Em uso de divalproato por 2 anos (750mg). Mesmo sendo magro, tendo dieta de nutri e praticando exerc
Em uso de divalproato por 2 anos (750mg). Mesmo sendo magro, tendo dieta de nutri e praticando exercicio regularmente, senti uma diferença na distribuiçao de gordura e na aparência da pele. Em meados do primeiro ano usando a medicaçao comecei a ter celulite aparente mesmo sem apertar debaixo das axilas, na barriga e em qualquer lugar que eu mexa na pele, puxe etc. Tenho 11% de gordura corporal apenas e 28 anos de idade. A temporalidade bate com o divalproato. Ele pode ser o causador?
4 respostas
Olá. Sim, o divalproato de sódio (depakote, zyvalprex) está associado a ganho de peso. Você em conjunto com seu medico deve colocar na balança sobre o benefício da medicação vs. seu efeito colateral e decidir juntos se vale a pena suspender. Espero ter ajudado.
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Olá! Sim, o divalproato pode estar relacionado a alterações na distribuição de gordura, retenção hídrica e mudanças na aparência da pele, mesmo sem ganho ponderal e mesmo em pessoas magras. Isso já foi descrito como efeito metabólico e hormonal da medicação, e a temporalidade que você relata é compatível. Vale conversar com o médico que prescreveu para avaliar risco-benefício, possibilidade de ajuste de dose ou troca, se clinicamente possível.
Existe uma relação biologicamente plausível, mas ela não é considerada um efeito adverso comum do divalproato. Esse medicamento pode favorecer ganho de peso, resistência à insulina, alterações hormonais e mudanças no metabolismo do tecido adiposo em algumas pessoas, o que pode modificar a distribuição de gordura corporal. Além disso, há relatos de alterações na pele e no tecido subcutâneo, embora o surgimento de celulite em pessoas magras e com baixo percentual de gordura não seja um efeito clássico. Como a associação temporal existe no seu caso, vale a pena discutir essa possibilidade com o psiquiatra e o endocrinologista. Também é importante investigar outras causas, como alterações da tireoide, cortisol, testosterona, estrogênios, prolactina e fatores genéticos. Nunca interrompa o divalproato por conta própria, pois a troca da medicação deve considerar o controle da doença de base e os riscos e benefícios de cada tratamento.
O divalproato de sódio (ácido valproico) pode estar relacionado a algumas alterações metabólicas, principalmente ganho de peso, aumento do apetite, retenção de líquidos e alterações na composição corporal em parte dos pacientes. Mesmo em pessoas magras e fisicamente ativas, algumas mudanças na distribuição de gordura ou na percepção da textura da pele podem ocorrer, embora a presença de celulite isoladamente não seja um efeito adverso clássico e comprovado do medicamento. A relação temporal que você descreve (surgimento após cerca de um ano de uso) merece ser considerada, mas é importante investigar outros fatores que também podem influenciar a aparência da pele, como alterações hormonais, genética, variações de colágeno, retenção hídrica, estresse, sono e mudanças sutis na composição corporal. O divalproato também pode influenciar parâmetros como resistência à insulina e metabolismo lipídico em alguns casos. Não é recomendado suspender ou reduzir o medicamento por conta própria, especialmente se ele foi prescrito para transtornos como epilepsia, transtorno bipolar ou outras condições psiquiátricas. O ideal é conversar com o médico que acompanha o tratamento para avaliar exames metabólicos (glicemia, insulina, perfil lipídico, função hepática, entre outros) e discutir alternativas caso exista uma relação relevante. O acompanhamento com endocrinologista pode ajudar a avaliar metabolismo, composição corporal, resistência à insulina, hormônios e alterações relacionadas ao peso e distribuição de gordura, enquanto o psiquiatra ou neurologista avalia a segurança da manutenção ou troca da medicação.
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.

