Eu tenho 36 anos, suspeita de TDAH/TAG. Eu tenho ansiedade, dificuldade de foco/concentração, está p
Eu tenho 36 anos, suspeita de TDAH/TAG. Eu tenho ansiedade, dificuldade de foco/concentração, está prejudicando a minha vida acadêmica e profissional. Eu fui para a primeira consulta de psiquiatra, ele receitou Lind 30mg, 1x ao dia e Viverdal, 1x a noite. Eu não comecei a tomar, pois eu tenho medo dos efeitos colaterais (sim, eu sempre leio bulas hehehe). Portanto, eu não tenho o diagnóstico para confirmar se posso tomar essas medicações. Eu tenho traumatismo craniano, ainda tomo Keppra (250mg), que é um anticonvulsivante. Qual passo seria o ideal? Fazer avaliação neuropsicológica? Ou procurar a segunda opinião?
6 respostas
O diagnóstico é clínico e não requer necessariamente uma Avaliação Neuropsicológica, que ajuda nesse processo, mas não é o que define o diagnóstico. Se você está na dúvida, recomendo uma avaliação com outro psiquiatra.
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Procure primeiro o Neurologista para ver como está sua parte neurológica. Aconselho não tomar os remédios prescritos antes disso.Se continuar em dúvida procure outra opinião psiquiátrica. Posso te atender pq discordo da prescrição
Boa tarde, Esse tipo de dúvida é comum nesse início de investigação. Para TDAH e TAG, o diagnóstico é principalmente clínico, baseado na sua história, sintomas e impacto no dia a dia; a avaliação neuropsicológica pode ajudar, mas não é obrigatória para iniciar tratamento. Ter tido TCE e usar anticonvulsivante é um ponto importante e precisa ser considerado com cuidado na escolha das medicações. Na prática, se você ainda está inseguro, faz sentido sim buscar uma segunda opinião antes de iniciar, para entender melhor o diagnóstico e a proposta de tratamento. Começar com mais clareza costuma trazer mais segurança no uso das medicações.
A avaliação de sintomas como dificuldade de foco, concentração, ansiedade e prejuízo acadêmico ou profissional em adultos exige uma investigação cuidadosa, principalmente quando existe histórico de traumatismo craniano e uso de anticonvulsivante. O diagnóstico de TDAH em adultos é clínico e considera história desde a infância, padrão de sintomas, impacto funcional e exclusão de outras causas que podem mimetizar o quadro, como transtornos de ansiedade, alterações do sono, depressão ou consequências cognitivas após trauma neurológico. A avaliação neuropsicológica pode ser uma ferramenta útil para analisar atenção, memória, funções executivas e funcionamento cognitivo, mas não substitui a avaliação psiquiátrica. Uma segunda opinião também pode ser considerada caso você ainda esteja inseguro em relação ao diagnóstico ou ao plano terapêutico. Como você utiliza Keppra® (levetiracetam) e possui antecedente de traumatismo craniano, é importante que o psiquiatra considere todo o histórico neurológico antes de iniciar ou ajustar medicações. O ideal é conversar novamente com o médico, esclarecer os objetivos de cada medicamento, possíveis efeitos adversos e alternativas. O tratamento da ansiedade (TAG), TDAH em adultos e outros sintomas psiquiátricos deve ser individualizado, buscando equilíbrio entre eficácia, segurança e qualidade de vida.
Sua cautela é compreensível, principalmente porque existe histórico de traumatismo craniano e uso de Keppra (levetiracetam). O diagnóstico de TDAH em adultos é essencialmente clínico e não depende obrigatoriamente de avaliação neuropsicológica, embora ela possa ser útil em casos selecionados para caracterizar atenção, memória e funções executivas. Antes de iniciar um estimulante, é importante que o psiquiatra conheça detalhadamente seu histórico neurológico, motivo atual do Keppra, presença ou não de crises epilépticas e demais medicamentos. Ansiedade também pode produzir dificuldade importante de concentração e precisa entrar no diagnóstico diferencial. Uma segunda opinião é perfeitamente possível se você ainda não se sente seguro com a avaliação inicial. Neurologista e psiquiatra podem trabalhar conjuntamente quando existem TDAH, traumatismo craniano e tratamento anticonvulsivante.
Uma segunda opinião é válida, e você não precisa chegar a ela com uma avaliação neuropsicológica pronta. O diagnóstico de TDAH é clínico; os testes podem complementar a investigação, mas não confirmam nem excluem o diagnóstico sozinhos. No seu caso, o histórico de traumatismo craniano faz diferença: precisamos entender quais dificuldades já existiam na infância e o que surgiu ou mudou depois do trauma. A ansiedade também pode comprometer a concentração e coexistir com TDAH. Uma avaliação neuropsicológica pode ajudar a caracterizar essas dificuldades, especialmente quando há dúvidas sobre atenção, memória e funcionamento após o traumatismo. Sobre as medicações, a bula descreve possibilidades, mas não determina quais efeitos você terá. Sua preocupação merece uma explicação que considere o histórico neurológico, o motivo do uso de Keppra e o objetivo de cada medicamento prescrito. Como a dúvida sobre o diagnóstico e a segurança impediu você de começar, esclarecer esses pontos é parte do cuidado. Essa investigação pode começar em teleconsulta, com as receitas e os registros do acompanhamento neurológico, definindo a partir daí quais avaliações complementares ou presenciais serão necessárias.
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.

