Esclerose Múltipla - Informação, especialistas, perguntas frequentes.

Tudo sobre Esclerose Múltipla

Informação sobre Esclerose Múltipla

O que é esclerose múltipla?

A esclerose múltipla é uma doença do sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal), que é uma destruição da substância que cobre os nervos (mielina), sem a qual a transmissão neural é severamente afetada.

Esta destruição é devido a eventos inflamatórios que deixaram áreas dos nervos sem a bainha de mielina. Eles são chamados de "placas", portanto, também chamada esclerose em placas.

As áreas afetadas podem se recuperar, remielinizar-se e, portanto, o nervo fica permanentemente afetados, resultando em um déficit operacional de tecido nervoso afetado. A progressão da doença pode levar a um estado de incapacidade grave e limitar a vida do paciente. Expectativa de vida é de 82,5% do padrão normal.

É mais comum em mulheres que em homens e a idade de início é geralmente entre 20 e 45 anos. É mais comum em áreas temperadas nos trópicos e subtrópicos.

Quais são as causas da esclerose múltipla?

A causa da doença é desconhecida, embora a hipótese mais aceita é que ela seja o resultado de predisposição genética e desconhecido fator externo ou ambiental (pode ser um vírus), que provoca uma alteração no sistema imunológico, pois o nosso próprio sistema de defesa ataca a bainha de mielina, causando inflamação e destruição.

Quais são os sintomas da esclerose múltipla?

A EM pode se desenvolver ao longo de dias ou semanas e pode deixar o paciente incapacitado. Este primeiro episódio é seguido por outros ataques em um período de tempo imprevisível, que pode ser curto ou longo período de tempo. Os sintomas variam em cada paciente, considerando tudo o que pode atacar o sistema nervoso.

Um sintoma comum do aparecimento da doença é a inflamação do nervo óptico que causa uma diminuição na visão acompanhada de dor atrás do olho. Em geral, depois de várias semanas a visão é parcial ou totalmente recuperada. A alteração ocorre principalmente na visão central.

Outros sintomas comuns são:

  • Perda de força (ser capaz de chegar a paralisia), e fadiga generalizada
  • Mudanças na sensibilidade
  • Problemas urinários (função diminuída do esfíncter urinário, o que provoca incontinência urinária).

Como o médico faz o diagnóstico?

Durante a entrevista o paciente pode relatar vários episódios com sintomas diferentes, que melhoraram parcialmente ou totalmente. O curso clínico é caracterizado por episódios agudos, seguidos de recaídas. Anormalidades no exame físico permitem ao médico suspeitar de esclerose múltipla, vários testes são ainda necessários para confirmar o diagnóstico:

  • Ressonância magnética com o recurso de localização da doença visto que se faz a ressonância magnética do cérebro e medula espinhal.
  • Exames neurofisiológicos: testes neurofisiológicos mostram uma diminuição na condução nervosa.
  • Estudo de líquido cefalorraquidiano (LCR): a presença de anticorpos foi detectada no estudo do líquido cefalorraquidiano (LCR).
  • Estudo dos eventos elétricos: potenciais evocados para estudar os eventos elétricos do sistema nervoso central (SNC) gerados por estimulação sensorial periférica, detectam uma alteração da função do SNC não detectada clinicamente.

O histórico médico e os resultados dos testes permitem ao médico diagnosticar a esclerose múltipla.

Como é esclerose múltipla?

Infelizmente, hoje é uma doença incurável.

O objetivo do tratamento é:

  • Reduzir ou modificar os sintomas e sinais clínicos.
  • Reduzir o tempo ou esforço para limitar os efeitos de uma recaída.
  • Prevenir a progressão ou reduzir a sua evolução clínica.
  • Prestar assistência ao paciente e família.

As drogas mais utilizadas são:

O tratamento com esteróides:

Podem encurtar a duração e em alguns casos, a gravidade de cada ataque (chamado de surto). Eles são usados ??na forma de comprimidos ou injeções.

Tratamento com interferon:

É promissor para reduzir o aparecimento de novos ataques e a extensão do comprometimento neurológico. Nos últimos anos, alguns grupos de pacientes com esclerose múltipla têm seguido este tratamento com injeções intra musculares ou subcutânea. A principal desvantagem deste tratamento é seu alto custo e tempo de duração longo.

Tratamento com amitriptilina, fluoxetina ou outros antidepressivos:

Este tratamento é realizado em casos de depressão.

Depois de cada ataque é muito importante executar rapidamente uma terapia física adequada para recuperar funções perdidas.

É possível, no início da doença, prever o andamento dessa?

Não é possível prever a progressão da esclerose múltipla. O curso progressivo da doença é variável e há diferentes formas de doença. Na verdade, é impossível dar uma previsão para um determinado paciente, pelo menos até o término dos 5 aos 10 anos desde a sua evolução.

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Os especialistas falam sobre a Esclerose Múltipla

Emprega no tratamento da esclerose múltipla ampla abordagem do paciente, incluindo ajustes de hábitos alimentares com retirada de alimentos nocivos para evolução da doença, adequação dos níveis de vitamina D, técnicas para manejo de estresse, além da utilização dos mais modernos medicamentos aprovados para evitar o avanço da doença. Emprega medicações de alta eficácia para pacientes com formas mais ativas da esclerose múltipla, como natalizumabe (Tysabri) e alemtuzumabe (Lemtrada), ambos de uso venoso e dos orais fingolimode (Gilenya) e fumarato de dimetila (Tecfidera).
Dr. Thiago de Faria Junqueira
Dr. Thiago de Faria Junqueira Profissional Premium: Tem um perfil mais completo.

Neurologista

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Salvador

A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença neurológica, crônica e autoimune – ou seja, as células de defesa do organismo atacam o próprio sistema nervoso central, provocando lesões no cérebro e medula espinhal. Os pacientes são geralmente jovens, em especial mulheres de 20 a 40 anos de idade. Pode se manifestar por diversos sintomas, como por exemplo: alterações de sensibilidade e da visão, fadiga intensa, fraqueza muscular, alteração do equilíbrio e coordenação motora, e disfunção intestinal e da bexiga. Embora a causa da doença ainda seja desconhecida, e não tenha cura a EM tem sido foco de muitos estudos em todo o mundo, o que têm possibilitado constantes e significativas evoluções.
Dr. Gutemberg Augusto Cruz dos Santos
Dr. Gutemberg Augusto Cruz dos Santos Profissional Premium: Tem um perfil mais completo.

Neurologista

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Rio de Janeiro

A esclerose múltipla é uma doença inflamatória crônica do sistema nervoso central (SNC), que afeta principalmente as mulheres jovens entre 20 e 40 anos. Essa doença se caracteriza por um ataque autoimune dos leucócitos contra estruturas do cérebro e medula espinhal, levando a desmielinização, e alterações neuronais crônicas, que se somam ao longo dos meses a anos, ocasionando a incapacidade neurológica. Os sintomas são muito variados e dependem basicamente do local do SNC que está inflamado. Podem haver manifestações oculares com alterações do campo visual ou cegueira, dormências,e formigamentos. Fraqueza muscular e alterações esfincterianas também são comuns.
Dr. José Luciano Monteiro Cunha
Dr. José Luciano Monteiro Cunha Profissional Premium: Tem um perfil mais completo.

Neurologista

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São Paulo

A Esclerose Múltipla é uma doença autoimune que afeta o cérebro, nervos ópticos e a medula espinhal, isso ocorre devido a um "erro" do Sistema Imunológico que confunde as células saudáveis com substâncias estranhas "invasoras". O sistema imune acaba por atacar de forma inadvertida a bainha protetora que recobre os nervos, conhecida como bainha de mielina. Ela desenvolve em pessoas que nascem com uma predisposição genética e devido a mobilização de células geradas por um mecanismo de estresse. As causas são multifatoriais. Seus sintomas podem ser diversos, como formigamentos, alterações visuais e perda de força. A doença possui tratamento e controle.
Dr. Albert Louis Rocha Bicalho
Dr. Albert Louis Rocha Bicalho Profissional Premium: Tem um perfil mais completo.

Neurologista

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Belo Horizonte

As doenças desmielinizantes centrais auto imunes são aquelas que afetam a mielina do cérebro e da medula espinhal. Imaginem nosso cérebro como uma rede de fios interligados. Cada fio tem uma capa isolante que ajuda o impulso elétrico a ser mais rápido. Se um fio perder a sua capa ou bainha protetora, o impulso fica lento e a transmissão é prejudicada. O neurônio possui um fio chamado axônio e uma capa chamada de bainha de mielina. Quando essa bainha é destruída por uma inflamação auto imune, temos as doenças desmielinizantes. E a principal representante é a esclerose múltipla, caracterizada por surtos de sintomas neurológicos com duração maior que 24h.
Dr. Euldes Mendes Junior
Dr. Euldes Mendes Junior Profissional Premium: Tem um perfil mais completo.

Neurologista

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Montes Claros

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Estas são as mais populares:

Lembro que doença de Devic, ou neuromielite óptica não é forma de esclerose múltipla, e seu tratamento é diferente do da esclerose múltipla.

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Dr. Flávio Augusto Sekeff Sallem Profissional Premium: Tem um perfil mais completo.

Neurologista

São Paulo

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A esclerose múltipla e a ansiedade são doenças bem diferentes uma da outra, apesar da esclerose apresentar sintomas de humor como parte dos sintomas. A ressonância e o quadro clínico são essenciais para o diagnóstico. A esclerose múltipla evolui em crises delimitadas e normalmente há associação de comprometimentos motores, além de alterações características em ressonância magnética. Porém uma pessoa que sofre de esclerose múltipla pode apresentar sintomas de ansiedade como parte do quadro clínico, o que indicaria além do acompanhamento psiquiátrico em associação.

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Priscila Vilela Silveira Bueno Profissional Premium: Tem um perfil mais completo.

Psiquiatra

Santo André

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Caro(a) internauta, diversos marcadores laboratoriais já foram avaliados para o diagnóstico específico da esclerose múltipla (EM), mas nenhum até o momento se mostrou útil para esta finalidade. Todos os testes laboratoriais atualmente empregados são usados para afastarmos doenças que podem se confundir com a EM.

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Dr. Thiago de Faria Junqueira Profissional Premium: Tem um perfil mais completo.

Neurologista

Salvador

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Caro(a) internauta, a tomografia computadorizada possui uma baixa capacidade para detectar as lesões da esclerose múltipla (EM), detectando apenas 1/3 das lesões. Diferentemente, a ressonância magnética (RM) pode detectar cerca de 95% ou mais das lesões, sendo, por esta razão, o exame de imagem de escolha a ser utilizado na EM.

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Dr. Thiago de Faria Junqueira Profissional Premium: Tem um perfil mais completo.

Neurologista

Salvador

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