Boa noite, prezados gostaria de saber se a mudança do depakote ER para o genérico tem algum problema

Boa noite, prezados gostaria de saber se a mudança do depakote ER para o genérico tem algum problema? Minha mãe faz uso da medicação original e tantos outros medicamentos e então vamos optar pelo genérico pois são muito caros os originais. Agradeço a atenção desde já.

3 respostas


"ER" significa "extended release" - liberação estendida, em português. Ou seja, ele é liberado lentamente. Se o genérico tiver esta mesma característica de formulação, em teoria poderia ser usado. Porém, quem controla a qualidade das medicações é a ANVISA e este controle nem sempre é suficientemente rigoroso (por exemplo, o teste de bioquivalência só é exigido uma única vez). Assim, depende da qualidade técnica e da ética do laboratório, se a qualidade da sua medicação será a mesma daquela de referência.

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A mudança do medicamento de marca (Depakote ER) para o genérico pode ser feita, desde que seja feita sob a supervisão de um médico. O genérico deve ser bioequivalente ao medicamento de marca, o que significa que deve conter a mesma quantidade e forma ativa do ingrediente ativo. Isso garante que o genérico tenha a mesma eficácia e segurança que o medicamento de marca. No entanto, é importante lembrar que a mudança de medicamentos pode ter efeitos colaterais e pode afetar a eficácia do tratamento. Se a mudança para o genérico for feita, o médico deve monitorar a resposta da sua mãe ao tratamento e ajustar a dose, se necessário. É sempre importante conversar com o médico antes de fazer qualquer mudança na medicação.


Boa noite! Essa é uma dúvida bastante comum e muito relevante na prática clínica, especialmente pelo impacto financeiro de tratamentos contínuos com medicamentos psiquiátricos. O Depakote ER (original) e o seu equivalente genérico contêm o mesmo princípio ativo, ou seja, o divalproato de sódio. No Brasil, os genéricos precisam passar por testes de bioequivalência exigidos pela ANVISA, o que garante que a absorção e o efeito terapêutico sejam muito semelhantes ao medicamento de referência. Na maioria dos pacientes, a troca para o genérico não causa problemas clínicos e o efeito se mantém estável, tanto no controle de transtornos do humor, epilepsia quanto em quadros de irritabilidade, impulsividade ou estabilização do humor. No entanto, por se tratar de uma formulação de liberação prolongada (ER), algumas pessoas mais sensíveis podem perceber pequenas diferenças no início da troca, como variações leves de sono, humor, energia ou efeitos colaterais gastrointestinais — geralmente transitórios. Na prática psiquiátrica, quando há estabilidade clínica, a substituição por genérico é amplamente utilizada e considerada segura. O mais importante é manter acompanhamento médico, especialmente nas primeiras semanas após a troca, para garantir que não haja piora de sintomas como ansiedade, irritabilidade, insônia, oscilações de humor ou sinais de descompensação do quadro psiquiátrico. O ideal é realizar a mudança de forma orientada pelo médico assistente, observando resposta clínica e mantendo exames de rotina quando indicados. Em consulta, é possível acompanhar essa transição de forma individualizada, garantindo segurança, estabilidade emocional e continuidade do tratamento com melhor custo-benefício.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.