existe interação medicamentosa entre fluvoxamina e kaloba/imunoflan?

existe interação medicamentosa entre fluvoxamina e kaloba/imunoflan?

8 respostas


Não há uma interação clássica muito conhecida entre fluvoxamina e Kaloba/Imunoflan, mas isso não significa que a associação seja sempre livre de risco.

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De modo geral, não existe uma interação amplamente reconhecida e considerada grave entre a fluvoxamina e esses produtos utilizados para sintomas respiratórios ou suporte imunológico. Ainda assim, quando falamos de fitoterápicos, suplementos e medicamentos de venda livre, é sempre importante ter cautela, porque nem todas as interações são bem estudadas e a composição pode variar conforme o fabricante. Na prática, se um paciente em uso de fluvoxamina pretende utilizar esses produtos, costumo orientar que informe o médico responsável pelo tratamento, especialmente se surgirem sintomas novos ou inesperados após o início da associação.


Não, porém fluvoxamina pode interagir com vários outros medicamentos


Até o momento, não existe uma interação medicamentosa clinicamente importante e bem estabelecida entre a fluvoxamina e o Kaloba® (Pelargonium sidoides) ou o Imunoflan®. Ainda assim, essa associação merece cautela. A fluvoxamina é um antidepressivo da classe dos ISRS e inibe importantes enzimas do fígado (especialmente CYP1A2 e CYP2C19), podendo aumentar os níveis de diversos medicamentos. Já o Kaloba® e o Imunoflan® possuem composição diferente e, em geral, não apresentam interações relevantes descritas com a fluvoxamina. Também é importante considerar que fitoterápicos e imunomoduladores podem variar em composição conforme a formulação e a marca. Por isso, a ausência de uma interação conhecida não significa risco zero. Na prática, se o Kaloba® ou o Imunoflan® foram utilizados por curto período para infecções respiratórias, a probabilidade de uma interação clinicamente significativa com a fluvoxamina é considerada baixa. Converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento antes de iniciar fitoterápicos ou suplementos de uso contínuo, especialmente se utilizar outros medicamentos além da fluvoxamina. Respeitosamente, Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva


A interação entre fluvoxamina e Kaloba® (Pelargonium sidoides) ou Imunoflan® (extrato de hera – Hedera helix, dependendo da apresentação) não é considerada uma interação medicamentosa importante ou bem estabelecida na literatura. Porém, como os estudos com fitoterápicos são mais limitados do que com medicamentos convencionais, é recomendado ter cautela. A fluvoxamina é um antidepressivo da classe dos ISRS (inibidores seletivos da recaptação de serotonina), utilizado principalmente em quadros como transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), ansiedade, depressão e outros transtornos relacionados. Ela possui potencial para interagir com vários medicamentos por inibir enzimas hepáticas (principalmente CYP), mas não há uma interação conhecida relevante com esses fitoterápicos. Alguns cuidados: Verifique a composição exata do produto, pois alguns “imunomoduladores” ou suplementos podem conter vários ativos; Observe se há surgimento de sintomas diferentes, como agitação, piora da ansiedade, tontura, náuseas ou alterações gastrointestinais; Evite associar vários suplementos ao mesmo tempo sem informar ao médico, principalmente durante tratamento psiquiátrico. Se a fluvoxamina foi prescrita para TOC, ansiedade, depressão ou transtornos de humor, é importante manter o psiquiatra informado sobre qualquer medicamento ou fitoterápico utilizado. Você poderia informar qual é a composição do Imunoflan que você usa (foto do rótulo ou princípios ativos) e a dose da fluvoxamina (ex.: 50 mg, 100 mg, 200 mg)? Isso permite uma avaliação mais precisa.


A fluvoxamina é um antidepressivo da classe dos ISRS (inibidores seletivos da recaptação de serotonina), utilizado principalmente no tratamento de transtorno de ansiedade, depressão, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e outros transtornos de humor. Em relação ao Kaloba® (Pelargonium sidoides) e ao Imunoflan®, não existe uma interação medicamentosa bem estabelecida e comprovada com a fluvoxamina. Entretanto, como são produtos fitoterápicos/suplementos, podem possuir diferentes componentes e seus efeitos junto aos antidepressivos nem sempre são completamente estudados. É importante observar sintomas novos após a associação, como aumento de ansiedade, irritabilidade, insônia, agitação, alterações de humor, tontura ou desconfortos gastrointestinais. Além disso, a fluvoxamina possui várias interações conhecidas com outros medicamentos, por isso sempre é recomendado informar ao psiquiatra todos os remédios e suplementos utilizados. Se o uso for contínuo ou se você estiver em tratamento para depressão, transtorno de ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico ou transtornos de humor, o ideal é confirmar com o médico que acompanha seu tratamento antes de manter a combinação por longos períodos.


A fluvoxamina é um antidepressivo da classe dos ISRS (inibidores seletivos da recaptação de serotonina) e possui importante ação no metabolismo de alguns medicamentos pelo fígado. Já o Kaloba® (Pelargonium sidoides) e o Imunoflan® são produtos utilizados principalmente para sintomas respiratórios, mas a quantidade de estudos sobre interações desses produtos com antidepressivos é limitada. Até o momento, não há uma interação medicamentosa bem estabelecida entre fluvoxamina e Kaloba/Imunoflan que contraindique automaticamente o uso conjunto. Porém, como a fluvoxamina pode interagir com diversas substâncias e alguns fitoterápicos/suplementos podem ter composição variável, é importante utilizar esses produtos com orientação profissional, principalmente se houver outros medicamentos em uso. Também é importante observar qualquer mudança após iniciar a combinação, como aumento de ansiedade, agitação, insônia, irritabilidade, tremores ou alterações de humor. Se a fluvoxamina foi prescrita para condições como transtorno de ansiedade, depressão, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), crises de ansiedade ou pensamentos intrusivos, mantenha o acompanhamento com o psiquiatra e informe sempre o uso de medicamentos, fitoterápicos e suplementos.


A segurança da associação depende da composição exata dos produtos, especialmente no caso de marcas ou suplementos que podem ter diferentes princípios ativos e formulações. A fluvoxamina possui potencial relevante de interação porque interfere em enzimas responsáveis pelo metabolismo de diversos medicamentos. O Kaloba costuma conter extrato de Pelargonium sidoides, mas ainda assim é prudente considerar histórico de problemas hepáticos e outros medicamentos utilizados. Já “Imunoflan” precisa ser avaliado pela composição específica da apresentação que você possui; não é seguro concluir apenas pelo nome comercial. Portanto, leve ou envie ao médico/farmacêutico a fotografia da composição completa e das concentrações antes de associá-los. Em tratamentos psiquiátricos, fitoterápicos e suplementos também devem constar da lista de medicamentos, pois “natural” não significa automaticamente ausência de interação.

Dra. Joyce Moreno

Dra. Joyce Moreno

Psiquiatra

Rio de Janeiro

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