Boa tarde. Bebo e uso cocaína todos os fins de semana a uns 10 anos. Continuo trabalhador, pois tenh
Boa tarde. Bebo e uso cocaína todos os fins de semana a uns 10 anos. Continuo trabalhador, pois tenho um trabalho fixo e uma renda extra com aplicativo. Porém, nos últimos anos estou piorando a quantidade de bebida e droga aos finais de semana, assim como sexo compulsivo com prostitutas. Como relatei, ainda não tive problemas no trabalho, mas financeiramente estou decaindo e já não ando bem mentalmente, já que desejo parar após um fim de semana, mas sempre vou atrás de tudo novamente no fim de semana seguinte. Minha dúvida, após tantos anos, mas usando de forma recreativa, estou dependente? Eu consigo parar sozinho. Pode me indicar um remédio, leitura ou grupo que me ajude a não fazer mais isso. Desde já, obrigado.
3 respostas
Olá, vc precisa imediatamente de ajuda médica para melhorar todos esses vícios e compulsoes, quanto antes iniciar o tratamento, melhor. Voce encontra-se em um nível de dependencia, busque ajuda médica. Estou á disposição para lhe ajudar e orientar!
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Uma das características muito frequentes desta fase que você está, e que é de dependência, é a de negar essa adição, e imaginar que para quando quiser. Não é tão fácil. mas necessário. Uma associação de conversas terapêuticas e alguns remédios, com certez, lhe ajudarão a vencar esse momento.
Boa tarde. O que você descreve é muito relevante e mostra autoconsciência importante — você ainda mantém trabalho e rotina, mas o padrão que está relatando aponta sinais claros de perda de controle, aumento progressivo do consumo, danos financeiros e sofrimento psíquico. Isso já caracteriza dependência, mesmo que restrita a fins de semana e ainda sem prejuízo total da vida funcional. Parar sozinho pode ser muito difícil nesse estágio, justamente porque você já reconhece que decide parar na segunda-feira mas volta no próximo fim de semana. Esse ciclo indica que há perda de autonomia sobre o uso, o que é um dos critérios centrais da dependência. Não existe “um remédio que resolva” isso sozinho, mas alguns medicamentos — como naltrexona, acamprosato ou dissulfiram — podem ajudar a reduzir fissura e recaídas, sempre com prescrição e acompanhamento médico. Sobre grupos, o Alcoólicos Anônimos (AA) e Narcóticos Anônimos (NA) são boas opções gratuitas e acessíveis, e você pode procurar reuniões na sua cidade (ou online). São espaços acolhedores que oferecem suporte prático e emocional. Além disso, buscar um profissional para acompanhamento psicológico especializado em dependência (idealmente terapia cognitivo-comportamental ou terapia motivacional) pode ser muito útil. Se quiser leitura, um bom começo é o livro “O Poder do Hábito”, que não é técnico, mas ajuda a entender os mecanismos do comportamento repetitivo, e materiais sobre redução de danos também podem ser úteis para quem está nesse processo. Resumindo: você está em um ponto excelente para pedir ajuda, antes de complicações maiores. Vale muito procurar acompanhamento médico e/ou psicológico, frequentar grupos de apoio e, se for o caso, discutir uso de medicação que possa ajudar no controle da compulsão e da fissura. Você não precisa passar por isso sozinho.
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.


