Tenho um filho de 1 ano que o pai não quer conhecer. Tenho muito medo...

Prezada mãe!
O importante é que seu filho cresça em um ambiente saudável e afetuoso independente da figura paterna. A sua ansiedade não deverá ser transferida para ele. Continue dando o amor para ele e quando questionar fale do pai com transparência e amor.
Procure por um processo psicoterápico para conduzi-la neste processo.
Abraços!
Monica Araujo

Pode ser que cognitivamente ele não entenda, mas com certeza ele vive o sentimento dessa situação. ainda mais se esta situação já é um problema para você. existem abordagens que podem acolher vocês dois para um trabalho. Fazer algumas sessões que te ajudem a pensar além... ou seja, como criar uma nova condição nesse arranjo familiar e como lidar com essa ausência na relação entre você e teu filho. boa sorte!

Os sentimentos do seu filho estão conectados com os seus! Se você carregar algum sentimento negativo em relação ao pai, certamente passará para ele. No caso de não julgá-lo ( o pai ), passará para o filho o sentimento de que tal ocorrência pode não ser desejável mas é perfeitamente natural e que ambos são suficientemente capazes de viverem com, sem ou apesar dele. Alfred Adler ao criar o conceito de supercompensação definiu-o como realizações "acima da média" por impulsionarem indivíduos que se sentem deficitários, alcançando , ao fim melhores resultados do que se não houvesse o problema inicialmente.

Olá querida mamãe!
A figura paterna é muito importante para o desenvolvimento de toda criança.
Infelizmente, nem todos os pais conseguem fornecer aos seus filhos, um vínculo afetivo adequado.
Sugiro que esses vínculos sejam trabalhados. Procure um psicólogo em sua cidade, não importa a abordagem, todos estão aptos a ajudá-los.
Caso prefira pode procurar um psicólogo que tenha especialização em atendimento familiar.
Boa sorte!
Atenciosamente,
Dra. Cirene Valadão

É importante você procurar responder às perguntas que seu filho for fazendo respeitando o momento em que ele naturalmente for questionando a respeito da questão paterna. Não adiante essas informações a ele,pois pode causar problemas, visto que ele ainda não estará preparado para as mesmas. Responda assim, com consciência de que não estará aumentando nem diminuindo a realidade de acordo com seu ponto de vista e também com cuidado para não dizer coisas muito aquém do que seu filho poderá entender e absorver no momento. Para isso é recomendável fazer um acompanhamento psicológico para ser melhor orientada baseada em sua história com o pai da criança ,para verificar seu grau de elaboração da situação que viveu e prepara- lá melhor para se sentir à vontade e segura diante os questionamentos naturais de seu filho. É importante também, o terapeuta colher informacoes sobre seu filho e o conhecer para encontrarem a maneira adequada de reagir a ele, sem deixa lo sem respostas.

Nao há como prever como seu filho se sentirá diante da ausência do pai. Se é que isto sera duradouro. O tempo e os acontecimentos podem favorecer ou nao uma relação entre os dois.
Penso que seja importante voce cuidar destas preocupacoes e de como se sente em cuidar e educar seu bebe sem a presença paterna.
Com o tempo, possivelmente a criança questionará mais sobre o homem que é seu pai. O seu jeito de lidar com a situação pode favorecer ou nao uma melhor forma de enfrentamento da criança.
Desencontros e frustrações acontecem conosco o tempo todo. Cabe a nós, tambem com o apoio de nossa rede, educar os menores para que consigam lidar com as negativas que a vida nos impõe.
Voce comentou sobre seu bebe sentir-se rejeitado pelo pai. A sua relação com ele pode favorecer um desenvolvimento saudavel. Estando ciente das ressonancias deste relacionamento e do afastamento do pai, o modo como você educar seu bebe pode ajuda-lo a nao ser emocionalmente dependente.

Olá, realmente é uma situação delicada. Entretanto, seu filho pode ter outras figuras paternas que façam essa função. O diálogo é sempre importante, pois as crianças compreendem o que falamos e até quando silenciamos. A crença de que crescer sem pai é algo da ordem da rejeição me parece disfuncional. Talvez fosse interessante você primeiro procurar ajuda de um terapeuta para organizar suas emoções em relação ao pai de seu filho porque poderia lidar melhor quando o seu filho lhe perguntar sobre o pai. Um abraço.

A criança crescer com dois referencias, um masculino e um feminino é importante, mas isso não significa necessariamente crescer com um pai e uma mãe. Por vezes, mesmo quando o pai ou a mãe estão fisicamente presentes, a criança considera como referencial outras pessoas. Essas pessoas podem ser um avô, uma tia, um amigo dos pais, um professor, enfim, qualquer pessoa adulta que crie um laço de segurança e confiança com a criança. O fundamental para um desenvolvimento equilibrado é permitir que a criança escolha com quem terá esses laços, e essa escolha será de ordem pessoal e natural.

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