É comum receitar quetiapina 25mg+ duloxetina 50mg a noite e bupropiona e topiramato pela manhã para

É comum receitar quetiapina 25mg+ duloxetina 50mg a noite e bupropiona e topiramato pela manhã para paciente com TAB 2 em fase de depressão?

4 respostas


Cada caso deve ser individualizado. Você não disse a dose do topiramato que está sendo usada, mas de qualquer forma, esta medicação pode ser usada como estabilizador do humor, que é o cerne principal do transtorno afetivo bipolar (TAB). Porém não é uma medicação muito usada no TAB, pois não é considerada primeira linha de tratamento, principalmente para a depressão, pois altas doses podem inclusive induzir quadro depressivo.

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Olá! Topiramato é mais comumente prescrito à noite, mas não é uma regra. As demais medicações parecem estar em horários adequados. Agora, se forem as únicas prescritas, indicaria uma revisão do tratamento ou do diagnóstico. Abraços.


Sim, essa combinação de medicamentos pode ser usada em TAB-2 em fase depressiva. A quetiapina 25 mg à noite atua principalmente no sono e ansiedade; a duloxetina 50 mg à noite é um antidepressivo que melhora humor e energia; a bupropiona de manhã ajuda na motivação e concentração; e o topiramato de manhã funciona como estabilizador de humor, prevenindo episódios de mania ou hipomania. Tomar dois antidepressivos exige cuidado, mas o uso do estabilizador e do antipsicótico reduz o risco de mudanças de humor. O esquema é individualizado, considerando histórico clínico e tolerância a efeitos colaterais.


TAB tipo 2 e combinação de medicamentos: Em determinadas situações, essa associação pode ser utilizada, mas não é uma combinação universal nem deve ser considerada automaticamente adequada para todo paciente com transtorno bipolar tipo 2 em episódio depressivo. Quetiapina e alguns antidepressivos podem ter indicações específicas, enquanto bupropiona e duloxetina exigem avaliação cuidadosa quanto ao risco de virada para hipomania/mania. O topiramato também não é considerado tratamento principal da depressão bipolar. A escolha depende do histórico, sintomas predominantes, tratamentos anteriores e tolerabilidade, devendo ser individualizada pelo psiquiatra.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.