É normal tomar glifase por 3 meses,e não baixar o glicose em nada?
É normal tomar glifase por 3 meses,e não baixar o glicose em nada?
6 respostas
Sim, pode acontecer, depende do nível do seu diabetes. Hoje não tratamos só a glicemia do paciente e sim a fisiopatologia da doença. Existem 8 a 10 alterações no organismo que causam a elevação da glicose no sangue, assim hoje temos drogas que atuam em todas essas alterações e não existe uma droga que atua em todas alterações ao mesmo tempo. A Metformina que você questionou atua apenas na resistência insulinica e na produção interna de glicose pelo fígado quando estamos em jejum. Ela sozinha não resolve todos os problemas causadores da glicemia alta. Por isso não adianta usar 1 só medicamento em dose muito alta, usar vários medicamentos em doses menores tem um efeito melhor para o paciente na maioria dos casos. Quando a glicemia está muita alta normalmente utilizo terapia dupla ou tripla já no início do tratamento para ter um resultado melhor.
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(metformina) costuma começar a apresentar efeito nas primeiras semanas, mas a resposta varia de pessoa para pessoa. Após cerca de 3 meses de uso, geralmente já é possível avaliar melhor o resultado, principalmente pela hemoglobina glicada (HbA1c), que mostra a média da glicose dos últimos meses. Se a glicose não baixou nada, pode acontecer por alguns motivos: a dose pode não ser suficiente, a alimentação e rotina podem estar influenciando, pode existir maior resistência à insulina, ou pode ser necessário associar outro medicamento para diabetes tipo 2. Também é importante confirmar se o diagnóstico e os exames (glicemia, HbA1c, função renal) estão sendo acompanhados corretamente. Não aumente a dose ou troque o tratamento sozinho. O ideal é retornar ao endocrinologista para revisar a resposta ao Glifage, avaliar outros fatores metabólicos e definir se é necessário ajustar ou complementar o tratamento. Se puder informar qual dose do Glifage você usa (ex.: XR 500, 850 ou 1000 mg), sua glicemia antes de iniciar, a atual e o valor da hemoglobina glicada, é possível entender melhor a situação.
A resposta ao Glifage® (metformina) pode variar entre os pacientes, mas após cerca de 3 meses de uso geralmente já é possível avaliar seu efeito por meio da glicemia e principalmente da hemoglobina glicada (HbA1c). Se não houve nenhuma melhora, é importante investigar fatores como dose adequada, adesão ao tratamento, alimentação, atividade física, evolução do diabetes tipo 2, resistência à insulina ou outras alterações metabólicas. A metformina é uma das principais medicações para controle da glicose, mas nem sempre é suficiente isoladamente. O endocrinologista pode reavaliar o tratamento, solicitar exames e ajustar a estratégia para diabetes, obesidade, emagrecimento, metabolismo e prevenção de complicações. Não suspenda ou altere a medicação sem orientação médica.
A ausência de redução da glicemia após três meses de metformina pode acontecer e não significa necessariamente que o medicamento não esteja funcionando. A resposta depende da dose utilizada, adesão, alimentação, atividade física, grau de resistência à insulina, função pancreática e estágio do diabetes. É importante verificar glicemia de jejum, hemoglobina glicada e, quando indicado, glicemias após as refeições. Se os níveis permanecerem acima da meta individual, o endocrinologista pode ajustar a dose ou associar outra classe de medicamento. O tratamento do diabetes deve ser individualizado, considerando também peso, pressão arterial, colesterol, função renal e risco cardiovascular.
Não é esperado simplesmente manter o tratamento por meses sem reavaliar a resposta quando a glicemia permanece elevada. A metformina (Glifage) é eficaz para muitos pacientes com diabetes tipo 2, mas a resposta varia conforme a alimentação, atividade física, peso, estágio da doença, função das células beta pancreáticas, dose utilizada e adesão ao tratamento. É importante avaliar não apenas uma glicemia isolada, mas também a hemoglobina glicada, que demonstra o controle médio da glicose nos últimos meses. Se após três meses não houve melhora, o endocrinologista deve revisar o diagnóstico, a dose, a adesão e a necessidade de associação ou mudança do tratamento.
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.

