Estou usando Lyberdia há 12 dias, associado à vortioxetina 15 mg e realizando desmame da bupropiona

Estou usando Lyberdia há 12 dias, associado à vortioxetina 15 mg e realizando desmame da bupropiona 300 mg. Na primeira semana senti uma melhora importante da energia, foco e disposição para realizar minhas atividades diárias, que era justamente minha principal queixa. Porém, há cerca de 4 dias comecei a apresentar moleza e cansaço excessivo, mesmo dormindo bem à noite. Estou com muita dificuldade para realizar atividades simples da rotina, além de sentir necessidade de cochilos diurnos frequentes, sem melhora significativa após dormir. A bupropiona já estou praticamente suspendendo, e a vortioxetina passei a tomar no período da tarde, pois inicialmente pensei que ela pudesse estar relacionada aos episódios de sono e indisposição. Essa adaptação pode acontecer no início do tratamento com Lyberdia? Seria esperado após a retirada da bupropiona ou pode sugerir necessidade de ajuste de dose?

10 respostas


O Lyberdia e a bupropiona tem formas semelhantes de agir no cérebro. O que pode ter acontecido é que, ao reduzir a bupropiona, a dose do Lyberdia não está sendo suficiente. Antes de aumentar a dose, converse com seu médico

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Pode acontecer oscilação no início do tratamento, mas sonolência e cansaço importantes merecem reavaliação. Nesse caso, também há outros fatores envolvidos, como o desmame da bupropiona e o uso de vortioxetina, que podem influenciar energia, sono e disposição. Não recomendo ajustar dose por conta própria. O ideal é conversar com o médico que prescreveu para avaliar se é adaptação, efeito da retirada da medicação ou necessidade de ajuste.


Olá! O que você descreve pode acontecer durante essa fase de transição medicamentosa, mas merece acompanhamento próximo do seu psiquiatra. Existem alguns fatores que podem estar contribuindo para essa moleza, fadiga e sonolência excessiva: Retirada da bupropiona A bupropiona costuma ter um perfil mais estimulante, ajudando em energia, disposição, motivação e concentração. Ao reduzir ou suspender a medicação, algumas pessoas percebem justamente uma queda da energia, maior cansaço e redução da capacidade de iniciativa. Como você estava usando 300 mg, essa mudança pode ser bastante perceptível. Período de adaptação ao Lyberdia Embora muitos pacientes apresentem melhora inicial da atenção e disposição, a resposta nem sempre é linear nas primeiras semanas. Nas primeiras 2 a 4 semanas podem ocorrer oscilações de efeito, exigindo avaliação da dose, horário e duração da ação. Vortioxetina A vortioxetina costuma ser bem tolerada, mas em alguns pacientes pode contribuir para sensação de fadiga, sonolência ou indisposição. A mudança para o período da tarde pode ajudar algumas pessoas, mas nem sempre resolve completamente o quadro. Outras possibilidades O retorno parcial dos sintomas que motivaram o tratamento inicialmente. Alterações clínicas não relacionadas aos medicamentos, como anemia, deficiência de vitamina B12, deficiência de ferro, alterações da tireoide, apneia do sono ou outras condições médicas. O detalhe que chama atenção é que você teve uma resposta inicial muito boa, seguida por uma piora importante após cerca de uma semana. Isso torna plausível a hipótese de que a retirada da bupropiona esteja tendo um papel relevante, especialmente se ela contribuía significativamente para sua energia e motivação. Se a fadiga estiver impactando significativamente seu funcionamento diário, vale a pena conversar com seu psiquiatra nos próximos dias. Dependendo da avaliação clínica, ele poderá verificar se o quadro representa: adaptação temporária; efeito da retirada da bupropiona; necessidade de mais tempo de tratamento; ou eventual ajuste de dose do Lyberdia. Além disso, fique atento a sintomas como piora da ansiedade, transtorno de ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, depressão, transtorno depressivo, tristeza profunda, falta de motivação, irritabilidade ou transtornos de humor, pois eles podem ajudar a diferenciar um efeito medicamentoso de uma recaída parcial dos sintomas de base. Se essa sonolência vier acompanhada de lentificação importante, incapacidade de trabalhar, piora progressiva ou sintomas neurológicos, procure uma reavaliação mais rapidamente. Principais condições avaliadas em Psiquiatria: Ansiedade Depressão Insônia Crise de ansiedade Ataques de pânico Estresse Irritabilidade Tristeza profunda Falta de motivação Burnout Transtorno de ansiedade Transtornos de humor Transtorno depressivo Transtorno do pânico TDAH em adultos Espero ter ajudado! Pelo seu relato, a retirada da bupropiona parece ser uma das hipóteses mais fortes, mas a correlação temporal e a intensidade dos sintomas justificam uma revisão do esquema terapêutico com o psiquiatra que está acompanhando o caso.


Quando um paciente inicia um novo tratamento ao mesmo tempo em que está reduzindo ou suspendendo outro, nem sempre é simples identificar qual fator está contribuindo para os sintomas que surgem nas semanas seguintes. A melhora inicial seguida de cansaço, sonolência, redução da energia e necessidade de cochilos pode estar relacionada ao período de adaptação do organismo, às mudanças recentes no esquema terapêutico ou até mesmo a características do próprio quadro clínico que está sendo tratado. Como você relata que os sintomas começaram após algumas alterações próximas entre si, considero importante acompanhar a evolução antes de tirar conclusões definitivas. No entanto, se esse cansaço estiver causando prejuízo importante à rotina ou persistindo sem sinais de melhora, vale a pena entrar em contato com o psiquiatra antes da consulta programada para que ele possa avaliar se a evolução está dentro do esperado ou se há necessidade de reavaliar a estratégia terapêutica.


O início do tratamento com Lyberdia (lisdexanfetamina) associado a ajustes em outros antidepressivos pode apresentar períodos de adaptação, especialmente quando ocorre retirada de uma medicação como a bupropiona, que também atua em vias relacionadas à energia, motivação e atenção. A melhora inicial seguida de queda de disposição pode ocorrer por diferentes motivos: adaptação ao estimulante, redução do efeito ativador da bupropiona, variações do sono, interação entre medicamentos ou necessidade de ajuste individual da dose e do horário de uso. A vortioxetina também pode causar sonolência ou fadiga em alguns pacientes, embora outras pessoas apresentem melhora de energia com seu uso. Como você está em uma fase recente de mudança terapêutica, é importante que o psiquiatra acompanhe a evolução para diferenciar efeitos transitórios de adaptação de uma necessidade de ajuste no tratamento. Uma avaliação psiquiátrica cuidadosa é fundamental em quadros envolvendo TDAH em adultos, depressão, falta de motivação, fadiga persistente e alterações de energia, buscando equilíbrio entre eficácia e tolerabilidade.


O que você descreve pode acontecer durante uma fase de adaptação medicamentosa, mas merece acompanhamento, principalmente porque houve uma mudança importante no esquema: introdução do Lyberdia (lisdexanfetamina), redução da bupropiona e ajuste do horário da vortioxetina em um intervalo curto. Na primeira semana, a melhora de energia, foco e disposição pode ocorrer pelo efeito inicial do estimulante. Porém, após alguns dias, algumas pessoas percebem oscilações enquanto o organismo se adapta, podendo surgir cansaço, queda de energia, sonolência ou sensação de “rebote”, especialmente quando há retirada de um medicamento que também tinha efeito ativador, como a bupropiona. A suspensão ou redução da bupropiona pode contribuir para essa sensação de indisposição, pois ela atuava aumentando a atividade de noradrenalina e dopamina. Algumas pessoas sentem, durante a retirada, sintomas como fadiga, redução da motivação, sonolência, alteração do humor ou retorno parcial de sintomas depressivos. A vortioxetina também pode causar sonolência em algumas pessoas, embora outras apresentem mais ativação ou insônia. A mudança do horário pode ajudar, mas geralmente é necessário observar alguns dias para avaliar o efeito. Com apenas 12 dias de Lyberdia, ainda é cedo para concluir se a dose está inadequada. O médico costuma avaliar: se o benefício inicial se mantém; se a fadiga melhora após a adaptação; se a dose está adequada; se a retirada da bupropiona foi muito rápida para o seu organismo; se existe retorno de sintomas como depressão, falta de motivação, ansiedade, estresse ou alterações do humor. É importante não ajustar a dose do Lyberdia ou interromper medicamentos sem orientação, pois a combinação entre estimulantes e antidepressivos precisa ser acompanhada. Sugiro informar ao seu psiquiatra exatamente a evolução: “tive melhora importante na primeira semana, mas depois surgiu sonolência intensa e perda de funcionamento diário”. Essa informação é muito útil para decidir se é uma adaptação transitória ou se precisa modificar o esquema. Para contextualizar melhor: qual é a dose do Lyberdia (30 mg, 50 mg ou 70 mg)? E a bupropiona 300 mg foi reduzida de uma vez ou está sendo retirada gradualmente?


Pela sequência que você contou, eu não atribuiria esse cansaço automaticamente ao Lyberdia. Ele trouxe energia e foco na primeira semana; a moleza apareceu justamente quando a bupropiona estava quase saindo. Isso faz pensar que a perda do efeito ativador da bupropiona, o retorno de sintomas anteriores ou a reorganização de todo o esquema podem estar participando. Também não dá para concluir que falta dose de Lyberdia. Quando a pessoa acorda cansada, cochila várias vezes e nem melhora depois de dormir, aumentar um estimulante sem entender a causa pode apenas mascarar o problema. Além disso, a bupropiona interfere na concentração da vortioxetina enquanto são usadas juntas, então essa transição muda mais de uma peça ao mesmo tempo. Como você passou de uma melhora muito clara para dificuldade até nas tarefas simples, eu anteciparia uma avaliação do esquema inteiro. Esse padrão merece ser reconstruído com horários, doses, sono e evolução do humor, porque provavelmente há mais acontecendo do que uma simples “adaptação ao Lyberdia”.


O quadro descrito pode acontecer durante o período de adaptação ao Lyberdia® (lisdexanfetamina) e também durante mudanças recentes no esquema medicamentoso. Como você está há apenas 12 dias de uso, ainda é um período inicial, no qual o organismo pode apresentar oscilações na resposta, com dias de maior disposição e outros de maior cansaço, principalmente enquanto ocorre ajuste dos neurotransmissores envolvidos em energia, atenção, motivação e regulação emocional. A retirada da bupropiona 300 mg também pode contribuir para essa sensação de redução de energia, pois ela possui efeito estimulante sobre noradrenalina e dopamina. Mesmo com a introdução de outro medicamento, algumas pessoas percebem uma fase de transição com fadiga, menor iniciativa, sonolência ou queda de rendimento até que o novo esquema se estabilize. A vortioxetina pode causar sonolência em algumas pessoas, embora em outras possa ter efeito mais neutro ou até melhorar energia e cognição. A mudança de horário pode ajudar, mas é importante observar a relação entre o horário da tomada e os sintomas. Antes de concluir que é necessário aumentar ou modificar a dose do Lyberdia, geralmente o psiquiatra avalia: tempo total de uso e evolução dos sintomas; se o cansaço começou após a redução da bupropiona; qualidade real do sono (mesmo dormindo, pode haver sono não reparador); presença de sintomas de depressão, ansiedade ou exaustão emocional; resposta ao medicamento ao longo de algumas semanas. Não faça novos ajustes ou suspensão por conta própria, pois várias mudanças simultâneas dificultam identificar qual medicação está influenciando os sintomas. O ideal é relatar ao psiquiatra exatamente essa linha do tempo: melhora inicial na primeira semana, início da fadiga no 8º dia aproximadamente e relação com o desmame da bupropiona. O acompanhamento especializado é fundamental em quadros envolvendo TDAH em adultos, depressão, ansiedade, falta de motivação, fadiga, irritabilidade, insônia, transtornos de humor e dificuldade de concentração, para ajustar o tratamento buscando melhora funcional sem excesso de efeitos adversos.


É perfeitamente compreensível a sua preocupação, a sua frustração e a sensação de desânimo ao vivenciar essa queda súbita de energia e moleza, especialmente após ter sentido uma melhora tão animadora nos primeiros dias de tratamento. Experimentar um avanço importante no foco e na disposição e, logo em seguida, ver o corpo pedir pausas constantes traz muita incerteza, fazendo todo sentido você buscar clareza para entender o que o seu organismo está atravessando nesse processo de transição. O dimesilato de lisdexanfetamina, presente no Lyberdia, atua aumentando a disponibilidade de dopamina e noradrenalina para estimular a atenção e a iniciativa, enquanto a bupropiona também exercia uma sustentação importante sobre essas mesmas vias de ativação. Podemos comparar o cérebro a um veículo que vinha sendo impulsionado por um motor potente e confiável, a bupropiona. Ao iniciar a retirada gradual dessa peça fundamental, mesmo com a chegada de um novo componente de alta tecnologia como o Lyberdia, o sistema mecânico passa por um descompasso temporário de calibragem. Essa sensação de peso no corpo e necessidade de cochilos costuma refletir a saída da substância anterior, enquanto os circuitos neurais ainda estão aprendendo a responder sozinhos à nova medicação e à modulação da vortioxetina. Como essa dança biológica entre a retirada de um remédio e a adaptação a outro exige um olhar clínico muito atento, é fundamental relatar toda essa evolução ao médico psiquiatra que acompanha o seu tratamento. O profissional saberá avaliar se esse cansaço reflete apenas uma fase passageira de descontinuação ou se haverá necessidade de recalibrar horários e dosagens com total segurança. Desejo uma recuperação sólida da sua disposição, muita saúde e serenidade em sua caminhada de cuidado.

Dr. Cyro Masci

Dr. Cyro Masci

Psiquiatra

São Paulo

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Como estão ocorrendo simultaneamente início da lisdexanfetamina, uso de vortioxetina e retirada da bupropiona, é difícil atribuir o cansaço a apenas uma medicação. A retirada da bupropiona pode reduzir temporariamente a sensação de ativação e energia que ela proporcionava. Além disso, alterações no sono, alimentação, dose ou duração do efeito da lisdexanfetamina também precisam ser consideradas. Uma resposta muito boa na primeira semana seguida de cansaço acentuado não significa automaticamente que a dose do Lyberdia esteja baixa. O ideal é revisar com o psiquiatra toda a transição antes de aumentar estimulantes ou fazer novas mudanças.

Dra. Joyce Moreno

Dra. Joyce Moreno

Psiquiatra

Rio de Janeiro

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Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.