Bom dia, a um mês atrás estava com tgp tgo ggt alterados diminuía e voltava, em um mês decidi cortar carboidratos e açúcares e fazer

Bom dia, a um mês atrás estava com tgp tgo ggt alterados diminuía e voltava, em um mês decidi cortar carboidratos e açúcares e fazer caminhada todos os dias, quando repeti o exame esse mês voltou tudo ao normal eu estou tomando metformina ainda mas médico falou que posso parar pois nesse último exame a glicada voltou para 5.0% a metformina pode estar mascarando a parte hepática e parte glicêmica ? Ou isso foi pela alimentação sem o carboidrato que vira glicose

6 respostas


Olá. As enzimas hepáticas elevadas podem estar associadas à um contexto de sobrepeso e acúmulo de gordura no fígado gerando inflamação e, sim, tendem a diminuir quando há mudança do estilo de vida e atividade física regular. Esse é o principal tratamento para gordura no fígado. A metformina não está recomendada para tratar gordura no fígado e não vai alterar as enzimas do fígado. A metformina diminui a produção de glicose do seu organismo e diminui glicemia e a glicada. Dessa forma, a metformina não "mascara" e sim é o tratamento para diabetes e pré-diabetes. Caso você tenha sido diagnosticado com alguma dessas condições a orientação é manter a metformina e as mudanças do estilo de vida saudável com atividade fisica regular.

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é mais provável que o ajuste do estilo de vida tenha provocado a queda da hemoglobina glicada

Dr. Arthur Caixeta

Dr. Arthur Caixeta

Endocrinologista

São Paulo

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A melhora das enzimas hepáticas (TGO, TGP e GGT) e da hemoglobina glicada para 5,0% provavelmente está relacionada ao conjunto de mudanças realizadas, como redução do consumo de carboidratos e açúcares, perda de peso (quando presente), melhora da resistência à insulina e prática regular de atividade física. A metformina atua principalmente reduzindo a produção de glicose pelo fígado e melhorando a sensibilidade à insulina, podendo contribuir para o controle glicêmico, mas não costuma “mascarar” alterações hepáticas importantes. A normalização das enzimas sugere melhora metabólica, frequentemente observada em casos de esteatose hepática associada à resistência à insulina. A decisão de suspender a medicação deve ser individualizada pelo endocrinologista, com acompanhamento da glicemia, hemoglobina glicada, função hepática, peso e fatores de risco. Uma avaliação metabólica completa ajuda a manter esses resultados a longo prazo.

Dr. Pablo Leal

Dr. Pablo Leal

Endocrinologista

Rio de Janeiro

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A melhora dos exames de TGO, TGP e GGT, assim como a redução da hemoglobina glicada para 5,0%, pode estar relacionada a uma combinação de fatores: mudança alimentar, perda de peso (quando ocorre), aumento da atividade física e também ao efeito da metformina. A metformina atua principalmente melhorando a sensibilidade à insulina e reduzindo a produção de glicose pelo fígado, podendo contribuir para uma melhora do controle glicêmico e, em alguns casos, também favorecer melhora de alterações metabólicas associadas ao fígado, como a esteatose hepática. Entretanto, a metformina não costuma “mascarar” uma doença hepática importante. Se existisse uma lesão persistente no fígado, outros sinais laboratoriais ou alterações em exames de imagem poderiam permanecer. A normalização das enzimas hepáticas após reduzir carboidratos, açúcares e aumentar a atividade física sugere que a mudança no estilo de vida teve papel relevante, especialmente se a alteração anterior estava relacionada a resistência à insulina, síndrome metabólica ou gordura no fígado. A redução dos carboidratos diminui os picos de glicose e a necessidade de insulina pelo organismo, mas o corpo continua produzindo glicose naturalmente para manter funções essenciais. Portanto, não é simplesmente “não comer carboidrato = não ter glicose”. A decisão de suspender a metformina deve ser individualizada pelo médico, considerando histórico de diabetes ou pré-diabetes, glicemias, hemoglobina glicada, peso, função hepática e renal. O acompanhamento com endocrinologista permite avaliar o metabolismo, resistência à insulina, controle da glicose e risco de retorno das alterações, mantendo um plano seguro para prevenção de diabetes tipo 2 e complicações metabólicas.

Dr. Igor Bernardes

Dr. Igor Bernardes

Endocrinologista

São Paulo

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A normalização da TGO, TGP e GGT após mudanças na alimentação e aumento da atividade física é um achado bastante positivo. A redução de carboidratos simples, açúcares e excesso calórico pode melhorar resistência à insulina, esteatose hepática e enzimas do fígado. A metformina, por sua vez, melhora a sensibilidade à insulina e pode contribuir para o controle da glicemia, mas não costuma “mascarar” uma doença hepática. Uma hemoglobina glicada de 5,0% demonstra excelente controle glicêmico, mas a decisão de suspender a metformina deve considerar o motivo pelo qual ela foi prescrita, histórico de glicemia, peso e risco metabólico. O ideal é realizar acompanhamento com endocrinologista ou clínico geral e reavaliar glicemia, hemoglobina glicada e função hepática periodicamente. Palavras-chave: endocrinologista, Clínica Geral, diabetes, resistência à insulina, obesidade, emagrecimento.

Dr. Filipe Tomaz

Dr. Filipe Tomaz

Endocrinologista

Belo Horizonte

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A melhora das enzimas do fígado com mudança de alimentação e exercício é o esperado quando a causa é gordura no fígado, e a metformina não é conhecida por esconder doença hepática. Na gordura no fígado, dieta com exercício baixa as enzimas mais do que a dieta sozinha, e perder de 3% a 5% do peso já melhora a gordura do órgão. A metformina tem efeito pequeno nessas enzimas: nos estudos com pessoas sem diabetes, baixou um pouco a TGO e não mudou a TGP de forma clara. Segundo a diretriz americana de fígado, ela não melhora a biópsia. Na glicose, o remédio e os hábitos somam, e o exame não separa quanto veio de cada um. Sem a metformina, a glicose se mantém quando o peso e os hábitos se mantêm. O acompanhamento esclarece: enzimas que voltam a subir mesmo com o peso controlado pedem investigação de outra causa. Vale combinar com o médico que acompanha quando repetir as enzimas e a glicada depois da suspensão.

Dr. Marcio Gester

Dr. Marcio Gester

Endocrinologista

Belém do Pará

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