Boa tarde meu marido sofreu um começo de avc mais graças a Deus não ficou sequelas. É necessário q e

Boa tarde meu marido sofreu um começo de avc mais graças a Deus não ficou sequelas. É necessário q ele use a sinvastantina p sempre? Obg.

2 respostas


Olá, tudo bem? A sinvastatina nesse caso auxilia na redução do colesterol e na prevenção de novos eventos, tanto cerebrovasculares (por exemplo, um novo AVC), como cardiovasculares (infarto agudo do miocárdio, doença coronariana). In the "Heart Protection Study", um grande estudo randomizado com mais de 3000 pacientes, o uso da sinvastatina reduziu o risco de eventos cardiovasculares, cerebrovasculares e morte em quase 20%. É fundamental também um acompanhamento regular dos níveis de colesterol, que não podem também estar muito baixos. Em geral, para pacientes que já tiveram um AVC, recomendamos um LDL (nível de colesterol ruim, com maior propensão de se depositar na parede dos vasos) abaixo de 70mg/dL. Inclusive, em geral, para pacientes pós AVC priorizamos estatinas com mais alta potência, como a atorvastatina (disponível no SUS como medicamento especial) e a rosuvastatina (não disponível no SUS). Espero ter ajudado. Grande abraço.

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Que bom saber que ele não ficou com sequelas! Sobre a sinvastatina: na maioria dos casos, sim, o uso costuma ser contínuo depois de um AVC (ou “começo de AVC” / AIT — ataque isquêmico transitório). A sinvastatina não serve só para baixar o colesterol. Ela também ajuda a estabilizar placas de gordura nos vasos sanguíneos, reduzir inflamação dos vasos e diminuir o risco de um novo AVC ou infarto. Mesmo quando o colesterol não está muito alto, muitas vezes indicamos estatina porque o objetivo é prevenção de novos eventos, não apenas corrigir um número no exame. Mas a decisão não é automática para todo mundo, e vai depender do tipo de evento que ele teve (AVC confirmado ou AIT), causa do AVC, níveis de colesterol, outros fatores de risco (pressão alta, diabetes, tabagismo, etc.) e possíveis efeitos colaterais. Por isso, o ideal é manter a medicação até conversar com o neurologista ou cardiologista que acompanha o caso. Não é recomendado suspender por conta própria.

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