paroxística supraventricular.


Contra-Indicações de Cedilanide
Bloqueio AV completo e bloqueio AV do 2º grau (especialmente 2:1), parada sinusal, bradicardia sinusal excessiva.


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Princípios ativos Cedilanide

Composição
Cada ampola (2 ml) contém: Deslanósido 0,2 mg /ml O deslanósido é um dos glicosídios naturais da Digitalis lanata; aumenta a contratilidade cardíaca, diminui a freqüência cardíaca (pela prolongação do período refratário do nódulo AV) e alivia a sintomatologia clínica da insuficiência cardíaca (congestão venosa, edema periférico, etc.). A ação terapêutica começa entre 5-30 minutos após injeção intravenosa e o efeito máximo é obtido em 2(-4) horas. A absorção gastrintestinal é da ordem de 60-75%, o volume de distribuição é de cerca de 4,5 l/kg (variação 2,0 - 8,1), e a ligação a proteínas é de 25%. A meia-vida de eliminação é de cerca de 40 horas. Um dos principais metabólitos é a digoxina. 50% da dose administrada é excretada pelos rins, principalmente na forma de lanatosído C.


Considerações Cedilanide

Como Usar (Posologia)
Analogamente a todos os glicosídios cardíacos, a posologia deve ser cuidadosamente adaptada às necessidades individuais do paciente. As injeções por via intravenosa devem ser administradas vagarosamente. Adultos digitalização rápida (24 horas) em casos de urgência: i.v. ou i.m.: 0,8 - 1,6 mg = 4 - 8 ml = 2 - 4 ampolas (em 1- 4 doses fracionadas); digitalização lenta (3 - 5 dias): i.v. ou i.m.: 0,6 - 0,8 mg diariamente = 3 - 4 ml = 1 ½ - 2 ampolas (pode ser fracionada); terapia de manutenção: (dose diária média + variação nas doses): i.m. (i.v. é possível): 0,4 mg (0,2 - 0,6 mg) = 2 ml (1-3 ml = ½ a 1 ½ ampolas). Crianças Crianças, e especialmente as pequenas (lactentes), requerem de modo geral doses maiores que os adultos, em relação ao peso corpóreo. Todavia existem diferenças consideráveis entre os pacientes, e as seguintes doses são fornecidas para orientação: -digitalização rápida (24 horas) em casos de urgência: i.v. ou i.m.: 0,02 - 0,04 mg/kg diariamente em 1-3 doses fracionadas. Para posologia em situações especiais, incluindo pacientes idosos, vide "Precauções".


Interações
Em pacientes digitalizados, cálcio em doses elevadas, medicamentos psicotrópicos incluindo o lítio e simpatomiméticos podem aumentar o risco de arritmias cardíacas; portanto, estes devem ser administrados com cautela. Em casos de medicação concomitante, a dose de glicosídios cardíacos deve ser reduzida. Vários medicamentos podem aumentar a concentração de digoxina, por exemplo: quinidina, antagonistas de cálcio (em especial verapamil), amiodarona, espironolactona e triantereno. Os antibióticos como a eritromicina e a tetraciclina podem indiretamente causar um aumento na concentração sérica, alterando a flora intestinal e desta forma interferindo no metabolismo do medicamento. Os diuréticos perdedores de K, corticosteróides e anfotericina B podem contribuir para a intoxicação digitálica interferindo no balanço eletrolítico (hipopotassemia). Foi observado que o uso concomitante da espironolactona não somente influi sobre a concentração sérica da digoxina, como também pode interferir com o método analítico de determinação. Nestes casos os resultados da avaliação de digoxina devem ser interpretados com cautela.


Laboratório
Novartis Biociências S.A.
Remédios da mesma Classe Terapêutica Atens, Cardioregis, Catoprol, Desacil, Digoxina
Remédios que contém o mesmo Princípio Ativo Desacil, Gratusminal


Precauções
Durante o tratamento com digitálicos o paciente deve ser mantido sob controle, a fim de evitar efeitos secundários devidos a uma dosagem excessiva. Não se deve administrar cálcio parenteralmente a pacientes digitalizados. Na presença de cor pulmonale crônico, insuficiência coronariana, distúrbios eletrolíticos, insuficiência renal ou hepática, a posologia deve ser reduzida. Isto implica em um ajuste cuidadoso da posologia também em pacientes idosos, nos quais uma ou mais destas enfermidades podem estar presentes. Apesar de insuficiência renal nestes pacientes, o nível sérico de creatinina pode ser normal, devido à massa muscular reduzida e à baixa produção de creatinina. Como na insuficiência renal a farmacocinética pode ser alterada, o ajuste da posologia deve ser feito através da dosagem dos níveis séricos da digoxina. Quando isto não for possível, os seguintes conselhos podem ser úteis: De modo geral a dose deve ser reduzida para cerca da mesma porcentagem que a redução no clearance de creatinina. Caso o clearance de creatinina não tenha sido determinado, pode ser estimado em homens pela determinação da concentração de creatinina sérica (Scr), aplicando-se a fórmula (140 - idade)/Scr. Para mulheres o resultado deve ser multiplicado por 0,85. Na insuficiência renal grave o nível sérico de digoxina deve ser determinado a intervalos de cerca de 2 semanas, ao menos durante o período inicial de tratamento.


Tratamento da Intoxicação
A) devido a dosagem excessiva severa e aguda: Suspender cedilanide e esvaziar o estômago (lavagem gástrica). Deve-se deixar no estômago um aglutinante, tal como a colestiramina. É essencial a monitorização ecg contínua. O tratamento com anticorpos específicos pode ser considerado. Para outro tratamento posterior, veja abaixo. B) devido a dosagem excessiva crônica: Suspender cedilanide e monitorizar o paciente através de ecg. 1. os sais de potássio são comumente utilizados, especialmente em casos de hipocalemia: 0,5 a 1 g de cloreto de potássio dissolvido em água, administrado por via oral várias vezes ao dia, até 3 - 6 g (40 a 80 meqk+), para adultos desde que a função renal esteja conservada. em casos urgentes utilizar infusão intravenosa de 40 a 80 meq (diluída para uma concentração de 40 meq por 500 ml) a uma velocidade máxima de 20 meq/hora (utilizar monitorização ecg) ou a uma velocidade mais lenta no caso de irritação local dolorosa. recomenda-se a administração de magnésio na presença de hipomagnesemia. 2. tratamento de taquiarritmias: Nos casos de arritmia ventricular grave sem bloqueio av, injeção i.v. lenta de lidocaína. os pacientes com funções cardíaca e renal normais, geralmente respondem a uma injeção intravenosa inicial (vagarosa por 2-4 minutos) de 1-2 mg/kg de peso corpóreo seguida por uma infusão i.v. de 1-2 mg/minuto. nos pacientes com funções cardíacas e/ou renal comprometidas a posologia deve ser reduzida de acordo. se houver bloqueios av do 2º e 3º graus concomitantes, não se deve administrar lidocaína antes que o tratamento com marcapasso seja instituído. os seguintes medicamentos já foram utilizados, os quais também podem ser úteis em arritmias supraventriculares: agentes betabloqueadores, procainamida, bretílio e fenitoína. A cardioversão somente deve ser empregada no tratamento de fibrilação ventricular, desde que de outra forma pode precipitar arritmias mais graves. 3. tratamento de bradiarrítmias e bloqueio av: Atropina; Marcapasso se forem observados bloqueio av grave, parada sinusal ou assístole; Como tratamento de emergência, antes da inserção de um eletrodo para o marcapasso, uma infusão i.v. de isoproterenol pode ser útil.


Efeitos adversos Cedilanide

Efeitos Colaterais de Cedilanide
25% dos pacientes hospitalizados que recebem digital apresentam algum sinal de intoxicação digitálica. Esta ocorre, geralmente, devido à administração concomitante de diuréticos que levam a depressões de potássio. Os efeitos colaterais mais freqüentes, especialmente após os primeiros sintomas da dosagem excessiva, são: distúrbios do SNC e gastrintestinais (anorexia, náusea, vômito); em raras ocasiões (especialmente em pacientes arterioscleróticos idosos), confusão, desorientação, afasia e distúrbios visuais incluindo cromatopsia, sudorese fria, convulsões, síncope, morte. distúrbios da freqüência cardíaca, condução e ritmo (bradicardia acentuada e parada cardíaca); no ECG rebaixamento do segmento ST com inversão pré-terminal da onda T. As reações cutâneas alérgicas (prurido, urticária, erupções maculares) e ginecomastia ocorrem muito raramente.


Apresentações de Cedilanide

Cedilanide Forma Farmacêutica e Apresentação
Solução injetável. caixa com 50 ampolas de 2 ml.


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