Existe exame específico para confirmação de diagnóstico de transtorno...

Não existe um exame específico para confirmação do diagnóstico. Deve ser feito exames para excluir causas clínicas como hipertiroidismo, feocromocitoma, medicamentosa e doenças cardiológicas.
O diagnóstico é feito através da história clínica associada ao exame psíquico e a exclusão de causas orgânicas.

Não se faz ainda exames com base em marcadores biológicos. Os estudos na área estão em desenvolvimento e com sucesso parcial por enquanto. Sendo assim, para o diagnóstico de transtorno do pânico, primeiramente deve-se excluir possíveis causas orgânicas. Feito isso, para uma avaliação inicial, uma importante ferramenta seria a qualidade da entrevista (anamnese), com o intuito de levantar aspectos como o histórico dos sintomas, sinais ao longo da história de vida, antecedentes pessoais e familiares, etc. Além disso, acompanhado de uma observação cuidadosa é realizado um exame psíquico, o qual pode ser instrumentalizado para algumas avaliações específicas por meio de testes, inventários e escalas validadas.

Não. Grande questão levantada até hoje na psiquiatria que seriam os marcadores biológicos. Na psiquiatria não temos marcadores biológicos e substratos anatómicos como nas demais areas. Lidamos com os sintomas e realizamos os diagnósticos.

Att.

Prezado paciente, o pânico é uma situação onde sentimos uma grande angústia, um aperto no peito, uma sensação iminente de que vamos morrer, nosso coração bate forte e rápido e as vezes de forma descompassada (taquicardia / extra-sístole). Muitos pacientes meus relatam tremores, a mente não pára de pensar num determinado assunto e muitas vezes é preciso voltar correndo para casa para que os sintomas se aliviem.

Podemos ter uma crise de pânico em casa mas é mais comum em locais públicos, principalmente naquelas situações onde a pessoa não tem como sair imediatamente, como túneis, engarrafamentos, elevadores, multidões, barcos, aviões.

Ou numa situação onde a pessoa não tem controle - quando está aprendendo a dirigir ou numa prova.

Se os sintomas persistirem em diferentes situações, é melhor procurar um especialista. Os modelos biológicos tem explicado melhor o pânico do que os psicológicos, ou seja, existe tratamento tanto com medicamentos quanto com psicoterapia.

Os sintomas do Transtorno do Pânico são tão efusivos e claros que não deixam margem à dúvida, para os psiquiatras experientes. A medicina é fundada boas histórias clínicas, exame físico e psiquiátrico, compreensão clara de sinais e sintomas e uma ótima relação médico paciente. Os exames complementares, quando existem, são para a confirmação daquilo que o profissional já analisou e concluiu. Não são eles que dão a direção ao médico, mas o médico que escolhe para confirmar o que ele já tem em mente. As avaliações para afastar outras patologias que tem sintomas assemelhados ppatologias da tireóide, feocromocitoma, arritmias, por exemplo, são apenas para a certeza quanto ao diagnóstico diferencial. Se você tiver um bom psiquiatra, pode ficar tranquila seguindo as orientações de quem sabe tratar desse transtorno. Abraços.

Estou de acordo com os profissionais acima.

Pelo breve relato parece que a pessoa viveu provavelmente situações de medo e desamparo. Provavelmente ligada a relação com pais em idade mais primitiva. Seria interessante um acompanhamento de um bom psicanalista e um psiquiatra.

Como os colegas afirmaram, primeiro é necessário excluir causas clínicas como problemas na tireoide e prolapso de válvula mitral, no entanto não existe um exame específico para a detecção do transtorno. Normalmente é feita uma avaliação clínica por um psicólogo ou psiquiatra.

Apesar das diversas alterações fisiológicas no pânico, o prognóstico de tratamento com psicoterapia, especialmente a terapia cognitivo comportamental, é muito bom, ainda que sem o auxílio de medicação.

Há margens de dúvidas sim, nunca devemos descartar a possibilidade de um infarto agudo do miocárdio, uma angina aguda, uma síndrome de wolf. Descartado isto partimos para os sinais mais indicadores e em quase 90% dos casos presentes como uma ansiedade muito grande, ou intenso processo de angústia. Uma sessão bem conduzida frequentemente nos levará ao fechamento do diagnóstico, mas como as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no Brasil os exames cardiovasculares necessitam realmente ser feitos e o mais rapidamente possível. Nunca se deve excluir causas orgânicas cardiovasculares pois em geral apresentam intensa morbi-mortalidade e o afastamento delas é parte importante para iniciar a tranquilizar o nosso paciente.

O diagnóstico de transtorno de pânico só deve ser feito após avaliação clínica criteriosa p descartar causas orgânicas.
Os sintomas de pânico, como taquicardia, sudorese, tremores, sensação de morte iminente e outros levam o paciente a procurar os serviços de urgência/emergência com grande frequência por acreditar q esteja tendo um enfarto ou AVC, afinal ele sente realmente um mal estar mto grande.
Nossa cultura nos ensinou a ter o médico como referência para a cura de todos os males do corpo, q haverá medicações, exames q ajudarão a retornar ao estado de bem estar. Não nos ensinou q além do corpo existe uma mente e q é possível sentir no corpo os males da mente. E p a mente não há raio x, não há exames laboratoriais. Um sofrimento da mente, do emocional causa tantos sintomas qto uma doença física causaria. O corpo expressa esse sofrimento.
Então, descarte causa orgânica p o q sente, a fim de podermos trabalhar os aspectos psicológicos, q estão levando ao sofrimento físico.

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