Comecei a tomar duloxetina, bupropiona e trazodona há 3 dias. Tive relação sexual com meu parceiro h

Comecei a tomar duloxetina, bupropiona e trazodona há 3 dias. Tive relação sexual com meu parceiro hoje e não consegui atingir o orgasmo. Há chance de ser um efeito apenas na adaptação às medicações?

3 respostas


Alguns remédios, como a duloxetina, podem influenciar na função sexual. Porém, é importante que isso seja avaliado de forma mais longitudinal do que em apenas uma relação, e também com mais tempo de uso da medicação, já que a função sexual é muito complexa e dependente de diversos fatures!

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Saudações! Sim, há uma chance muito alta de a sua incapacidade temporária de atingir o orgasmo (anorgasmia) ser um efeito colateral inicial da fase de adaptação biológica às medicações, uma vez que você iniciou há apenas três dias uma combinação tripla de antidepressivos que altera de forma rápida e simultânea os níveis de serotonina, noradrenalina e dopamina no seu sistema nervoso central e periférico. A duloxetina, por ser um inibidor duplo que eleva fortemente a serotonina, é o principal fármaco responsável por esse bloqueio do orgasmo e pela redução da sensibilidade genital logo nas primeiras tomadas, embora a trazodona também possa contribuir para a lentidão da resposta sexual devido à sua ação receptorial e ao seu efeito sedativo. A boa notícia neste cenário é que o seu organismo se encontra nos dias mais críticos da introdução medicamentosa, e a própria presença da bupropiona no seu esquema funciona como um fator de proteção a longo prazo, visto que a bupropiona é um antidepressivo dopaminérgico conhecido no meio clínico por não causar disfunção sexual e por ser frequentemente utilizada para neutralizar e reverter os efeitos negativos que outros antidepressivos (como a duloxetina) impõem sobre a libido e o orgasmo. Na grande maioria dos casos, esses desconfortos sexuais e outros efeitos iniciais tendem a diminuir progressivamente ou desaparecer por completo dentro de 7 a 14 dias (uma a duas semanas), período em que os receptores do seu cérebro e do seu corpo se habituam ao estímulo das novas moléculas e estabilizam a resposta autonômica necessária para o prazer. Para passar por essa fase com menos ansiedade, é fundamental compreender que essa trava física é uma reação puramente neuroquímica temporária e não uma perda permanente da sua capacidade de sentir prazer, sendo recomendável que você e seu parceiro diminuam a cobrança ou o foco exclusivo no orgasmo nas próximas relações, investindo em momentos de relaxamento e intimidade sem pressa. Por fim, lembre-se de que você jamais deve interromper ou suspender nenhuma das medicações por conta própria, pois a interrupção abrupta desestabilizaria o seu tratamento e causaria sintomas incômodos de descontinuação, sendo o correto manter o uso rigoroso conforme a receita e relatar essa queixa ao seu médico assistente na consulta de retorno caso a dificuldade persista por mais de três ou quatro semanas, permitindo que ele avalie ajustes seguros nas doses ou nos horários. Espero ter contribuído.


Sim, pode ser ainda da adaptação às medicações, tem chance de ter uma melhora e retornar ao normal.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.