Boa tarde. Por gentileza, há alguma estatística de qual o percentual de pacientes em uso da olanzapi

Boa tarde. Por gentileza, há alguma estatística de qual o percentual de pacientes em uso da olanzapina (5mg) desenvolvem sindromes metabólicas ou ganho de peso? Antecipadamentre grato

8 respostas


A olanzapina apresenta risco relevante de ganho de peso e alterações metabólicas, como aumento da glicemia e dos lipídios, embora a intensidade varie entre os pacientes. Mesmo em doses menores, o risco não é eliminado. Por isso, o acompanhamento deve incluir peso, circunferência abdominal, pressão arterial, glicemia e perfil lipídico, especialmente no início e durante a manutenção do tratamento. A presença de ganho de peso não significa automaticamente que o medicamento deva ser suspenso, pois é necessário equilibrar os benefícios psiquiátricos com os efeitos metabólicos e considerar alternativas quando apropriado.

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Boa tarde. Sim. A olanzapina está entre os antipsicóticos com maior potencial para causar ganho de peso e alterações metabólicas. Os percentuais variam bastante conforme dose, duração do tratamento e características individuais, mas estudos mostram que ganho de peso clinicamente significativo (≥7% do peso inicial) pode ocorrer em aproximadamente 20–40% dos adultos durante o tratamento, podendo aumentar com uso prolongado. Já a síndrome metabólica não possui um percentual único atribuível apenas à olanzapina, pois depende também de fatores prévios do paciente. Por isso, recomenda-se acompanhar peso, circunferência abdominal, pressão arterial, glicemia e perfil lipídico durante o tratamento. Respeitosamente, Prof. Dr. Fábio Silva


Olá! Não há uma cifra única e definitiva de percentual especificamente com 5 mg. A literatura sugere que o risco de ganho de peso significativo acontece mesmo em doses baixas como 5mg, e o monitoramento de peso e exames metabólicos é recomendado independentemente da dose prescrita.


Boa noite. Tudo bem? Para 5 mg isoladamente, não existe um percentual confiável. O dado mais próximo vem de estudos com várias doses, nos quais aproximadamente uma em cada cinco pessoas teve um ganho de peso relevante. Mas eu começaria por outra pergunta: você ainda vai iniciar a olanzapina ou já percebeu mais fome e mudança no peso? Se ainda vai começar, vale registrar peso, medida abdominal e exames para ter uma comparação real. Se a mudança já começou, eu não esperaria meses para olhar isso. A olanzapina pode ser uma boa medicação quando bem indicada, mas a decisão precisa considerar o quanto ela está ajudando e como o seu corpo está respondendo, não apenas a dose escrita na receita.


A olanzapina está entre os antipsicóticos associados a maior risco de ganho de peso e alterações metabólicas, incluindo aumento da glicemia, resistência à insulina e alterações dos lipídios. O risco não depende apenas da dose e varia conforme idade, metabolismo, peso inicial, alimentação, atividade física e predisposição individual. Mesmo em doses de 5 mg, é recomendável acompanhamento de peso, circunferência abdominal, pressão arterial, glicemia ou hemoglobina glicada e perfil lipídico. Isso não significa que todos os pacientes desenvolverão síndrome metabólica, mas justifica monitoramento periódico. Se houver ganho de peso significativo, converse com o psiquiatra antes de interromper a medicação.


É plenamente compreensível e muito prudente buscar informações sobre os impactos físicos e metabólicos de um tratamento, especialmente quando o objetivo é cuidar da saúde de forma global e equilibrada.O nosso cérebro funciona como uma sofisticada central de comando, na qual a olanzapina atua acalmando circuitos ligados a neurotransmissores como a dopamina, a serotonina e a histamina. Ao atuar nessas vias para trazer estabilidade emocional, o medicamento também influencia o termostato interno que regula o apetite, a saciedade e o processamento de energia no corpo. Por essa razão, a literatura médica aponta que o ganho de peso clinicamente significativo ocorre em uma parcela expressiva das pessoas, variando em torno de 30% a 50% dos pacientes em uso continuado, e o desenvolvimento ou agravamento de alterações metabólicas, como mudanças na glicemia e nos lipídios, pode alcançar entre 15% e 30% dos casos ao longo do tempo. Mesmo em dosagens menores, como 5 mg, o organismo passa por essas influências biológicas, embora cada indivíduo apresente uma sensibilidade própria a esses efeitos. Como esses números dependem de fatores individuais, histórico de saúde e hábitos de vida, o monitoramento periódico com exames de sangue e acompanhamento nutricional torna o tratamento muito mais seguro. Converse abertamente com o médico psiquiatra que faz o seu acompanhamento sobre essas preocupações, para que juntos vocês possam traçar as melhores estratégias de prevenção e controle.

Dr. Cyro Masci

Dr. Cyro Masci

Psiquiatra

São Paulo

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A olanzapina está entre os antipsicóticos com maior potencial de causar ganho de peso e alterações metabólicas, mas não existe um percentual único aplicável a todos os pacientes. O risco varia conforme dose, duração do tratamento, idade, predisposição genética, alimentação e nível de atividade física. Além do aumento do peso, podem ocorrer elevação de glicemia, resistência à insulina, triglicerídeos e colesterol, aumentando o risco cardiovascular. Por isso, antes e durante o tratamento é recomendável acompanhar peso, circunferência abdominal, pressão arterial, glicemia/hemoglobina glicada e perfil lipídico. Se houver ganho de peso importante, não suspenda a olanzapina abruptamente: o psiquiatra pode avaliar estratégias para reduzir o risco metabólico mantendo o controle dos sintomas. ::|


A olanzapina está entre os antipsicóticos com maior potencial de ganho de peso e alterações metabólicas, mas não existe um único percentual aplicável a todos os pacientes, pois o risco varia conforme dose, duração, idade, peso inicial, genética, dieta e outros fatores. Em estudos, uma parcela relevante dos pacientes apresenta ganho clinicamente significativo de peso, definido frequentemente como aumento de 7% ou mais do peso corporal, especialmente nos primeiros meses. O risco de alterações em glicemia, triglicerídeos e colesterol também é bem estabelecido. Por isso, recomenda-se monitorar peso, IMC, circunferência abdominal, pressão arterial, glicemia/HbA1c e perfil lipídico durante o tratamento, mesmo com doses como 5 mg.

Dra. Joyce Moreno

Dra. Joyce Moreno

Psiquiatra

Rio de Janeiro

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