O transtorno de personalidade de borderline, tem cura? Há risco de sui...

Este transtorno se caracteriza por um estado fronteiriço entre neurose e psicose em que se manifesta um prejuizo da percepção da realidade objetiva, ansiedade difusa,instabilidade de humor e fraco sentimento de identidade. Com o tratamento psicológico associado ao psiquiátrico pode-se esperar uma melhora dos sintomas.Creio que o risco de suicídio só existe seestiver associado a um estado depressivo.

Olá,
Até o momento não conhecemos uma possibilidade de cura. Pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline precisam de acompanhamento psiquiátrico e psicológico permanentemente. Trata-se de um quadro crônico, assim como as diabetes, por exemplo. É possível que a pessoa tenha remissão da grande maioria dos sintomas e consiga levar uma vida comum, mas não podemos falar em cura.
As tentativas de suicídios são muitos frequentes, e o risco de um suicídio de fato também. Por isso, é tão importante que o tratamento comece o quanto antes e não seja interrompido quando a pessoa apresentar melhora. Mesmo que a pessoa não cometa o suicídio ela tende a ter comportamentos autodestrutivos que podem levá-la a uma série de prejuízos, como adquirir dependência de drogas ou contrair doenças.
Um Abraço,
Rosimeire

Na psiquiatria, infelizmente, ainda não temos o termo cura e sim controle, estabilização.

A pessoa que tem o transtorno de personalidade borderline F.60.3 pela CID 10, apresenta um risco aumentado para suicídio, ideação, ameaça e tentativas propriamente ditas frustradas ou consumadas.

Independente de comorbidade associada.

Estas pessoas se automutilam, tentam recorrente suicídio e são subdiagnosticas.

Existe tratamento, que é o comtrole sintomático, mas a cura infelizmente não existe, ainda.

O transtorno de personalidade Borderline é uma transtorno que se não tratado corretamente, pode incapacitar a vida do individuo. O tratamento deve ser medicamentoso e terapêutico. A abordagem comportamental cognitiva tem se mostrado um grande aliado no tratamento terapêutico. Também se faz muito necessário que a família aprenda sobre o distúrbio e não reforce os comportamentos do paciente. É um transtorno que não acomete somente o portador e sim toda a família. Com tratamento adequado é possível que o paciente tenha uma vida social e produtiva. Não falamos em cura, mas sim em qualidade de vida.

  • Obrigado13
  • 1 especialista está de acordo
  • Monica Campelo

Este transtorno boderline não possui cura mas existe tratamento que ajuda a pessoa a controlar os impulsos. O tratamento psicológico e psiquiátrico tem ajudado a amenizar os sintomas. Os riscos em relação ao suicídio são muito frequentementes por isso é de extrema importancia seguir um tratamento sem interrompe-lo e também o apoio da família como incentivo no tratamento.

  • Obrigado12
  • 1 especialista está de acordo

No Transtorno da personalidade Borderline (TPB) o padrão comportamental mais associado a esse diagnostico é o de atos autodestruitivos intencionais e tentativa de suicídio, lembrando que esses atos podem varia de intensidade, desde aqueles que não necessitam de tratamento médico ( Arranhões leves etc..) áqueles que exigem. As estimativas das taxas de suicídio entre pacientes Bordeline variam, por isso, cada caso deve ser avaliado. O tratamento em geral é bem mais prolongado comparado a outros transtornos. Atualmente a TCD ( Terapia Comportamental Dialética) é uma das poucas intervenções psicossociais para TPB que tem dados empíricos e controlados a favor de sua eficácia.

Em primeiro lugar, é preciso destacar que diagnóstico psiquiátrico baseia-se apenas nos fenômenos, nos comportamentos externos. Todavia, qualquer transtorno mental envolve a subjetividade de cada indivíduo. Por isso, não há como generalizar situações. Existem pacientes com indicativo desse quadro que não tomam medicamentos e apresentam melhoras significativas apenas com psicoterapia. Outros, precisam ser estabilizados com medicação. Então, cada caso é um caso, quando se está falando de sofrimentos de ordem psicológica. Existe, sim, a possibilidade de o sujeito levar uma vida bem estável, desde que feito tratamento adequado e que ele acredite e invista tempo e energia nesse tratamento. Agora, a ideação suicida, quando aparece, dependendo da intensidade, frequência, etc, sugere necessidade de ajuda medicamentosa. Finalmente, não acredite em autopromoções efetuadas por profissionais a respeito de suas próprias abordagens: existem profissionais sérios em todas elas.

Pode ter cura, pode haver risco de suicídio.

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