Para que serve Fenitoína

Contra-Indicações de Fenitoína
O produto está contra-indicado à pacientes com história de hipersensibilidade à fenitoína ou a outras hidantoínas. A fenitoína não está indicada no tratamento das crises de ausência (pequeno mal), no tratamento de convulsões por hipoglicemia ou por outras causas metabólicas.


Considerações Fenitoína

Como Usar (Posologia)
Devido a grande variação da resposta entre os pacientes, é muito importante que a dose seja individualizada. Em alguns casos as determinações do nível sérico da droga podem ser necessárias para ajustes de dosagem ótima. Controle ótimo sem sinais clínicos de toxicidade ocorre com mais freqüência com níveis entre 10 a 20 mcg/ml, embora alguns casos leves de epilepsia tônico-clônica (grande mal) possam ser controlados com níveis séricos baixos de fenitoína. Com a dosagem recomendada, é necessário um prazo de 7 a 10 dias para atingir níveis sangüíneos estáveis. Não se recomenda fazer alterações de dosagem (aumentos ou diminuições) a intervalos de tempo inferiores a 7 - 10 dias. Em pacientes que não receberam tratamento prévio, a dose inicial é de 1 comprimido de 100 mg, 3 vezes ao dia, que deverá ser posteriormente ajustada de acordo com as necessidades individuais. A dose de manutenção satisfatória para a maioria dos adultos é de 1 comprimido de 100 mg, 3 a 4 vezes ao dia, podendo ser aumentada para 2 comprimidos, 3 vezes ao dia, se necessário. Os pacientes geriátricos, os gravemente enfermos e os que apresentam disfunção hepática, podem requerer uma dose inicial mais baixa, com ajustes posteriores, devido ao lento metabolismo da fenitoína ou ao menor grau de ligação às proteínas.


Informações ao Paciente
·· Ação esperada do medicamento: A fenitoína (difenil-hidantoína) é um agente anticonvulsivante, usado para controlar certos tipos de convulsões, no tratamento da epilepsia. Não é sedativo nas doses habituais. · Cuidados de armazenamento: Os comprimidos deverão ser conservados em temperatura ambiente (entre 15 - 30 ºC), ao abrigo da umidade. · Prazo de validade: Não use o medicamento se o seu prazo de validade estiver vencido, o que pode ser verificado na embalagem externa do produto. · Gravidez e lactação: Informe seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o seu término. Informar ao médico se está amamentando. · Cuidados de administração: Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Os comprimidos podem ser ingeridos durante ou após as refeições, ou com leite, para reduzir a irritação gastrointestinal. Dose omitida: Tomar o comprimido o quanto antes possível, a menos que já esteja dentro das 4 horas da próxima tomada. Voltar ao esquema normal de doses. Não duplique as doses. ·· Interrupção do tratamento: Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico. · Reações adversas: Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis. TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS. ·· Ingestão concomitante com outras substâncias: Evite a ingestão de bebidas alcoólicas, durante o tratamento. · Contra-indicações e Precauções: Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento. Mantenha uma boa higiene dental e visite freqüentemente o dentista, para a limpeza dos dentes, com a finalidade de prevenir a sensibilidade à dor, sangramento e crescimento das gengivas (hiperplasia gengival). Durante o tratamento com fenitoína recomenda-se não dirigir veículos ou operar máquinas, pois sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas. Pacientes diabéticos: A fenitoína pode aumentar as concentrações séricas de glicose e a possibilidade de hiperglicemia; podem ser necessários ajustes de doses dos hipoglicemiantes orais ou da insulina. Anticoncepcionais: O uso simultâneo de fenitoína com anticoncepcionais orais que contenham estrógenos pode dar lugar a hemorragias e falhas no método anticonceptivo. Aconselha-se o uso de outro método contraceptivo adicional ou alternativo, para mulheres em tratamento com fenitoína. NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA A SAÚDE.


Informações Técnicas
Mecanismo de ação: O principal sítio de ação da fenitoína parece localizar-se no córtex motor, onde a disseminação da atividade epiléptica é inibida. Possivelmente por promover o efluxo do sódio dos neurônios, a fenitoína tende a estabilizar o limiar frente à hiperexcitabilidade causada por estimulação excessiva ou por alterações ambientais capazes de reduzir o gradiente de sódio da membrana. Isso inclui a redução da potenciação pós-tetânica a nível das sinapses. A perda da potenciação pós-tetânica previne o dano de áreas corticais adjacentes por parte de focos epilépticos corticais. A fenitoína reduz a atividade máxima dos núcleos do tronco cerebral responsáveis pelo componente tônico das convulsões tônico-clônicas (grande mal). Farmacocinética: Absorção: A absorção da fenitoína por via oral é lenta e variável. Ligação às proteínas: Muito alta: 90% ou mais; Está alterada em pacientes com hipoalbuminemia (< 37 mg por dL ) e em pacientes urêmicos. Metabolismo: Hepático. Uma vez que a fenitoína é hidroxilada no fígado por um sistema enzimático que sofre saturação em presença de níveis plasmáticos elevados, pequenos incrementos da dose podem elevar a meia-vida de modo a aumentar substancialmente os níveis séricos quando estes estão dentro ou acima da faixa terapêutica máxima. O nível do estado de equilíbrio pode ser desproporcionalmente aumentado, e como conseqüência, intoxicações podem ocorrer quando esses aumentos na dosagem forem iguais ou superiores a 10%. O principal metabólito inativo da fenitoína é o 5 - (p-hidroxifenil) - 5 fenilhidantoína (HPPH). Meia-vida: Em torno de 22 horas, com amplas variações individuais (intervalo de 7 a 42 horas). Tempo para atingir a concentração máxima: de 1,5 a 3 horas. Concentração terapêutica no soro: De 10 a 20 mcg por ml. A concentração sérica de equilíbrio geralmente é alcançada entre 7 a 10 dias com doses orais de 300 mg ao dia (de 20 a 40 mcg por ml normalmente produzem sintomas de toxicidade; > 40 mcg por ml geralmente produz toxicidade severa). As concentrações séricas de fenitoína necessárias para que seja eficaz, podem depender do tipo de crise. Para o controle das crises parciais simples ou complexas, com ou sem convulsões tônico-clônicas podem ser necessárias concentrações mais elevadas (23 mcg por ml) que para o controle das crises tônico-clônicas sozinhas (14 mcg por ml). Eliminação: Principalmente renal como metabólitos; Também nas fezes, leite materno e, em pequenas quantidades, na saliva. A alcalinização da urina potencializa a excreção da fenitoína.


Interações Medicamentosas
Paracetamol: Pacientes que tomam regularmente outros indutores de enzimas hepáticas, tal como a fenitoína, pode aumentar o risco de hepatotoxicidade com uma dose tóxica única de paracetamol ou com seu uso prolongado e a eficácia terapêutica pode diminuir; Glucocorticóides e mineralocorticóides, Carbamazepina, Anticoncepcionais orais que contenham estrógenos, Corticotrofina (ACTH), Ciclosporina, Dacarbazina, Glucósidos digitálicos, Disopiramida, Doxiclina, Estrógenos, Levodopa, Mexiletina ou Quinidina: A fenitoína induz a produção de enzimas microssomais hepáticas, acelerando assim o metabolismo dos fármacos administrados simultaneamente. Devido a isso, os efeitos terapêuticos destes medicamentos diminuem, sendo necessário o ajuste das doses destes medicamentos. (A carbamazepina também pode induzir ao metabolismo da fenitoína; recomenda-se o controle das concentrações sangüíneas para avaliação da dose). Amiodarona: O uso simultâneo com a fenitoína, pode aumentar as concentrações plasmáticas da mesma, dando lugar a um aumento dos efeitos e/ou toxicidade. Antiácidos que contenham alumínio e magnésio ou carbonato de cálcio: O uso simultâneo pode diminuir a biodisponibilidade da fenitoína; as doses de antiácidos e as de fenitoína devem ser administradas com um intervalo de 2 a 3 horas aproximadamente. Anticoagulantes derivados da cumarina ou da indandiona, Cloranfenicol, Cimetidina, Dissulfiram, Vacina do vírus da gripe, Isoniazida, Metilfenidato, Fenilbutazona ou Sulfamidas: A concentração sérica da fenitoína pode aumentar, devido a uma diminuição do metabolismo, aumentando assim os efeitos e/ou a toxicidade da fenitoína; pode ser necessário ajuste de dose da fenitoína. Além disso, o efeito anticoagulante dos anticoagulantes derivados da cumarina ou da indandiona pode aumentar inicialmente, porém decresce com o uso simultâneo prolongado. Antidepressivos tricíclicos e, possivelmente compostos relacionados estruturalmente, tais como a ciclobenzaprina, ou Haloperidol, Loxapina, Maprotilina, Molindona, Inibidores da monoamino-oxidase (MAO), incluindo a furazolidona, pargilina e procarbazina, ou Fenotiazinas, Pimozida ou Tioxantenos: Estes medicamentos podem diminuir o limiar da crise convulsiva e o efeito anticonvulsivo da fenitoína; pode-se potencializar a depressão do SNC; pode ser necessário um ajuste da dose da fenitoína. O uso simultâneo com as fenotiazinas pode inibir o metabolismo da fenitoína, dando lugar a intoxicação por fenitoína. Hipoglicemiantes orais ou Insulina: A fenitoína pode aumentar as concentrações séricas de glicose e a possibilidade de hiperglicemia; pode ser necessário ajustar a dose de um ou de ambos os medicamentos. Barbitúricos ou Primidona: O uso simultâneo pode produzir efeitos variáveis sobre o metabolismo da fenitoína. As concentrações séricas de fenitoína deve ser estritamente vigiadas. Cálcio: O uso simultâneo de fenitoína com suplementos de cálcio ou com qualquer comprimido ou cápsula que contenha sulfato de cálcio como excipiente, pode dar lugar a formação de complexos não absorvíveis, diminuindo assim a biodisponibilidade do cálcio e da fenitoína; Estes medicamentos devem ser tomados separadamente com um intervalo de 1 a 3 horas. Inibidores da anidrase carbônica: A osteopenia induzida pela fenitoína pode ser potencializada. Medicamentos que produzem depressão do Sistema Nervoso Central: A depressão do Sistema Nervoso Central pode ser potencializada. O consumo crônico de álcool pode diminuir as concentrações séricas e a eficácia da fenitoína; o uso simultâneo de fenitoína com a ingestão aguda de álcool pode aumentar as concentrações séricas de fenitoína. Diazóxido oral: Não se recomenda o uso simultâneo com fenitoína, já que pode produzir uma diminuição da eficácia da fenitoína e dos efeitos hiperglicemiantes do diazóxido. Enflurano ou Halotano ou Metoxiflurano: O uso crônico de fenitoína antes da anestesia pode aumentar o metabolismo do anestésico, dando lugar a aumento do risco de hepatotoxicidade, nefrotoxicidade (somente com metoxiflurano) e de toxicidade por fenitoína. Ácido fólico: Embora a fenitoína cause depleção das reservas corporais de folato, a suplementação com ácido fólico pode dar lugar a diminuição das concentrações séricas de fenitoína e a possível perda do controle da crise convulsiva; por isso, pode ser necessário aumentar a dose de fenitoína nos pacientes que recebam suplementos de folato. Cetoconazol ou Miconazol: O uso simultâneo com a fenitoína pode produzir uma alteração do metabolismo do cetoconazol, da fenitoína ou de ambos; Tem-se descrito que o miconazol, aumenta as concentrações séricas de fenitoína, dando lugar a toxicidade por fenitoína; Pode ser necessário o ajuste da dose, antes e depois do tratamento com miconazol. Folinato cálcico: Grandes doses de folinato cálcico podem neutralizar os efeitos anticonvulsivos da fenitoína. Levotiroxina: O uso simultâneo com a fenitoína reduz a união da levotiroxina às proteínas séricas e diminui a concentração sérica total de T 4 até em 15 a 25%; No entanto, a maioria dos pacientes permanecem eutiroideos e não é necessário modificar a dose do hormônio tireoideano. Metadona: O uso crônico da fenitoína pode aumentar o metabolismo da metadona, provavelmente por indução da atividade das enzimas microssomais hepáticas, e pode precipitar os sintomas de abstinência nos pacientes que estão sendo tratados de dependência de opiáceos; pode ser necessário um ajuste da dose de metadona quando se inicia ou se suspende o tratamento com fenitoína. Nifedipina ou Verapamil: Aconselha-se cautela quando a nifedipina ou o verapamil são usados simultaneamente com a fenitoína, que é um medicamento com alto índice de ligação às proteínas, já que se podem produzir alterações nas concentrações séricas de medicamento livre ou não ligado. Rifampicina: O uso simultâneo com a fenitoína pode estimular o metabolismo hepático da fenitoína; Pode ser necessário realizar uma cuidadosa vigilância das concentrações séricas de fenitoína e ajustes das doses. Estreptozocina: Não é recomendado o uso simultâneo com fenitoína. Sulfinpirazona: A sulfinpirazona pode deslocar a fenitoína de seu sítio de união às proteínas plasmáticas e diminuir seu metabolismo, produzindo possivelmente um aumento das concentrações plasmáticas e da vida média de eliminação; Embora a concentração de fenitoína no plasma não aumente significativamente, recomenda-se monitorizar os pacientes para a detecção dos sinais de toxicidade por fenitoína. Trazodona: Quando a fenitoína é usada simultaneamente com a trazodona, tem-se descrito um aumento das concentrações plasmáticas de fenitoína; Sugere-se ter precaução e controlar estritamente o paciente. Ácido valpróico: O uso simultâneo com a fenitoína tem dado lugar ao aparecimento de crises convulsivas; O uso simultâneo requer um estrito controle do paciente, uma vez que as concentrações séricas de fenitoína variam. Deve-se ajustar as doses de fenitoína, de acordo com a necessidade de cada situação clínica. Vitamina D: A fenitoína pode reduzir o efeito da vitamina D, ao acelerar o metabolismo mediante indução das enzimas microssomais hepáticas; Os pacientes submetidos a tratamento anticonvulsivo a longo prazo podem requerer um suplemento de vitamina D, para evitar a osteomalácia, embora o raquitismo seja infreqüente. Xantinas, tais como: Aminofilina, Cafeína, Teofilinato de colina, Teofilina: Durante o tratamento simultâneo as concentrações séricas da fenitoína e da teofilina devem ser controladas. Pode ser necessário o ajuste das doses tanto da fenitoína, como da teofilina.


Laboratório
Medley S.A. Ind. Farm.
Remédios que contém o mesmo Princípio Ativo Epelin, Hidantal


Pacientes Idosos
Pacientes idosos tendem a metabolizar a fenitoína lentamente, aumentando a possibilidade da medicação atingir concentrações séricas tóxicas. estes pacientes requerem doses mais baixas do medicamento, com ajustes posteriores.


Precauções
Tumorigenicidade: Tem sido descrito casos esporádicos de tumores malignos, que incluem o neuroblastoma, em crianças cujas mães foram submetidas ao tratamento com fenitoína, durante a gravidez. Gravidez: A fenitoína atravessa a placenta; Deve-se considerar a relação risco-benefício, embora não se tenha estabelecido uma relação causa-efeito definitiva entre as hidantoínas e os efeitos teratógenos. Nos últimos anos têm-se descrito uma maior incidência de anomalias congênitas em crianças cujas mães utilizaram anticonvulsivos durante a gravidez, embora a maioria das mães epilépticas dão à luz, crianças normais. Tais anomalias incluem lábio leporino, fenda no palato, malformações cardíacas e a "síndrome fetal por hidantoína" (caracterizada por deficiência no crescimento pré natal, microcefalia, anomalias crânio-faciais, hipoplasia das unhas e deficiência mental associada ao desenvolvimento intra-uterino durante o tratamento). Não se está comprovado que estes medicamentos sejam a causa da "síndrome fetal por hidantoína, e acredita-se que provavelmente outros fatores influam em seu aparecimento. Devido a alterações na absorção, da união às proteínas e no metabolismo dos anticonvulsivos do grupo das hidantoínas durante a gravidez, as mulheres grávidas que estejam recebendo este tratamento podem experimentar um aumento na incidência das crises convulsivas. As concentrações séricas de hidantoína deverão ser monitorizadas e aumento nas doses poderão ser necessários. Após o parto, pode ser necessário restaurar a posologia usual da paciente. Parto: A exposição às hidantoínas antes do nascimento pode produzir um aumento do risco de hemorragia que ponha em perigo a vida do neonato, normalmente nas 24 horas posteriores ao nascimento. As hidantoínas podem também produzir deficiência de vitamina K na mãe, o que acarreta um aumento da hemorragia durante o parto. O risco de hemorragia materna ou fetal pode reduzir-se administrando vitamina K hidrossolúvel profilaticamente à mãe um mês antes do parto e durante o mesmo e ao neonato mediante injeção intravenosa imediatamente após o nascimento. Lactação: A fenitoína é excretada no leite materno. O lactente pode ingerir quantidades significativas. Pediatria: As crianças e os adultos jovens são mais susceptíveis de desenvolverem hiperplasia gengival. Geriatria: Pacientes idosos, os gravemente enfermos e os que apresentam disfunção hepática podem requerer uma dose inicial mais baixa, com ajustes posteriores, devido ao lento metabolismo da fenitoína ou ao menor grau de ligação às proteínas. Odontologia: Uma complicação comum no tratamento com fenitoína é a hiperplasia gengival; normalmente inicia-se como gengivite ou inflamação das gengivas nos primeiros seis meses de tratamento. A incidência é maior nos pacientes com idade inferior a 23 anos do que nos pacientes com mais idade e a hiperplasia gengival severa é menos provável que apareça com doses menores de 500 mg diários. O crescimento excessivo do tecido parece ter como causa uma alteração no metabolismo do colágeno. As porções das gengivas sem contato com os dentes não são afetadas. A afecção não exige a retirada obrigatória da droga e pode ser minimizada com uma boa higiene oral. Uma pequena porcentagem de pacientes tratados com fenitoína são predispostos à metabolização lenta da droga. A metabolização lenta pode ser atribuída à disponibilidade limitada da enzima e à falta de indução; Isto parece ser determinado geneticamente. O uso da fenitoína deve ser interrompido em caso de aparecimento de "rash" cutâneo. Se a erupção for esfoliativa, purpúrica ou bolhosa ou suspeitar-se de lupus eritematoso, síndrome de Stevens-Johnson ou necrólise epidérmica tóxica, o medicamento não deve ser administrado e deve-se levar em consideração uma terapia alternativa. Em caso de aparecimento de "rash" cutâneo leve (do tipo morbiliforme ou escarlatiniforme), o tratamento pode ser reinstituído após o seu desaparecimento. Se a erupção recidivar após a reintituição do tratamento, é contra-indicado posterior tratamento com fenitoína. A relação risco-benefício deve ser avaliada nas seguintes situações clínicas: - Alcoolismo ativo: Pode diminuir as concentrações séricas da fenitoína. - Discrasias sangüíneas: Pode aumentar o risco de infecções graves. - Diabetes mellitus: A hiperglicemia pode ser potencializada. - Disfunção hepática: O fígado é o principal local de biotransformação da fenitoína. A redução do metabolismo da fenitoína aumenta a possibilidade de alcançar concentrações séricas tóxicas. Pacientes com a função hepática alterada, idosos ou portadores de doenças graves podem apresentar sinais precoces de toxicidade. - Disfunção tireóidea: A terapia com fenitoína diminui as concentrações de tiroxina livre circulante; os pacientes permanecem eutiroideos.


Superdose
A toxicidade no sistema nervoso central e periférico é o efeito mais consistente da dose excessiva de fenitoína. O nistagmo (oscilação rítmica do globo ocular, seja horizontal, rotatória ou vertical), a ataxia (perda da capacidade de coordenação da ação muscular), a diplopia (visão dupla), a vertigem e outros efeitos cerebelovestibulares são comuns. Também observa-se turvação da visão, midríase e oftalmoplegia (paralisia de um ou mais nervos motores do olho). Os efeitos comportamentais incluem hiperatividade, confusão, obnubilação (perturbação da consciência, caracterizada por obscurecimento e lentidão do pensamento), sonolência e alucinações. Já que não existe um antídoto específico para o tratamento da sobredose de anticonvulsivos do grupo das hidantoínas, o tratamento é sintomático e de manutenção e pode incluir o seguinte: ·· Indução da emese e lavagem gástrica; · Para a depressão do Sistema Nervoso Central, respiratória ou cardiovascular, podem ser necessários oxigênio, vasopressores e ventilação assistida; · Aconselha-se uma avaliação cuidadosa dos órgãos hematopoiéticos após a recuperação.


Tratamento da Epilepsia: a Fenitoína Está Indicada Na Supressão e No Controle Das Crises Tônico-clônicas (grande Mal) e Das Crises Parciais Simples Ou Complexas (psicomotoras Ou do Lóbulo Temporal);
- Profilaxia e tratamento das crises convulsivas em neurocirurgia: A fenitoína está indicada para a prevenção e o tratamento das crises convulsivas produzidas durante e após a neurocirurgia. Alguns casos de neuralgias do trigêmeo e afins parecem responder à fenitoína, porém a carbamazepina pode ser preferível; Também tem sido usada em arritmias cardíacas, intoxicações por digitálicos e tratamento pós-infarto miocárdico.


Efeitos adversos Fenitoína

Advertências
A retirada abrupta da fenitoína em pacientes epilépticos pode precipitar estado de mal epiléptico. Quando, a julgamento do médico, surgir a necessidade de redução da dosagem, descontinuação ou substituição por medicamentos anticonvulsivantes alternativos, deve ser feita de forma gradual, por várias semanas.


Efeitos Colaterais de Fenitoína
Requerem atenção médica Incidência mais freqüente: Alterações comportamentais; Lentidão ou instabilidade ao andar; Confusão; Movimentos oculares contínuos e incontrolados; Alterações no estado de ânimo ou mental; Debilidade muscular; Aumento da freqüência das crises convulsivas; Fala balbuciante; Tremor das mãos; Excitação, nervosismo ou irritabilidade não habitual; Sangramento, dor ou aumento do tamanho das gengivas (hiperplasia gengival); Gânglios aumentados; Febre; Dor muscular; Dor de garganta (intolerância ou síndrome de hipersensibilidade à fenitoína; pode incluir linfoadenopatia local ou generalizada; o rash geralmente aparece na segunda semana de tratamento, porém a síndrome pode tardar em aparecer entre 8 e 12 semanas após o início da terapia; a síndrome pode incluir hepatite ou nefrite e por em risco a vida do paciente; uma rápida intervenção pode evitar a insuficiência renal, necrólise epidérmica tóxica ou a necróse hepática; os sintomas também podem dever-se ao lupus eritematoso ou a síndrome de Stevens-Johnson). Incidência rara: Freqüentes fraturas ósseas; Malformações ósseas; Crescimento retardado (a terapia com hidantoínas induz alterações no metabolismo do ergocalciferol e de cálcio); Escurecimento da urina; Fezes de cor cinza claro; Perda do apetite; Dor estomacal severa; Cor amarela dos olhos e pele (hepatite ou icterícia colestática); Inquietude ou agitação; Movimentos incontrolados espasmódicos ou de torção das mãos, braços ou pernas; Dor de garganta e febre (agranulocitose ou intolerância); Requerem atenção médica somente se persistirem Incidência mais freqüente: Prisão de ventre; Enjôos ligeiros; Sonolência ligeira; Náuseas e vômitos; Incidência menos freqüente: Crescimento não habitual e excessivo dos pêlos no corpo e na face; Acentuação das linhas faciais, incluíndo engrossamento dos lábios, alargamento do nariz e protusão da mandíbula; Dor de cabeça; Contração muscular; Inchaço das mamas em homens (ginecomastia); Problemas para dormir. Interações com testes laboratoriais A fenitoína pode reduzir os níveis séricos de PBI (iodo ligado à proteína), reduzir os valores dos testes de dexametasona ou metirapona a níveis abaixo do normal e elevar os níveis séricos de glicose, fosfatase alcalina e gama glutamil transpeptidase (GGT). A fenitoína pode afetar testes de metabolismo sangüíneo de cálcio e de açúcar. Provas de função tireóidea: A terapia com fenitoína diminui a concentração de tiroxina livre circulante; a taxa de metabolismo basal não parece ser afetada.


Apresentações de Fenitoína

Fenitoína Forma Farmacêutica e Apresentações
Comprimidos: embalagens com 200 unidades


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