Azitromicina - Indicações, posologia, efeitos adversos, perguntas frquentes

Tudo sobre Azitromicina

Para que serve Azitromicina

A Azitromicina é indicada no tratamento de infecções do trato respiratório inferior e superior, infecções da pele e tecidos moles, em otite média e nas doenças sexualmente transmissíveis, devido à clamídia e gonorreia não complicadas. Infecções concomitantes com sífilis devem ser excluídas.

Princípios ativos Azitromicina

azitromicina

Considerações Azitromicina

Advertências
Geral 
Assim como ocorre com a eritromicina e outros macrolídeos, têm sido raramente relatadas reações alérgicas sérias incluindo angioedema e anafilaxia (raramente fatal). Algumas destas reações observadas com o uso da Azitromicina resultaram em sintomas recorrentes e necessitaram de um maior período de observação e tratamento. 
Não há dados registrados do uso de Azitromicina em pacientes com um clearance de creatinina < 40 mL/min; portanto deve-se ter cautela antes de prescrever Azitromicina a estes pacientes (vide Informações Técnicas - Farmacocinética). 
Uma vez que a principal via de excreção da Azitromicina é o fígado, o produto deve ser utilizado com cautela em pacientes com disfunção hepática significante. 
Em pacientes recebendo derivados do ergô, o ergotismo tem sido acelerado pela coadministração de alguns antibióticos macrolídeos. Não há dados a respeito da possibilidade de uma interação entre ergô e Azitromicina. Entretanto, devido a possibilidade teórica de ergotismo, Azitromicina e derivados do ergô não devem ser co-administrados. Assim como com qualquer preparação de antibiótico, é essencial a constante observação para os sinais de crescimento de organismos não suscetíveis, incluindo fungos. 
 
Efeitos na Habilidade de Dirigir e Operar Máquinas 
Não há evidências de que Azitromicina possa afetar a habilidade do paciente de dirigir ou operar máquinas.
 
Interações medicamentosas de Azitromicina
− antiácidos: um estudo de farmacocinética avaliou os efeitos da administração simultânea de Azitromicina e antiácidos, não sendo observado qualquer efeito na biodisponibilidade total embora o pico de concentração plasmática fosse reduzido em até 30%. Em pacientes que estejam recebendo Azitromicina e antiácidos, os mesmos não devem ser administrados simultaneamente.
− carbamazepina: em um estudo de interação farmacocinética em voluntários sadios, não foram observados efeitos significantes nos níveis plasmáticos da carbamazepina ou seus metabólitos ativos em pacientes que receberam Azitromicina concomitantemente. 
− cimetidina: foi realizado um estudo de farmacocinética para avaliar os efeitos de dose única de cimetidina administrada duas horas antes da Azitromicina. Neste estudo não foram observadas quaisquer alterações na farmacocinética da Azitromicina. 
− ciclosporina: na ausência de dados conclusivos de estudos farmacocinéticos ou clínicos investigando a interação potencial entre Azitromicina e ciclosporina, deve-se ter cuidado quando se utilizar estas drogas concomitantemente. Se for necessária a co-administração dessas drogas, os níveis de ciclosporina devem ser monitorizados e a dose deve ser ajustada de acordo. 
− digoxina: tem sido relatado que alguns antibióticos macrolídeos podem prejudicar o metabolismo da digoxina (no intestino) em alguns pacientes. Em pacientes que estejam recebendo Azitromicina (um antibiótico azalídeo) e digoxina concomitantemente, a possibilidade de um aumento nos níveis de digoxina deve ser considerada. 
− ergô: devido à possibilidade teórica de ergotismo, o uso concomitante de Azitromicina com derivados do ergô não é recomendado (vide Precauções e Advertências - Geral). 
− metilprednisolona: em um estudo de interação farmacocinética em voluntários sadios, a Azitromicina não produziu nenhum efeito significante na farmacocinética da metilprednisolona. 
− teofilina: não há evidência de qualquer interação farmacocinética quando a Azitromicina e a teofilina são co-administradas em voluntários sadios. 
− terfenadina: estudos farmacocinéticos não demonstraram nenhuma evidência de interação entre a Azitromicina e a terfenadina. Foram relatados raros casos onde a possibilidade dessa interação não poderia ser totalmente excluída; contudo, não existem evidências consistentes de que tal interação tenha ocorrido. 
− anticoagulantes orais do tipo cumarínicos: em um estudo de interação farmacocinética, a Azitromicina não alterou o efeito anticoagulante de uma dose única de 15 mg de varfarina quando administrada a voluntários sadios. No período pós-comercialização, foram recebidos relatos de potencialização da anticoagulação, subsequente à co-administração de Azitromicina e anticoagulantes orais do tipo cumarínicos. Embora uma relação causal não tenha sido estabelecida, deve-se levar em consideração a frequência com que é realizada a monitorização do tempo de protrombina. 
− zidovudina: doses únicas de 1000 mg e doses múltiplas de 1200 mg ou 600 mg de Azitromicina não afetaram a farmacocinética plasmática ou a excreção urinária da zidovudina ou de seu metabólito glicuronídeo. Entretanto, a administração de Azitromicina aumenta as concentrações do metabólito clinicamente ativo, a zidovudina fosforilada, nas células mononucleares do sangue periférico. O significado clínico deste achado ainda não foi elucidado porém, pode beneficiar os pacientes. 
− didanosina: a co-administração de doses diárias de 1200 mg de Azitromicina com didanosina em 6 indivíduos, parece não ter afetado a farmacocinética da didanosina, quando esta foi comparada ao placebo. 
− rifabutina: a co-administração da Azitromicina com a rifabutina não afetou as concentrações séricas de nenhuma das drogas. Foi observada neutropenia em indivíduos tratados com Azitromicina e rifabutina, concomitantemente. Embora a neutropenia tenha sido relacionada ao uso da rifabutina, uma relação causal não foi estabelecida para o uso da combinação da rifabutina com a Azitromicina (vide Reações Adversas).

Efeitos adversos Azitromicina

A Azitromicina é bem tolerada, apresentando baixa incidência de reações adversas. 
Gastrintestinal: anorexia, náusea, vômito/diarreia (raramente resultando em desidratação), fezes amolecidas, dispepsia, desconforto abdominal (dor/cólica), constipação, flatulência, colite pseudomembranosa e raros relatos de descoloração da língua. 
Sentidos Especiais: tem sido relatado disfunção auditiva com o uso de antibióticos macrolídeos. Disfunções auditivas, incluindo perda de audição, surdez e/ou tinido (ruído auditivo) foram relatados por pacientes recebendo Azitromicina. Muitos desses eventos foram associados com o uso prolongado de altas doses em estudos clínicos. Nos casos onde informações de acompanhamento estavam disponíveis, foi observado que a maioria desses eventos foi reversível. Casos raros de distúrbio de paladar foram relatados. 
Genitourinário: nefrite intersticial e disfunção renal aguda. 
Hematopoiético: trombocitopenia. 
Hepático/Biliar: foram relatados disfunção hepática incluindo hepatite e icterícia colestática, assim como casos raros de necrose hepática e insuficiência hepática, a qual raramente resultou em morte. Contudo, a relação causal não foi estabelecida. 
Musculoesquelético: artralgia. 
Psiquiátrico: reação agressiva, nervosismo, agitação e ansiedade. 
Reprodutivo: vaginite. 
Sistema Nervoso Central e Periférico: tontura/vertigem, convulsões (assim como com outros macrolídeos), cefaleia, sonolência, parestesia e hiperatividade. 
Sistema Retículo-Endotelial e Série Branca: episódios transitórios de uma leve redução na contagem de neutrófilos têm sido ocasionalmente observados nos estudos clínicos, embora uma relação causal com a Azitromicina não tenha sido estabelecida. 
Pele/Anexos: reações alérgicas incluindo prurido, rash, fotossensibilidade, edema, urticária e angioedema. Ocorreram raros casos de reações dermatológicas sérias incluindo eritema multiforme, síndrome de Stevens Johnson e necrólise tóxica epidermal. 
Cardiovascular: palpitações e arritmias incluindo taquicardia ventricular (assim como com outros macrolídeos) têm sido relatados embora a relação causal com a Azitromicina não tenha sido estabelecida. 
Geral: foi relatado astenia, embora a relação causal não tenha sido estabelecida, monilíase e anafilaxia (raramente fatal) (vide Precauções e Advertências).

Apresentações de Azitromicina

  • Azitromicina Azitromicina Comprimidos revestidos de 500 mg
  • Azitromicina Azitromicina Embalagens com 2, 3 e 5 comprimidos revestidos

Tem perguntas sobre Azitromicina?

Nossos especialistas responderam 40 perguntas sobre Azitromicina.

Não. Porém dependendo da infecção a ser tratada ele não será a melhor escolha inicial. Converse com seu médico.

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Dra. Nathalia Correia Krause Santos Profissional Premium: Tem um perfil mais completo.

Geneticista, Pediatra

Rio de Janeiro

É prudente esperar 3-5 diás para tomar bebida alcoólica ! Att

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Dr. Prof. Ricardo Alexandre Fernandes Ferro Profissional Premium: Tem um perfil mais completo.

Oncologista, Urologista

Brasilia

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Olá. A azitromicina não trata a candidiase vaginal. Você precisa rever o seu tratamento. Agende uma nova consulta com o seu médico. Discuta o seu tratamento.

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Dr. Heitor Leandro Paiva Rodrigues Profissional Premium: Tem um perfil mais completo.

Ginecologista

Ribeirão Preto

Você precisa ser reavaliado por um urologista para verificar a necessidade de tomar outro medicamento ou não. Por vezes a uretrite pode ser causada por outro agente que não a Clamídia e pode ser necessário outro antibiótico, ou pode ser apenas sintomas relacionados à inflamação local ainda não completamente solucionada.

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Dr. Victor Hugo Senra Victor Profissional Premium: Tem um perfil mais completo.

Urologista

Rio de Janeiro

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