Eu não me sinto real, me assusta quando eu me lembro que eu existo de verdade e eu não consigo acred

Eu não me sinto real, me assusta quando eu me lembro que eu existo de verdade e eu não consigo acredita que sim. Eu vivo no automático e a maior parte do tempo na minha própria cabeça. Odeio a companhia de pessoas e de depender de algum modo, mas ao mesmo tempo sou muito dependente emocional. Eu não me sinto louca, mas sei que tem algo de errado comigo. Tão errado que fico até sem saber como procurar ajuda. Alguém pode me dar algum dica?

7 respostas


Essa experiência pode ocorrer em quadros de despersonalização ou desrealização, frequentemente associados a ansiedade intensa, estresse, ataques de pânico ou outros transtornos psiquiátricos. Ela pode ser bastante assustadora, mas não significa automaticamente que a pessoa esteja “ficando louca”. Como existe sofrimento significativo e dificuldades de relacionamento, é recomendável avaliação com psiquiatra e psicólogo para investigar as causas e estabelecer um tratamento individualizado. Psicoterapia pode ajudar especialmente na identificação de gatilhos, regulação emocional e redução da ansiedade.

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O que você descreve merece uma avaliação profissional, mas não significa necessariamente que esteja “ficando louca”. A sensação de não se sentir real, de viver no automático ou de estranhar a própria existência pode ocorrer em fenômenos chamados despersonalização e desrealização. Essas experiências podem aparecer associadas a ansiedade intensa, depressão, traumas, estresse prolongado, alterações do sono e outros transtornos psiquiátricos. O fato de você perceber que essa experiência é estranha e conseguir questioná-la é uma informação importante, mas somente uma avaliação detalhada poderá esclarecer o que está acontecendo. Também chama atenção a aparente contradição entre evitar a proximidade das pessoas e, ao mesmo tempo, sentir grande dependência emocional. Isso não é necessariamente contraditório: algumas pessoas desejam intensamente o vínculo, mas simultaneamente o vivenciam como ameaçador, frustrante ou difícil de tolerar. Compreender como esse padrão se desenvolveu pode ser uma parte importante do tratamento. Eu começaria procurando um psiquiatra ou psicoterapeuta e contaria exatamente o que escreveu aqui. Você não precisa chegar à consulta sabendo explicar o que tem ou levando um diagnóstico pronto. Justamente uma das funções da avaliação psiquiátrica e psicoterápica é transformar experiências difíceis de descrever em uma compreensão clínica organizada. E há tratamento. Dependendo da causa, pode envolver psicoterapia, medicamentos ou a associação das duas abordagens. O próprio psiquiatra, quando possui formação em psicoterapia, também pode realizar o acompanhamento psicoterápico. Se, além dessas sensações, surgirem pensamentos de morte, vontade de se machucar, perda importante do contato com a realidade ou incapacidade de cuidar de si mesma, procure atendimento de urgência. Respeitosamente, Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva - Psiquiatra e Psicoterapeuta


A sensação de não se sentir real ou de estar vivendo “no automático” pode ocorrer em fenômenos chamados despersonalização e desrealização, frequentemente associados a ansiedade intensa, estresse, crises de pânico, depressão ou experiências traumáticas. Isso não significa automaticamente que a pessoa esteja “ficando louca”. Como você descreve sofrimento importante, isolamento e dependência emocional, seria indicado buscar avaliação com psiquiatra e psicólogo para compreender melhor esses sintomas e investigar possíveis causas. A psicoterapia pode ser especialmente importante. Se surgirem pensamentos de se machucar, de não querer viver ou dificuldade para manter sua segurança, procure atendimento de urgência imediatamente.


Sentir essa desconexão com a própria existência, viver no piloto automático e lidar com sentimentos tão contraditórios em relação aos outros pode ser uma experiência muito assustadora, solitária e desgastante. É perfeitamente compreensível o seu receio e até a dúvida sobre como buscar apoio, mas saiba que você não está perdendo a razão: essa sensação de estranhamento é uma resposta conhecida e compreensível do nosso sistema emocional diante de sobrecargas intensas. O nosso cérebro funciona como um computador com um sofisticado sistema de proteção contra superaquecimento. Quando acumulamos muita tensão, ansiedade, conflitos internos ou estresse prolongado, o circuito entra em um modo de segurança, como uma tela de proteção que reduz temporariamente a intensidade dos estímulos externos para que o sistema não entre em colapso. Esse mecanismo biológico cria uma espécie de névoa ou distanciamento da realidade, fazendo com que a própria presença pareça estranha ou irreal, e nos leva a nos isolar na mente para tentar conter o desgaste emocional e a dependência que nos assustam. O primeiro passo para encontrar alívio não exige que você tenha todas as respostas prontas. Marcar uma consulta com um médico psiquiatra ou um psicólogo é o caminho mais seguro e gentil para começar; você pode simplesmente relatar exatamente o que escreveu aqui, no seu próprio ritmo, para que esses profissionais ajudem a organizar esses sentimentos e desarmar esse modo de proteção com total cuidado e acolhimento.

Dr. Cyro Masci

Dr. Cyro Masci

Psiquiatra

São Paulo

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O que você descreve pode ser compatível com sintomas de despersonalização e/ou desrealização, que podem ocorrer em quadros de ansiedade intensa, estresse, depressão, traumas e outros transtornos psiquiátricos. A sensação pode ser extremamente assustadora, mas, isoladamente, não significa que você esteja “louco”. Entretanto, o sofrimento que você relata, a sensação de viver no automático e a dependência emocional justificam uma avaliação profissional. Um psiquiatra poderá investigar ansiedade, depressão, transtornos de humor, transtorno do pânico e outras possibilidades, enquanto a psicoterapia pode ajudar a compreender os gatilhos e desenvolver estratégias para lidar com essas sensações. Se surgirem pensamentos de se machucar ou de não querer viver, procure atendimento imediatamente.


Olá! O que você descreve merece atenção e não significa, por si só, que esteja “ficando louca”. A sensação de não se sentir real, viver no automático ou perceber a própria existência com estranhamento pode se aproximar de experiências chamadas despersonalização. Quando a sensação predominante é de que o ambiente ou as pessoas não parecem reais, utiliza-se o termo desrealização. Nessas experiências, a pessoa geralmente reconhece que há algo estranho em sua percepção, sem acreditar plenamente que deixou de existir ou que o mundo não é real. Entretanto, esse relato isolado não permite estabelecer um diagnóstico. Sintomas semelhantes podem ocorrer associados à ansiedade intensa, depressão, experiências traumáticas, privação de sono, uso de substâncias e outras condições clínicas ou psiquiátricas. O isolamento, a dificuldade de conviver com outras pessoas e a dependência emocional também precisam ser compreendidos dentro de uma avaliação mais ampla, sem presumir que tudo tenha a mesma causa. Você não precisa saber explicar perfeitamente o que está acontecendo para procurar ajuda. O próprio texto que escreveu pode ser apresentado durante uma consulta, pois ele já comunica aspectos importantes da sua experiência. A avaliação pode investigar quando essas sensações começaram, com que frequência acontecem, possíveis desencadeantes e como estão afetando sua rotina e seus relacionamentos. Caso sair de casa seja difícil, esse primeiro atendimento também pode ser realizado online. Caso deseje compreender esse quadro de maneira cuidadosa e estruturada, fico à disposição para uma avaliação. Dr. Augusto Kiyomura Psiquiatria | RQE 55710

Dr. Augusto Kiyomura

Dr. Augusto Kiyomura

Psiquiatra

São José do Rio Preto

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O que você descreve pode lembrar despersonalização ou desrealização, experiências em que a pessoa sente desconexão de si mesma, do ambiente ou da própria existência, geralmente mantendo a percepção de que essa sensação é estranha e subjetiva. Isso pode ocorrer em quadros de ansiedade, trauma, depressão e outros transtornos, e não significa necessariamente “estar ficando louco”. Como está causando sofrimento importante e interferindo na forma como você se relaciona com as pessoas e consigo mesmo, procure um psiquiatra ou psicólogo e descreva exatamente essas sensações, mesmo que pareçam difíceis de explicar. Se houver pensamentos de se machucar, incapacidade de se manter segura ou perda importante do contato com a realidade, procure atendimento de urgência.

Dra. Joyce Moreno

Dra. Joyce Moreno

Psiquiatra

Rio de Janeiro

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Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.