Cortei-me com uma lâmina de barbear de um soropositivo. Não havia sangue aparente na lâmina. Daí,

Cortei-me com uma lâmina de barbear de um soropositivo. Não havia sangue aparente na lâmina. Daí, lavei a ferida com água super quente e continuei a me barbear com a mesma lâmina. Posso ser contaminado por HIV por meio de lâmina de barbear usada por um soropositivo?

2 respostas


Este risco dependente de vários fatores. Se não havia sangue visível na lâmina, se a pessoa a havia utilizado pela última vez há algum tempo e se a pessoa estiver com carga viral indetectável no sangue, o risco de se pegar HIV é pequeno. Ainda assim a orientação é de não se compartilhar coisas de corte como laminas , alicates de unha ou cutícula, seringas etc, com pessoa portadora de HIV nem com ninguém. o ideal é não compartilhar instrumentos desse tipo nem com as pessoas de casa. Vale lembrar que em caso de contaminação, lavar a ferida com água quente sabão, ou o que for não diminui em nada o risco do HIV. diminui apenas o risco de infecção da ferida por bactérias de pele.

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A transmissão do HIV por lâmina de barbear é considerada uma situação de risco teórico, mas na prática o risco costuma ser muito baixo, principalmente quando não havia sangue visível na lâmina. Para ocorrer transmissão, geralmente seria necessário contato recente com sangue contaminado em quantidade suficiente e entrada direta na corrente sanguínea através de ferida significativa. Além disso, o HIV é um vírus relativamente frágil fora do organismo e perde capacidade de transmissão quando exposto ao ambiente. O fato de você ter lavado a região também reduz ainda mais o risco. Continuar utilizando a lâmina depois não aumenta significativamente a chance de transmissão pelo HIV em si. Mesmo assim, em situações envolvendo objeto perfurocortante compartilhado com pessoa sabidamente soropositiva, o ideal é procurar avaliação médica o mais rápido possível para análise individual do risco e definição sobre necessidade ou não de PEP, principalmente se a exposição ocorreu há menos de 72 horas. Na prática clínica, o clínico geral também avalia diabetes, pressão alta, hormonios, emagrecimento e estado imunológico, porque fatores do organismo podem influenciar resposta inflamatória e cicatrização. Se a pessoa soropositiva estiver em tratamento e com carga viral indetectável, o risco também diminui de forma muito importante.

Dr. Pablo Leal

Dr. Pablo Leal

Endocrinologista

São Paulo

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