Boa tarde, em 2024 comecei a ouvir vozes na minha cabeça, assim que essas vozes começaram comecei a
Boa tarde, em 2024 comecei a ouvir vozes na minha cabeça, assim que essas vozes começaram comecei a tomar aripiprazol que minha médica me receitou. apesar de ficar incomodado e perturbado por um tempo, as vozes pararam... comecei a me sentir melhor e voltar ao normal. não sei se foi por causa do remédio ou por outro motivo, enfim... o tempo passou e comecei a me sentir mais estável e seguro. em 2026 comecei a discutir com meu médico sobre começar a tirar o medicamento e optamos por começar a remover, fiquei duas ou três semanas intercalando dias sem o rémedio e dias com meio comprimido, e daí as vozes voltaram. já voltei a tomar o medicamento a mais ou menos uma semana, porém ainda estou me sentindo péssimo, com dias que não consigo me sentir normal. gostaria de saber se alguém sabe com detalhes o que pode estar acontecendo...
4 respostas
Em alguns casos, após um único episódio de alguns transtornos ("ouvir vozes" pode ocorrer em vários transtornos diferentes), pode-se tentar suspender a medicação. Cabe ao seu psiquiatra saber se é seu caso. Mas, certamente, todo paciente tem o direito de interromper o tratamento, mesmo contra o conselho do psiquiatra. Tomar em dias alternados não é uma forma correta de retirada e é mais comum que pacientes façam isto por conta própria do que algum psiquiatra prescrever este formato - normalmente, dependendo da dose, a suspensão não requer retirada gradual e, com doses mais altas, o psiquiatra costuma prescrever provisoriamente doses mais baixas (porém usadas diariamente), antes da retirada. Este formado também permite, quando o paciente está de acordo, uma observação com doses mais baixas, pois é mais comum que não haja recaídas quando se toma o remédio, mesmo que em doses mais baixas, do que quando ele é totalmente suspenso. O índice de recaída após suspensão do tratamento, e, psiquiatria, é muito alto e, infelizmente, em alguns casos, quando se volta a tomar a dose anteriormente usada, o efeito não é suficiente, sendo necessário aumento da dose e mesmo troca ou acréscimo de outra medicação. No entanto, por vezes, apenas, o remédio ainda não teve tempo de agir o suficiente. Converse com seu psiquiatra.
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Primeiro olhar é saber o que está acontecendo, precisa esclarecer para seu médico se são vozes dentro da sua cabeça ou como as que se escuta pelo ouvido. Além disso, nunca se inicia um antipsicótico com retirada menor que 2 anos, se recidiva de sintomas pode ficar 5 anos ou quiçá vida toda. Importante é se sentir bem.
Entendo. O retorno das vozes após reduzir o remédio pode ser bem angustiante. O que você descreve é compatível com recidiva de sintomas psicóticos após redução do Aripiprazol. Muitas vezes o medicamento estava mantendo o quadro estável, e a retirada (especialmente rápida) pode levar à volta dos sintomas. Após retomar o remédio, é comum levar alguns dias a semanas para voltar a estabilizar completamente e não costuma ser imediato. O mais importante agora é reavaliar com seu médico: pode ser necessário ajustar dose, rever o esquema de retirada no futuro ou manter o tratamento por mais tempo para evitar novas recaídas. Se as vozes estiverem intensas ou causando sofrimento importante, não espere e procure seu médico o quanto antes. Se quiser, posso te orientar melhor em consulta para organizar isso com mais segurança.
Boa tarde, O que você descreve pode acontecer. Quando o antipsicótico é reduzido, principalmente de forma mais rápida ou em dias alternados, pode haver retorno dos sintomas, como as vozes. Isso não significa que “voltou tudo de vez”, mas sim que o cérebro perdeu a estabilidade que estava sendo mantida pelo medicamento. Ao retomar o uso, o efeito não é imediato, pode levar alguns dias ou semanas para estabilizar novamente. Esses dias em que você não se sente bem fazem parte dessa fase de reorganização. Vale manter o uso regular e observar a evolução.
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.

