Boa noite. Escitalopram tem a "fama" de embotar as emoções mesmo em dose "baixa". Ouço dizer. Aneste

Boa noite. Escitalopram tem a "fama" de embotar as emoções mesmo em dose "baixa". Ouço dizer. Anestesia. A pessoa não chora mesmo se quiser. Tem fundamento? Obg por responder.

5 respostas


Sua dúvida é bastante pertinente. Ocorre que, em algumas pessoas, o efeito da medicação inibe certas reações afetivas como o choro, mas nem sempre isso ocorre. É uma medicação excelente para transtornos ansiosos e depressivos. Mas deve ser bem recomendada, e bem dosada, para evitar esse tipo de embotamento.

Dr. Yuri Luz Felipe

Dr. Yuri Luz Felipe

Psiquiatra

Visconde Do Rio Branco

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Sim, isso que você ouviu tem fundamento clínico. O que você descreve é conhecido como 'embotamento afetivo' ou emocional. Antidepressivos como o escitalopram são excelentes para estabilizar o humor, mas em alguns pacientes podem causar um 'achatamento' das emoções, gerando essa sensação de estar 'anestesiado(a)', sem conseguir chorar ou vibrar intensamente com as coisas. Isso pode ocorrer mesmo em doses baixas, dependendo do metabolismo de cada um. A boa notícia é que isso é totalmente reversível! O tratamento ideal é aquele que traz bem-estar sem tirar a sua capacidade de sentir as emoções normais da vida. Porém, é fundamental deixar claro que qualquer ajuste de dose, troca ou suspensão da medicação só pode ser feito mediante a avaliação e prescrição direta do seu médico. Nunca altere ou interrompa o tratamento por conta própria. Converse abertamente com o profissional que te acompanha para que ele possa repensar a estratégia de forma segura para você. Fico à disposição!


Boa noite! Essa é uma dúvida bastante comum. Algumas pessoas podem perceber uma sensação de diminuição da intensidade das emoções ao usar antidepressivos como o escitalopram, embora isso não aconteça com todos os pacientes. Em muitos casos, essa sensação também pode estar relacionada à própria melhora dos sintomas que antes estavam muito intensos. Se essa percepção surgir ou incomodar, vale conversar com o médico para avaliar a dose e a evolução do tratamento.


Sim, existe fundamento nessa percepção, mas ela não acontece com todas as pessoas. O escitalopram (um ISRS – inibidor seletivo da recaptação de serotonina) pode causar em alguns pacientes o chamado “embotamento emocional” ou redução da intensidade dos sentimentos. A pessoa pode relatar sensação de estar mais “neutra”, menos afetada por situações que antes provocavam grande tristeza, ansiedade ou choro. Esse efeito parece estar relacionado à ação da serotonina em circuitos cerebrais envolvidos na reatividade emocional, recompensa e processamento das emoções. Algumas pessoas descrevem como “não consigo chorar mesmo querendo”, “as coisas não me atingem tanto” ou “estou mais racional e menos sensível”. Pode ocorrer mesmo em doses consideradas baixas, embora seja mais relatado com doses maiores e após uso contínuo. Por outro lado, é importante diferenciar o embotamento emocional de uma melhora terapêutica. Em pacientes com ansiedade, depressão, transtorno de pânico ou transtornos de humor, a redução da intensidade das emoções negativas pode ser justamente o objetivo do tratamento: menos sofrimento, menos ruminação e mais estabilidade emocional. Quando o embotamento é intenso ou incomoda, o psiquiatra pode avaliar estratégias como ajuste da dose, mudança do horário, troca do medicamento ou associação com outra abordagem terapêutica. Não é recomendado suspender o escitalopram abruptamente. O acompanhamento com psiquiatra é essencial para equilibrar a melhora dos sintomas de ansiedade, depressão, insônia, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, transtorno de ansiedade, transtornos de humor, transtorno depressivo, transtorno do pânico e TDAH em adultos, buscando uma resposta terapêutica sem perda da qualidade emocional.


Sim, existe fundamento. Algumas pessoas em tratamento com escitalopram e outros antidepressivos serotoninérgicos relatam embotamento emocional, descrito como redução da intensidade tanto de emoções negativas quanto positivas, dificuldade para chorar ou sensação de estar emocionalmente “anestesiado”. Isso pode ocorrer mesmo em doses consideradas baixas, embora seja mais provável em algumas pessoas e possa ter relação com a dose. Também é importante diferenciar esse efeito de sintomas residuais da própria depressão. Quando o embotamento causa incômodo significativo, o psiquiatra pode avaliar dose, resposta ao tratamento e possíveis alternativas. Não é recomendado reduzir ou suspender o antidepressivo abruptamente por conta própria.

Dra. Joyce Moreno

Dra. Joyce Moreno

Psiquiatra

Rio de Janeiro

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