Bom dia. Tenho uma bebê de quase 1 ano e ela tem medo de alguns barulhos altos. Normalmente aspirado

Bom dia. Tenho uma bebê de quase 1 ano e ela tem medo de alguns barulhos altos. Normalmente aspirador, liquidificador, moto muito barulhenta. Mas ela não chora ou algo do tipo. Ela assusta, pede colo e fica bem. Consegue brincar se a gente estiver com ela, não evita o lugar que tenha o som. Mas fica assustada, alerta. As vezes deita a cabeça no nosso peito. Só chora caso a gente não dê colo. Mas quando estamos na rua em lugares barulhentos demais, ela fica tranquila. Esses medos ocorrem quando estamos dentro de casa. Isso é normal ou devo investigar?

8 respostas


Olá! Pelo que você descreveu, essa reação parece ser compatível com a idade e faz parte do desenvolvimento de muitos bebês. Como ela se assusta, busca colo, mas se acalma rapidamente e continua brincando, não há sinais de alerta pelo seu relato. Apenas observe a evolução e comente com o pediatra nas consultas de rotina. Se o medo passar a ser muito intenso, interferir nas atividades ou vier acompanhado de outras alterações no desenvolvimento, vale uma avaliação mais detalhada.

Dra. Camila  Solek

Dra. Camila Solek

Médico clínico geral

Balneário Camboriú

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A criança por vezes se assusta com barulhos altos. É importante que sempre ao ligar estes equipamentos a criança seja avisada. Conversar é o melhor caminho, eventualmente apenas a conversa é o suficiente para que o problema se resolva.


Isso está dentro do esperado, se fosse o contrário, aí sim talvez precisasse investigar acuidade auditiva.


OBSERVE ENQUANTO ISSO NÃO TIVER INTERFERINDO NAS RELAÇÕES FAMILIARES ESCOLARES E SOCIAIS NÃO ME PREOCUPARIA . CASO SE AGRAVE E ATRAPALHE O CONVÍVIO COMUNITÁRIO PROCURE UMA PSICÓLOGA PEDIATRICA , QUE NA MAIORIA DAS VEZES TRATA A PARTIR DOS 3 ANOS DE IDADE


Inicialmente deve fazer uma avaliação com seu pediatra


Olá! Pelo que você descreve, esse comportamento parece compatível com uma reação normal para a idade. É comum que bebês e crianças pequenas se assustem com sons altos ou inesperados, como aspirador, liquidificador ou motos. O fato de ela buscar colo, se acalmar com a presença dos pais e depois conseguir continuar brincando é um sinal tranquilizador. Também não chama atenção o fato de isso acontecer mais dentro de casa: nesses ambientes, alguns sons podem parecer mais intensos e inesperados, enquanto na rua existe um ruído de fundo mais constante (semelhante a um "ruído branco"). Eu ficaria mais atento se ela apresentasse sofrimento intenso com sons comuns do dia a dia, tapasse frequentemente os ouvidos, evitasse ambientes por causa do barulho, não conseguisse se acalmar, parecesse sentir dor com determinados sons ou se houvesse outras preocupações em relação à audição, comunicação ou desenvolvimento. Na ausência desses sinais e com desenvolvimento adequado para a idade, em geral não há necessidade de investigação específica apenas por esse comportamento. Vale continuar acompanhando o desenvolvimento nas consultas de puericultura com o pediatra de rotina. Espero ter ajudado!

Dra. Camila Pinto Fialho Braga

Dra. Camila Pinto Fialho Braga

Pneumologista pediátrico

Salvador

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Apenas o incomodo com sons altos não indica nenhum problema de saude. Siga com o acompanhamento de rotina com seu pediatra. Aproveite o momento da consulta para tirar suas dúvidas e preocupações.


Bom dia! Como pediatra certificada em autismo, pós-graduação em psiquiatria da infância e adolescência, atuação em TDAH e formação em pediatria integrativa, posso dizer com que o que você descreve é, algumas vezes, uma fase normal de desenvolvimento. Nessa idade, muitos bebês passam a reagir de forma mais intensa a sons inesperados e altos, e algumas crianças são naturalmente mais sensíveis a estímulos auditivos. O que mais me tranquiliza no seu relato é a forma como ela se recupera: ela busca colo, se acalma, se aproxima para ver o barulho, imita o aspirador brincando, aponta para as coisas, compartilha com você, olha nos seus olhos e se diverte com pessoas. Isso mostra uma criança com boa conexão social e desenvolvimento adequado. Ainda assim, vale algumas providências. Recomendo uma consulta com o pediatra para acompanhar o desenvolvimento, e, se você quiser ter mais segurança, pode ser feito um teste da audição (audiometria de respostas comportamentais ou BERA), para descartar qualquer alteração auditiva. Se o medo ficar mais intenso, passar a atrapalhar as rotinas, levar a criança a evitar ambientes ou durar muito tempo, uma avaliação com terapeuta ocupacional com experiência em integração sensorial de Ayres pode ajudar bastante. Também é importante acompanhar como ela se comporta nas consultas de rotina. Ao longo do segundo ano de vida, o pediatra vai observar sinais de desenvolvimento social e comunicação mais detalhados. Se algo mudar, como perda de habilidades que ela já tinha, pouco contato visual, pouca resposta ao nome ou pouca vontade de interagir, procure uma avaliação mais aprofundada. Você não está exagerando ao se preocupar, e é ótimo que esteja atenta. Acolher o medo, oferecer colo e explicar antes de ligar o aspirador ou o liquidificador já é uma forma de ajudar. Com o tempo, a maioria das crianças aprende a lidar melhor com esses sons.

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