Comecei o tratamento com Escitalopram há 3 anos, porém perdi o convênio e parei a med
Comecei o tratamento com Escitalopram há 3 anos, porém perdi o convênio e parei a medicação sozinha, me senti bem, mas a mais ou menos um mês atrás comecei a ficar ansiosa de novo e passei com um outro profissional para me ajudar. Me foi prescrito o Escitalopram 10mg porém o mesmo me fez muito mal. Eu durmo e acordo de madrugada passando mal, no primeiro dia senti o peito queimando, meu coração acelerou, fiquei com a boca seca, falta de ar e fraqueza. Estou com tremedeira, sinto os dentes batendo como se estivesse com frio, as vezes tenho leves espasmos, náuseas, sensação de tontura ou de cabeça flutuando, dor/pressão na região do peito e boca do estômago, uma diarreia muito líquida e (não sei se foi o remédio) mas minha sinusite atacou (li na bula que o remédio podia causar isso também). Devo me preocupar em relação a esses sintomas? Vou retornar com o médico que passava mas queria tirar essa dúvida antes.
7 respostas
Olá, no geral é comum efeitos colaterais no inicio do tratamento como sensação de piora de ansiedade, dores de cabeça, tontura e insônia, no geral melhoram a partir de 10 dias, caso os sintomas estejam insuportáveis é importante falar com seu médico antes, além disso, os efeitos positivos da medicação iniciam-se após duas semanas de uso pelo menos.
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Alguns sintomas podem ocorrer no início do escitalopram, como náuseas, diarreia, boca seca, tremores, tontura, ansiedade/agitação, alteração do sono e palpitações. Porém, não costumam ser muito intensos e também não duram muitos dias. O ideal é relatar esses efeitos na sua próxima consulta.
O que você descreve pode acontecer no início do tratamento com escitalopram, principalmente nas primeiras semanas, mas pela intensidade dos sintomas é importante manter contato com o médico que prescreveu antes de simplesmente continuar ou suspender por conta própria. O escitalopram, apesar de ser um medicamento utilizado para ansiedade e depressão, pode causar uma fase inicial de adaptação em algumas pessoas, com sintomas como: Aumento temporário da ansiedade ou sensação de agitação; Tremores; Náuseas e alterações intestinais, como diarreia; Boca seca; Alterações do sono; Sensação de tontura ou “cabeça estranha”; Sudorese e palpitações. Alguns pacientes descrevem essa fase como uma piora antes da melhora, pois o organismo está se adaptando à ação do medicamento. Porém, sintomas como dor ou pressão no peito, falta de ar importante, coração muito acelerado, fraqueza intensa ou sensação de desmaio precisam ser avaliados para descartar outras causas e verificar se a dose ou a estratégia de início são adequadas para você. Como você ficou cerca de 3 anos usando escitalopram anteriormente e depois interrompeu, é possível que a reintrodução precise ser feita de forma mais gradual em algumas pessoas (por exemplo, começando com dose menor e aumentando conforme tolerância), mas essa decisão deve ser feita pelo psiquiatra. Procure atendimento com mais urgência se a dor no peito for forte ou persistente, vier acompanhada de falta de ar intensa, desmaio, palpitações muito intensas ou sintomas neurológicos diferentes do habitual. Também é importante conversar com o médico sobre a possibilidade de os sintomas de ansiedade estarem se manifestando de forma intensa, incluindo crise de ansiedade, ataques de pânico, irritabilidade, insônia, estresse e sintomas físicos relacionados à ansiedade, pois esses quadros podem se misturar aos efeitos iniciais da medicação. Uma dúvida: há quanto tempo você reiniciou o escitalopram 10 mg (quantos dias de uso)? E você tomou os 10 mg já no primeiro dia ou começou com uma dose menor?
O escitalopram pode causar alguns efeitos no início do tratamento, principalmente nas primeiras semanas, enquanto o organismo se adapta. Sintomas como náuseas, diarreia, boca seca, tontura, tremores, aumento da ansiedade, sensação de inquietação, alteração do sono e desconfortos físicos podem ocorrer em algumas pessoas. Em pacientes com maior sensibilidade, pode haver uma piora transitória da ansiedade no começo, chamada de efeito de ativação inicial. Entretanto, a intensidade dos sintomas que você descreve — palpitações, falta de ar, tremores, sensação de frio com dentes batendo, pressão no peito, fraqueza e grande desconforto gastrointestinal — merece ser comunicada ao médico que prescreveu. Pode ser uma adaptação ao medicamento, mas também é importante avaliar outras possibilidades, como crises de ansiedade, intolerância à medicação ou outras condições clínicas. Não suspenda ou reinicie o escitalopram sem orientação, pois o ajuste deve ser individualizado. Muitas vezes o psiquiatra pode considerar estratégias como iniciar com dose menor, ajustar o horário ou avaliar outra opção terapêutica. Procure atendimento com urgência se a dor no peito for intensa ou em aperto, houver falta de ar importante, desmaio, confusão, febre, rigidez muscular ou piora rápida. O acompanhamento é essencial para tratar adequadamente transtorno de ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, insônia, irritabilidade e transtornos de humor, buscando uma adaptação segura ao tratamento.
Alguns dos sintomas descritos, como náusea, tremor, boca seca, tontura, alteração do sono, ansiedade e sensação de inquietação, podem ocorrer no início do tratamento com escitalopram e, em muitos pacientes, tendem a diminuir progressivamente nas primeiras semanas. Entretanto, dor ou pressão no peito, falta de ar importante, desmaio, reação alérgica ou sintomas intensos não devem ser automaticamente atribuídos à adaptação ao medicamento. Como você apresentou diversos sintomas após reiniciar o escitalopram, é importante comunicar o médico que o prescreveu antes de continuar ou modificar o tratamento. Em algumas pessoas, o início pode ser feito de maneira mais gradual, mas essa decisão deve ser individualizada pelo psiquiatra.
Escitalopram pode causar inicialmente náusea, diarreia, tremores, ansiedade, insônia, tontura e sensação de aceleração, mas a intensidade e a quantidade de sintomas que você descreve justificam contato precoce com o médico, e não simplesmente suportá-los esperando passar. Depois de um período longo sem a medicação, reiniciá-la pode produzir novamente efeitos de adaptação, mesmo que você a tenha tolerado anteriormente. Entretanto, dor/pressão no peito, falta de ar, taquicardia e tremores importantes também podem ter outras causas e não devem ser automaticamente atribuídos à ansiedade ou ao antidepressivo. Não aumente a dose nem faça novas mudanças sem orientação. Se houver dor torácica intensa ou persistente, desmaio, dificuldade respiratória importante, confusão, febre, rigidez muscular ou piora acentuada, procure atendimento de urgência. Caso contrário, antecipe o contato com o psiquiatra para revisar dose e estratégia de início.
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.
