Respostas de Carlos Henrique Oliva - Psiquiatra São Bernardo do Campo

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Carlos Henrique Oliva está respondendo perguntas que os usuários enviam à Doctoralia.
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O termo desrealização e ou despersonalização abrangem um espectro grande de fenômenos subjetivos de dificílima descrição. Por isso, não devemos basear nossa conduta e preocupação apenas neste fenômeno. Famosos psicopatologistas (que estudam os termos que usamos para descrever fenômenos mentais) associam tais situações desde às pessoas sãs mentalmente até as doenças mentais mais graves. Porém, vale a pena dizer que, no caso de ser sinal de doença grave, nunca é sinal isolado, havendo absoluta necessidade da coexistência de outros sintomas, muito mais graves e evidentes do que esse. Por esta questão, em geral, os pacientes que se queixam deste sintoma como problema central ou único, frequentemente estão sofrendo de transtornos ansiosos pois a ansiedade, em sendo a doença da “dúvida”, da “incerteza”, focaliza o Mental na preocupação exacerbada de eventos de menor importância, quando isolados, como no caso da desrealização. Minha sugestão é: com tranquilidade, procure um psiquiatra!

Carlos Henrique Oliva

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Por muitos anos as pesquisas sobre antidepressivos e depressão bipolar relacionaram especialmente a chamada virada maníaca como pior desfecho desta medicação, nesta condição. Hoje entretanto, sabemos que a chance de virada maníaca para antidepressivos predominantemente serotoninérgicos (como o escitalopram) tem uma chance relativamente pequena de virada maníaca - em torno de 3% ao ano. Na realidade, trabalhos recentes mostram que o maior prejuizo do uso monoterápico de antidepressivos na depressão bipolar é uma evolução com maior frequência de ciclos, episódios depressivos ou maníacos mais graves e sintomáticos e eutimia com manutenção de sintomas residuais.
Por isso, os antidepressivos devem ser sempre evitados no transtornos bipolares.
Boa sorte e um abraço!

Carlos Henrique Oliva

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De maneira geral, o álcool é contra-indicado por conta de 3 potenciais problemas: 1) existe interação entre o álcool e o remédio, causando um efeito final com certa imprevisibilidade. Por exemplo: a olanzapina causa sonolência e o álcool também causa sonolência, então existe risco de sedação em excesso, com todas as consequências relacionadas a isto. 2)existe indução ou inibição cruzada na degradação hepática entre as substâncias. Por exemplo: a olanzapina inibe a degradação do álcool e o paciente acaba ficando mais alcoolizado que de costume, com a mesma quantidade de álcool ingerida. 3) o álcool altera o comportamento. Como o paciente tem uma doença que já altera o comportamento de base, então estamos adicionando outro problema (alteração de comportamento por álcool) sobre um problema preexistente (a doença) cujo problema é o mesmo tipo de alteração. Acredito que a melhor resposta está em ponderar com o médico se é melhor submeter-se a estes riscos para manter o tratamento.

Carlos Henrique Oliva

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O diagnóstico psiquiátrico é feito apoiado em diversos instrumentos. Particularmente, acredito que o exame psíquico (como a paciente fala, como se movimenta, como altera a expressão) é tão ou até mais importante que o conteúdo das queixas. O que quero dizer é que mais do que você está queixando, imprescindível é ver você contando a queixa. Falo isso porque sim, o conteúdo do que você queixa pode fazer parte de doenças psicóticas como esquizofrenia mas sua habilidade em escrever sobre ela me causa estranheza à gravidade do que conta. Por isso, não demore em buscar uma consulta com um médico de sua confiança em vez de tentar achar a resposta de algo, possivelmente tão sério, sozinha. Boa sorte e um abraço!

Carlos Henrique Oliva

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Isso é comum. O TAB II é uma condição explorada recentemente havendo pouca literatura consistente (relativamente) sobre seu tratamento. É uma opção a ser considerada porém há de fato divergência sobre o assunto. Existem boas evidencias que mostram que outras medicações podem ser melhores ainda que possam ter mais efeitos colaterais. A avaliação e a conduta devem ser centradas nos sintomas atuais do episódio depressivo e em uma conversa clara e transparente sobre as possibilidades de efeito colateral com a paciente e a família, chegando em um consenso com o médico.
Espero ter ajudado.
Um abraço e boa sorte!

Carlos Henrique Oliva

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Pode associar o uso sim. Porém, é necessária uma boa compreensão do tema. Chama atenção tomar pondera e ao mesmo tempo viagra. Isso porque o pondera tem como efeito colateral comum a redução de libido (desejo sexual) e também retardo da ejaculação. Já o viagra tem por objetivo promover a ereção peniana mais eficaz para o ato sexual, tratando assim a disfunção erétil - este um terceiro fenômeno sexual, possível mas menos comum que os outros dois que citei (redução de libido e retardo ejaculatório). A questão a ser minuciosamente pensada entre você e seu médico, é se de fato vale a pena usar uma medicação antidepressiva de impacto relativamente alto na função sexual em um paciente que está desconfortável com sua função sexual - inferência minha pelo uso do viagra. Dentre os antidepressivos receptadores seletivos de serotonina, um dos que tem maior impacto sexual é a paroxítona. Outros semelhantes, tem impacto menor: fluoxetina, citalopram,etc.Converse sobre essa complexidade em consulta!

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Esta pergunta nos remete a dúvida do que esperar destas medicações e do tratamento. Para tanto, devemos nos perguntar, primeiro, qual é o prejuízo de função trazida pela própria doença na sua vida. Por exemplo: se você perde 30min do seu dia organizando as provas dos seus alunos em ordenações que não significam nada, podemos prever que, com o sucesso do tratamento, você ganhará 30min do seu dia com outras atividades que se convertam em ganho funcional, seja lá qual for a função que você queira priorizar (social, trabalho, lazer, etc). Em segundo lugar devemos nos perguntar se existem efeitos colaterais muito comuns ou comuns esperados por estas medicações e, felizmente, não há prejuízo cognitivo/intelectual entre queixas típicas de ambas as medicações. Por ultimo devemos lembrar que, frequentemente, doenças de características crônicas como o TOC existem sintomas que você nem imagina serem parte da doença e que você assumiu como "da sua personalidade" que vão melhorar...Então boa sorte!

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De maneira geral, as medicações psicoativas contra-indicam a direção. Converse com seu psiquiatra para um consenso e observe a legislação de transito quanto a esta questão.
Boa Sorte

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Sem dúvidas existe remédio melhor para você. Nenhum tratamento tem por objetivo continuar sintomas ou trocar sintomas de doença por efeitos colaterais medicamentosos. Em seu caso particular é muitíssimo importante procurar o diagnostico de maneira minuciosa pois seus sintomas são muito compartilhados entre muitas doenças diferentes e, inclusive, que possuem tratamentos opostos e prejudiciais entre si.
Boa sorte!

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As evidências mais fartas da EMT está em casos de depressão leve a moderada. Existem alguns estudos sobre uso em casos de ansiedade mas são poucos e não tem bom nível de evidencia. Sendo assim, é uma alternativa secundária; ou seja, se não houver melhora com medicações e/ou psicoterapia ou se o paciente não aceite possíveis colaterais de medicações e rejeite a psicoterapia por algum motivo.
Boa sorte e um abraço!

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O idoso tem características próprias do processo de envelhecimento, havendo necessidade de conhecimento específico a este grupo de pacientes, para melhor atendimento médico. Um dos melhores exemplos da especificidade do idoso é o caso de uso de haloperidol em caso de sintomas psicóticos na Doença de Alzheimer. Ainda que seja um bom remédio, o Haldol tem características farmacocinéticas e farmacodinâmica que geram efeitos colaterais motores muito comuns (tremor, bradicinesia, instabilidade postural e acatisia). No caso de idosos, por suas particularidades, estes efeitos colaterais são a regra, devendo ser, sempre que possível, evitado e substituído por antipsicóticos atípicos pois tem menor chance de haver tais consequências. Como sugestão, converse com o médico e pergunte se ele tem pratica em atendimento com idosos e solicite encaminhamento para um colega com experiência de tratamento deste grupo especial de pacientes, se este for o caso. Boa sorte e fico à disposição!

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Você descreve um mecanismo de reflexo condicionado. Um excelente instrumento terapêutico para o caso é a terapia cognitivo-comportamental. Vale a pena lembrar que as fobias simples (como, a principio, aparenta seu quadro), frequentemente é associada a outros sintomas, como ansiedade antecipatória a eventos, insônia, ruminação mental de problemas, etc, que podem ser melhor caracterizados em um diagnóstico maior. Sendo assim, envolve outras abordagens e terapêuticas. Medite sobre isso e converse com seu psiquiatra!
Um abraço!

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O quadro descrito é grave, não há dúvida. O tratamento não só deve ser buscado para minimizar comportamento tão angustiante de ser observado em uma filha, mas principalmente para reduzir possíveis consequências cerebrais, prejuízos funcionais e evolução de uma possível doença grave. Além disso, é importante ser orientado sobre como proceder frente a situações que destoam muito do que estamos habituados a lidar. Vá a um psiquiatra de sua confiança e tenha uma conversa honesta e transparente sobre o que está ocorrendo para um diagnóstico, tratamento e orientações adequadas a confrontar esta delicada situação. Boa sorte e um abraço.

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De fato a Olanzapina pode gerar consequências metabólicas (colesterol, triglicerídeos, glicemia) podendo aumentar riscos cardiovasculares a longo prazo. Justamente por esta razão estes efeitos devem ser rigorosamente controlados, com adequado tratamento destes eventuais aumentos de risco (atividade física e/ou medicações) assim como esclarecimento de todos os riscos e benefícios mensuráveis. De qualquer maneira, a meta sempre é encontrar a melhor eficácia antipsicótica com menor impacto na vida geral do indivíduo.
Boa sorte!

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Toda a medicação psiquiátrica tem potencial impacto no sono. Algumas mais outras menos. A Lamotrigina é uma dessas substancias de menor impacto. Mais comumente existe queixa de sonolência porem é possível que ela seja relacionada a prejuízo do sono.
Boa sorte!

Carlos Henrique Oliva

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A hipersexualidade é um fenômeno que dificilmente está sozinho. Normalmente está associado a outros sinais ou sintomas psiquiátricos. Em especial atenção à pergunta realizada, chamo a atenção para uma doença que frequentemente é mal diagnosticada: o Transtorno Bipolar. Isso ocorre porque a apresentação deste transtorno é, na maior parte das vezes, um episódio depressivo que quando tratado com antidepressivos padrão tem resposta atípica (em vez de ficar mais tranquilo, o paciente pode ficar mais agitado, irritado e muitas vezes com hipersexualidade). Minha sugestão é que você converse com seu médico sobre o que está havendo para a reavaliação diagnostica, antes mesmo de pensar na possibilidade de ser um efeito colateral (muito incomumente associada a esta medicação). Fico à disposição para maiores esclarecimentos. Um abraço!

Carlos Henrique Oliva

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Duas coisas são importantes: efeitos colaterais, mesmo muito incomuns e imprevisíveis, podem ocorrer de fato. Porém, piora de ansiedade de forma intensa, como você relatou, realmente é incomum. Se este sintoma não tem reduçao ao longo dos dias é um sinal de alerta e seu quadro deve ser reavaliado. Devemos lembrar que existem doenças que podem ser muito semelhantes a um quadro depressivo mas pode piorar com a administração de antidepressivos padrão, como é o caso de um episódio depressivo no Transtorno Bipolar. Também é possível que o antidepressivo não altere ou altere muito pouco a evolução do quadro como em quadros de hiper/hipotireoidismo. Minha sugestão é: se os sintomas continuarem a piorar nas próximas 72 horas ou se mantiverem sem melhora na próxima semana, marque nova consulta com seu médico. Se esta sensação reduzir de intensidade, mesmo que lentamente, apenas observe e aguarde o retorno. Abraço!

Carlos Henrique Oliva

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Existe uma grande resistência em afirmar sobre a ineficácia destas medicações fitoterápicas. De maneira honesta, é possível afirmar que são princípios ativos sem efeito mensurável ou mesmo testadas amplamente em trabalhos científicos. Isso significa que não funciona? Não necessariamente. Mas pode`se afirmar que o efeito é desprezível para o tratamento de situações clínicas psiquiátricas, podendo ser observado, eventualmente, efeito placebo (pequeno e transitório, não relacionado a função molecular da substância).
Boa sorte!

Carlos Henrique Oliva

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Qualquer remédio pode causar qualquer efeito colateral. Entretanto existem os mais típicos e os menos típicos. No caso do efeito queixado, não é um efeito típico, sendo queixa incomum. Mais do que isso, sintomas de doença do refluxo gastroesofágico (queimação, azia, refluxo, dor epigastrica, etc) tem uma prevalencia muito alta na população geral sendo, portanto, muito difícil determinar causa-efeito desta hipótese levantada. Nesta situação, em geral, acredito que seja mais interessante iniciar o tratamento da doença do refluxo com inibidor de bomba de prótons (como omeprazol) por dois meses e observar a evolução antes de invalidar esta excelente alternativa terapêutica.

Carlos Henrique Oliva

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Café descafeinado tem menos cafeína mas não é livre de cafeína. Ainda assim, o café dificilmente pode ser considerado "causador" de alguma ansiedade como a crise de pânico sendo melhor considerado um possível fator associado ao desencadeamento de ansiedade. Isto é, não é o unico fator e nem mesmo tem um efeito de causa-consequencia sendo mais um desencadeante.
Não se esqueça que o café tem efeito médio de duração de cerca de 6 horas. Então não tome cafe 6 horas antes de dormir pois pode ser um fator desencadeante de insônia.
Boa sorte!

Carlos Henrique Oliva

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