A Quetiapina na dose de 100 mg já começa bloquear o 5ht2a e D2?

A Quetiapina na dose de 100 mg já começa bloquear o 5ht2a e D2?

4 respostas


Sim.

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A quetiapina já interage com receptores como 5HT2A e D2, mas em doses mais baixas o efeito predominante costuma ser sedativo, relacionado principalmente a outros receptores. Em torno de 100 mg, já pode começar a haver alguma ação nesses sistemas, mas ainda de forma mais leve quando comparada a doses mais altas. Na prática, o bloqueio mais consistente de D2, relacionado ao efeito antipsicótico, costuma ocorrer em doses maiores. Se a dúvida estiver ligada ao objetivo do tratamento, dá para ajustar a condução de acordo com a resposta esperada.

Dra. Ilana  Souza

Dra. Ilana Souza

Psiquiatra

Rio de Janeiro

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A quetiapina na dose de 100mg já atua nos receptores 5-HT2A, porém pouco no receptor D2. Esse perfil se modifica conforme ocorre a progressão da dosagem da medicação, passando a atingir efeitos antipsicóticos em doses a partir de 400mg. Essa relação neurofarmacológica é interessante na teoria, mas na prática é sempre importante a correlação com a resposta clínica do individuo!

Dr. Lucas Antequera

Dr. Lucas Antequera

Psiquiatra

Rio de Janeiro

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Sim. Na dose de 100 mg, a quetiapina já apresenta bloqueio dos receptores 5-HT2A (serotoninérgicos) e D2 (dopaminérgicos), embora a ocupação desses receptores seja menor do que a observada em doses mais elevadas. A quetiapina possui afinidade por múltiplos receptores. Em doses mais baixas, predominam os efeitos relacionados ao bloqueio dos receptores H1 (histamínicos) e α1-adrenérgicos, justificando a sonolência e a sedação. À medida que a dose aumenta, o bloqueio dos receptores 5-HT2A e D2 torna-se mais relevante, contribuindo para seus efeitos antipsicóticos e estabilizadores do humor. Na prática, porém, não existe um "ponto de corte" em que a quetiapina passa a bloquear um receptor. Trata-se de um efeito gradual, dependente da dose, da formulação (liberação imediata ou prolongada), da concentração plasmática e das características individuais do paciente. Por isso, a resposta clínica é mais importante do que associar cada efeito a uma dose específica. Converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento caso tenha dúvidas sobre o objetivo terapêutico da dose prescrita ou a necessidade de ajuste. Respeitosamente, Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.