Então quem faz tratamento de hanseniase a injeção mensal continua valendo noregina ou so a trimestra

Então quem faz tratamento de hanseniase a injeção mensal continua valendo noregina ou so a trimestral que valerá?

2 respostas


Durante o tratamento da hanseníase é importante ter atenção porque a rifampicina, que faz parte do esquema, pode diminuir a eficácia de alguns anticoncepcionais hormonais. A Noregyna é um anticoncepcional injetável mensal combinado. Por causa da interação com a rifampicina, eu não consideraria a Noregyna como o método mais seguro para ser usada isoladamente durante o tratamento da hanseníase, pois sua eficácia contraceptiva pode ficar reduzida. Já a injeção trimestral de acetato de medroxiprogesterona, conhecida como DMPA, é diferente. A quantidade e a duração do hormônio são suficientes para que sua eficácia contraceptiva não seja considerada reduzida pela rifampicina. Por isso, entre essas duas opções, a trimestral é a alternativa mais confiável durante o tratamento. Então não é simplesmente que a Noregyna “deixou de funcionar”, mas durante o uso da rifampicina não é adequado depender somente dela para evitar uma gravidez. O ideal é conversar com seu médico para fazer a troca para um método que não tenha essa interação ou associar uma proteção adicional até que isso seja definido. Se você já teve relação sem preservativo enquanto estava usando Noregyna junto com a rifampicina, vale informar as datas ao médico, porque é possível avaliar individualmente se houve algum período de maior risco. Se quiser, no Instituto Dr. Marcelo Bravin de Infectologia e Clínica Médica podemos revisar o tratamento da hanseníase junto com os medicamentos de uso contínuo e orientar qual método contraceptivo é mais adequado durante esse período. Espero ter ajudado. Abraço!

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Olá! Entendo que sua dúvida é se o anticoncepcional injetável continua funcionando durante o tratamento da hanseníase. A resposta curta é: a injeção trimestral é a opção mais segura nessa situação, e a mensal, como a Noregyna, tende a manter boa eficácia, mas com alguma margem de dúvida. O ponto central é a rifampicina, que faz parte da poliquimioterapia da hanseníase e é tomada uma vez por mês, na dose supervisionada. A rifampicina acelera a eliminação dos hormônios pelo fígado e pode reduzir o efeito de alguns anticoncepcionais. Os comprimidos, o adesivo e o anel são os mais afetados e não são recomendados. A injeção trimestral, de medroxiprogesterona, praticamente não sofre essa interação, por usar dose alta. A injeção mensal fica numa posição intermediária: a Organização Mundial da Saúde considera que ela pode ser usada, porque os benefícios costumam superar os riscos, mas a proteção pode ser um pouco menor. O DIU de cobre e o DIU hormonal também são excelentes opções e não sofrem interação. Um alerta muito importante: se em algum momento for necessário usar talidomida para reações da hanseníase, é obrigatório o uso de dois métodos contraceptivos, porque esse medicamento causa malformações graves no bebê. O ideal é conversar com seu ginecologista e com a equipe que acompanha a hanseníase para escolher o método. Fico à disposição para avaliar seu caso em consulta.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.