Entre a bipolaridade com sintomas psicoticos e a esquizofrenia, qual dos dois é de maior gravidade?
Entre a bipolaridade com sintomas psicoticos e a esquizofrenia, qual dos dois é de maior gravidade?
14 respostas
1. Não é adequado considerar, de forma geral, que o transtorno bipolar com sintomas psicóticos ou a esquizofrenia seja necessariamente “mais grave”. Ambos podem apresentar elevada gravidade, porém por trajetórias diferentes: no transtorno bipolar tipo I, a psicose costuma ocorrer durante episódios de mania ou depressão grave e pode desaparecer com a remissão do episódio; na esquizofrenia, sintomas psicóticos, negativos e cognitivos podem apresentar maior persistência ao longo do tempo. A gravidade individual depende de frequência e duração das crises, resposta ao tratamento, prejuízo funcional, sintomas residuais, comorbidades e risco de suicídio, e não apenas do diagnóstico. Referência: Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). Diretrizes para Transtorno Bipolar e Esquizofrenia; Organização Mundial da Saúde. CID-11 –
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1. Não existe uma regra segundo a qual esquizofrenia seja sempre mais grave que transtorno bipolar com sintomas psicóticos, ou vice-versa. No transtorno bipolar tipo I, a psicose costuma acompanhar episódios de mania ou depressão grave e frequentemente desaparece com a remissão do episódio; na esquizofrenia, podem existir sintomas psicóticos, negativos e cognitivos mais persistentes. Entretanto, ambos podem produzir importante comprometimento e risco de suicídio. A gravidade individual deve ser definida pela frequência e duração das crises, sintomas residuais, funcionamento, hospitalizações, comorbidades e resposta ao tratamento, e não apenas pelo nome do diagnóstico. Referência: Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). Diretrizes para Transtorno Bipolar e Esquizofrenia; Organização Mundial da Saúde. CID-11, versão em português.
A esquizofrenia costuma ser considerada de maior gravidade quando comparada ao transtorno bipolar mesmo com sintomas psicóticos. Os déficits cognitivos e funcionais são consistentemente mais graves e mais estáveis ao longo do tempo na esquizofrenia, com pior funcionamento pré-mórbido e início mais precoce. Porém, quando ambos estão em crise psicótica ativa, essa diferença diminui, o funcionamento no dia a dia (atividades cotidianas) pode ser semelhante entre um bipolar psicótico e um esquizofrênico psicótico, mesmo que a esquizofrenia mantenha pior desempenho cognitivo e de competência social nesse momento. Ou seja, a psicose em si (independente do diagnóstico) já é um fator que agrava bastante o quadro.
Os episódios do THB, quando apresentam sintomas psicóticos, são considerados graves tanto na mania quanto na depressão, e normalmente são indicativos de internação. A esquizofrenia é também um transtorno grave, porém de outra ordem. O transtorno bipolar está no campo do humor e a esquizofrenia está no campo das psicoses. São doenças diferentes, não dá para comparar, embora compartilhem alguns sintomas, como os psicóticos, por exemplo. O importante é ter em mente, que pela gravidade destes transtornos, é necessário acompanhamento médico psiquiátrico e multidisciplinar. Hoje temos medicações altamente eficazes para os sintomas psicóticos, mas tanto o bipolar quanto o esquizofrênico devem ter seu médico fiel, a quem ele retorna regularmente, fazendo os ajustes das doses, até o limite suportável, sem que haja efeitos colaterais, ou mesmo que haja, a gente pode encontrar caminhos para te guiar, além de liberar a mente.
Saudações! A longo prazo, sem dúvidas a esquizofrenia, por se tratar de um quadro de perdas e evolução irreversíveis. O quadro de Transtorno Afetivo Bipolar, se for bem medicado, a pessoa pode ter uma vida plenamente normal após a estabilização. Espero ter contribuído.
Depende de qual fator você considerar maior gravidade. Os dois quadros podem ser graves, mas no caso de funcionalidade a esquizofrenia costuma ter uma redução mais marcante da capacidade do indivíduo de funcionar em relação à seu período pré-doença. Já no transtorno afetivo bipolar é possível que o indivíduo tenha uma vida funcional, trabalhar, estudar, etc, desde que faça o acompanhamento e tratamento medicamentoso adequado. Entretanto uma bipolaridade sem o tratamento adequado também pode ser extremamente grave.
Olá. Não dá para dizer que uma é sempre mais grave que a outra, porque a gravidade depende do caso, do tempo até o diagnóstico e do tratamento. O que dá para explicar é como cada uma costuma se comportar. No transtorno bipolar com sintomas psicóticos, os delírios e alucinações aparecem dentro de um episódio de mania ou de depressão e tendem a desaparecer quando o episódio é tratado, e entre os episódios a pessoa costuma voltar ao seu funcionamento habitual. Na esquizofrenia, além dos sintomas psicóticos, costumam permanecer fora das crises o isolamento, a apatia, a pobreza da fala e a dificuldade de organizar o pensamento, e são esses que mais afetam trabalho, estudo e autonomia. Por isso, no conjunto, a esquizofrenia tende a trazer mais prejuízo funcional ao longo da vida, enquanto o bipolar tipo 1 costuma trazer crises intensas com recuperação entre elas. Vale lembrar que os dois têm tratamento, e que diagnóstico precoce, uso contínuo da medicação, apoio da família e ausência de álcool e outras drogas mudam muito o resultado. Esta resposta é informativa e não substitui uma avaliação médica individualizada.
Não é possível dizer que um seja sempre mais grave que o outro. Tanto o transtorno bipolar com sintomas psicóticos quanto a esquizofrenia podem apresentar quadros leves ou muito incapacitantes. A gravidade depende da intensidade e duração dos sintomas, frequência das crises, presença de risco para a pessoa, recuperação entre os episódios e impacto no funcionamento cotidiano. O diagnóstico e a gravidade devem ser avaliados individualmente por um psiquiatra.
Não dá para dizer que um dos dois seja sempre mais grave. A gravidade depende muito de cada caso, da intensidade e frequência dos sintomas, do impacto na rotina, da resposta ao tratamento e da presença de episódios psicóticos. Na bipolaridade, os sintomas psicóticos costumam aparecer durante episódios de humor mais intensos, enquanto na esquizofrenia podem ocorrer independentemente deles. Ambos podem ser quadros sérios, mas também podem apresentar boa evolução com tratamento adequado. O diagnóstico e a gravidade precisam ser avaliados individualmente pelo psiquiatra.
Não existe uma resposta médica correta do tipo “esquizofrenia é mais grave” ou “bipolaridade com psicose é mais grave”. São transtornos diferentes, e a gravidade varia muito de pessoa para pessoa.
Não é adequado estabelecer uma hierarquia simples em que esquizofrenia seja sempre “mais grave” que transtorno bipolar com sintomas psicóticos, ou o contrário. Ambos podem variar desde quadros com boa recuperação e funcionamento até apresentações graves e incapacitantes. No transtorno bipolar, os sintomas psicóticos costumam estar relacionados aos episódios de humor, enquanto na esquizofrenia a organização temporal dos sintomas é diferente e podem existir sintomas negativos e alterações cognitivas relevantes. Para o prognóstico individual, fatores como número e duração dos episódios, resposta ao tratamento, cognição, uso de substâncias, adesão, suporte social e funcionamento entre crises são mais informativos do que apenas o nome do diagnóstico. Uma avaliação psiquiátrica longitudinal é justamente o que permite diferenciar esses quadros e estimar prognóstico de maneira individual, evitando conclusões baseadas em estigmas.
Olá! Não é possível afirmar que um seja mais grave que o outro apenas pelo diagnóstico. Tanto o transtorno bipolar com sintomas psicóticos quanto a esquizofrenia podem apresentar quadros de diferentes intensidades e causar prejuízos importantes na vida da pessoa. Uma diferença é que, no transtorno bipolar, os sintomas psicóticos geralmente aparecem durante episódios de alteração significativa do humor, como mania ou depressão. Já na esquizofrenia, esses sintomas não dependem necessariamente de episódios de humor. Na prática, a gravidade depende de vários fatores: frequência e intensidade das crises, comprometimento da autonomia, dificuldades cognitivas, impacto nas relações e no trabalho, além da resposta ao tratamento. Existem pessoas com esquizofrenia que alcançam boa estabilidade clínica e pessoas com transtorno bipolar que apresentam episódios graves e recorrentes, assim como o contrário. Por isso, mais importante do que comparar os diagnósticos é compreender como a condição se manifesta em cada pessoa e quais cuidados são necessários para preservar sua autonomia e qualidade de vida. Espero ter ajudado!
Não dá para definir isso só pelo diagnóstico. Nos dois quadros, importam a intensidade e a frequência das crises, os sintomas que permanecem entre elas e a resposta ao tratamento. Também conta o impacto na autonomia, no trabalho e nas relações. Há pessoas com boa recuperação tanto na bipolaridade quanto na esquizofrenia.
Olá! Boa noite! Em termos gerais, a esquizofrenia costuma ser considerada mais grave no curso de longo prazo, porque tende a envolver sintomas psicóticos mais persistentes, maior prejuízo cognitivo e funcional e impacto contínuo na autonomia. Isso não quer dizer que o transtorno bipolar com sintomas psicóticos seja leve: nas fases agudas, especialmente na mania ou na depressão com psicose, ele pode exigir avaliação rápida e cuidados intensivos. Não existe um ranking absoluto entre os dois. A gravidade depende de duração dos sintomas, risco de suicídio, desorganização, agitação, uso de substâncias, recaídas e resposta ao tratamento. Em algumas pessoas, a bipolaridade tem episódios muito intensos; em outras, a esquizofrenia pode ser mais controlável com acompanhamento adequado. Se a dúvida é sobre um caso concreto, vale avaliar sinais, funcionamento atual e há quanto tempo os sintomas vêm ocorrendo. Se desejar, agende uma consulta online comigo pelo perfil para discutirmos a diferenciação diagnóstica e o risco clínico com mais segurança.
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