Desde que comecei a tomar sibutramina estou tendo candidíase de forma recorrente, em 4 meses de trat

Desde que comecei a tomar sibutramina estou tendo candidíase de forma recorrente, em 4 meses de tratamento tive infeção 4 vezes, é comum? Tem algo a ver com a sibutramina?

3 respostas


QUANDO USAMOS UMA MEDICAÇÃO É SEMPRE IMPORTANTE SABER SUA PROCEDENCIA, SEJA MANIPULADA OU DE INDUSTRIA FARMACÊUTICA. A SIBUTRAMINA TEM SEUS EFEITOS COLATERAIS LIGADOS AO APARELHO CARDIOVASCULAR, COMO HIPERTENSÃO E ARRITIMIAS. CANDIDÍASE GERALMENTE ESTÁ SEMPRE LIGADA A MUDANÇAS NA FLORA VAGINAL E MUDANÇAS NO PH LOCAL, COMO ACONTECE NO DIABETES E COM ALGUMAS MEDICAÇÕES PARA TRATAMENTO DELA POR AUMENTO DA GLICOSE URINÁRIA. SERIA IMPORTANTE INVESTIGAR ESSAS CRISE REPETITIVAS, POIS PODE HAVER QUEDA DA IMUNIDADE LOCAL, OU OUTRO FAVORECIMENTO QUE POSSA ESTAR LEVANDO A ISSO.

Dr. Newton Mureb

Dr. Newton Mureb

Médico clínico geral

Cabo Frio

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A sibutramina não está diretamente associada à candidíase recorrente, mas pode haver uma relação indireta. A sibutramina age no sistema nervoso central para controlar o apetite, mas não afeta diretamente o sistema imunológico ou a flora vaginal. No entanto, alguns fatores relacionados ao uso da sibutramina e ao processo de emagrecimento podem contribuir para a candidíase: Mudanças na dieta: Restrições alimentares podem alterar o pH vaginal e favorecer o crescimento de fungos. Estresse e flutuações hormonais: Comuns durante o emagrecimento, podem afetar a imunidade. Uso de roupas apertadas ou suor excessivo: Comum em quem pratica exercícios para emagrecer, criando um ambiente propício para fungos. O que fazer: Consulte um ginecologista: Para tratar a candidíase de forma adequada e investigar causas subjacentes. Avalie a dieta: Mantenha uma alimentação equilibrada e evite excesso de açúcar. Hidrate-se e use roupas confortáveis: Para reduzir a umidade na região íntima. Converse com o médico que prescreveu a sibutramina: Para avaliar se há necessidade de ajustes no tratamento. A candidíase recorrente merece atenção, mas é improvável que a sibutramina seja a causa direta.


A candidíase recorrente não é reconhecida como um efeito adverso típico da sibutramina, e não existe evidência consistente de que esse medicamento provoque diretamente infecções fúngicas. Entretanto, quatro episódios em quatro meses merecem investigação, especialmente porque alterações da glicemia e diabetes mal controlado podem favorecer a proliferação de Candida. Outros fatores incluem uso recente de antibióticos, alterações hormonais e condições que modificam a microbiota vaginal. É importante confirmar se todos os episódios realmente correspondem à candidíase, pois outras doenças podem produzir sintomas semelhantes. A investigação pode incluir glicemia de jejum, hemoglobina glicada e avaliação ginecológica, com exames específicos quando indicados. Uma consulta endocrinológica permite investigar resistência à insulina, alterações metabólicas e possíveis fatores associados às recorrências, além de revisar a segurança e a eficácia do tratamento com sibutramina.

Dr. Filipe Tomaz

Dr. Filipe Tomaz

Endocrinologista

Belo Horizonte

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Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.