Faço tratamento com Escitalopram 15 mg, Fluvoxamina 50 mg, Alprazolam 0,25 mg duas vezes ao dia e La
Faço tratamento com Escitalopram 15 mg, Fluvoxamina 50 mg, Alprazolam 0,25 mg duas vezes ao dia e Lamotrigina 50 mg. Porém, como estou em tratamento de gastrite e tenho muitas náuseas, preciso recorrer com frequência a medicamentos antieméticos, até mesmo porque tenho grave fobia de vômito. Entretanto, li que não é recomendado o uso de Dramin associado às medicações que uso por causar excesso de sonolência e outros eventuais sintomas mais sérios e que a ondansetrona é contraindicada devido ao risco de síndrome serotoninérgica com o escitalopram e a fluvoxamina. Considerando que não posso fazer uso de bromoprida e metoclopramida por reações graves que já tive, o que seria mais indicado no meu caso? Será que tomar o Dramin em casos de urgência poderia gerar reações graves?
5 respostas
O seu caso exige uma avaliação individualizada, pois há uma combinação de medicações psiquiátricas e uma condição gastrointestinal com náuseas frequentes e fobia de vômito (emetofobia). A preocupação com interações é pertinente, principalmente porque você utiliza escitalopram e fluvoxamina, que atuam no sistema serotoninérgico. O Dramin (dimenidrinato) pode causar aumento de sonolência, tontura, redução da atenção e potencial intensificação de efeitos sedativos quando associado ao alprazolam e outros medicamentos que atuam no sistema nervoso central. Porém, isso não significa necessariamente que uma utilização eventual irá causar uma reação grave em todas as pessoas; o risco depende de fatores como dose, sensibilidade individual, idade, outras condições de saúde e frequência de uso. A ondansetrona realmente merece cautela quando combinada com medicamentos serotoninérgicos, pois existe uma preocupação teórica e clínica com síndrome serotoninérgica, embora esse risco seja considerado incomum e dependa do contexto. A decisão de utilizar deve ser feita pelo médico que conhece seu histórico, doses e fatores de risco. Como você já apresentou reações importantes com bromoprida e metoclopramida, o ideal é conversar com seu psiquiatra e também com o médico que acompanha a gastrite para definir uma estratégia segura. Pode ser necessário avaliar alternativas, ajustar o tratamento da causa das náuseas e considerar também o impacto da ansiedade, fobia de vômito, crises de ansiedade e sintomas gastrointestinais associados ao estresse. O acompanhamento psiquiátrico é importante para equilibrar o controle de ansiedade, depressão, transtorno do pânico, insônia, irritabilidade e qualidade de vida, evitando tanto sintomas mal controlados quanto excesso de efeitos colaterais. Não faça testes de combinações de medicamentos por conta própria, especialmente envolvendo vários fármacos que atuam no sistema nervoso central.
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O seu caso realmente exige cautela, pois algumas das medicações que você utiliza podem interagir entre si ou com antieméticos. O Dramin® (dimenidrinato) não costuma apresentar uma interação grave com o Escitalopram, a Fluvoxamina, a Lamotrigina ou o Alprazolam. O principal risco é a potencialização da sonolência, da lentificação dos reflexos e da sedação, especialmente quando associado ao Alprazolam. Em uso ocasional, para controle de uma crise de náusea, geralmente é bem tolerado pela maioria dos pacientes, desde que sejam observados os cuidados com atividades que exijam atenção, como dirigir. Em relação à Ondansetrona, embora exista um alerta teórico sobre aumento do risco de síndrome serotoninérgica quando associada a antidepressivos serotoninérgicos, esse evento é considerado raro na prática clínica. Ainda assim, como você faz uso concomitante de Escitalopram e Fluvoxamina, a decisão deve ser individualizada. Como você relata reações importantes à Metoclopramida e à Bromoprida, a escolha do antiemético passa a depender da causa das náuseas, da frequência dos sintomas e do perfil de interações medicamentosas. Nessas situações, uma reavaliação do tratamento costuma ser a melhor estratégia, pois muitas vezes é possível controlar as náuseas ajustando a medicação psiquiátrica ou escolhendo um antiemético mais adequado ao conjunto de medicamentos que você utiliza. Respeitosamente, Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
O seu caso envolve uma situação que merece uma avaliação individualizada, pois há uso simultâneo de medicamentos psiquiátricos com ação no sistema nervoso central e uma história de náuseas importantes, gastrite, fobia de vômito e reações prévias a alguns antieméticos. O Dramin® (dimenidrinato) não é uma contraindicação absoluta para quem usa escitalopram, fluvoxamina, alprazolam e lamotrigina, mas exige cautela. O principal problema é o efeito somatório de sedação, sonolência, redução de atenção e lentificação psicomotora, especialmente pela associação com o alprazolam, que também é um depressor do sistema nervoso central. Em algumas pessoas pode causar tontura intensa, confusão, dificuldade de concentração e maior risco de quedas, mas uma dose eventual, quando indicada e orientada pelo médico, geralmente não está associada a reações graves na maioria dos pacientes. Sobre a ondansetrona, existe uma preocupação teórica de aumento do risco de síndrome serotoninérgica quando associada a medicamentos serotoninérgicos, como escitalopram e fluvoxamina. Entretanto, esse risco é considerado baixo e a decisão depende do contexto clínico, das doses utilizadas e da avaliação médica. A síndrome serotoninérgica é rara, mas deve ser reconhecida por sinais como agitação importante, confusão, sudorese intensa, tremores, febre, diarreia, rigidez muscular ou aumento exagerado dos reflexos. Como você não tolera metoclopramida e bromoprida, o ideal é que o médico que acompanha seu caso avalie alternativas considerando: a causa das náuseas (gastrite, refluxo, ansiedade, efeito medicamentoso ou hipersensibilidade gastrointestinal); a necessidade de tratar a própria fobia de vômito, que pode amplificar a percepção dos sintomas; opções antieméticas com menor risco de interação no seu perfil. Também é importante revisar se a combinação escitalopram + fluvoxamina foi planejada pelo psiquiatra, pois ambos atuam na serotonina e a associação exige acompanhamento cuidadoso, incluindo avaliação de efeitos adversos e interações. Se o uso do Dramin for apenas em situações pontuais de crise, converse com seus médicos sobre uma estratégia de resgate segura. Evite tomar repetidamente por conta própria, principalmente junto ao alprazolam, e procure orientação caso as náuseas sejam frequentes, pois pode ser mais eficaz tratar a causa de base do que depender de antieméticos de forma recorrente.
Seu questionamento é muito pertinente, pois você está usando uma combinação de medicamentos que atuam no sistema nervoso central e no sistema da serotonina, além de ter uma condição que aumenta a preocupação com náuseas e vômitos. Nesse cenário, a escolha do antiemético deve realmente ser individualizada pelo médico. O Dramin® (dimenidrinato) não é considerado um medicamento proibido com o seu esquema atual, mas merece cautela. Ele pode causar sonolência, tontura, redução dos reflexos, sensação de lentidão e confusão, efeitos que podem ser potencializados pelo uso concomitante de alprazolam e outros medicamentos com ação sedativa. Em uma utilização pontual, muitas pessoas toleram bem, mas o risco de sedação excessiva existe, especialmente dependendo da dose, idade, sensibilidade individual e outros fatores. Sobre a ondansetrona, a preocupação com síndrome serotoninérgica quando associada a antidepressivos como escitalopram e fluvoxamina é discutida na literatura, mas é uma interação que precisa ser avaliada no contexto clínico individual. Além disso, a ondansetrona pode ter outro ponto de atenção: o risco de prolongamento do intervalo QT (alteração elétrica do coração), principalmente em pessoas com outros fatores de risco ou usando outros medicamentos que também possam influenciar esse aspecto. Como você já apresentou reações importantes a metoclopramida e bromoprida, o ideal é não escolher um antiemético apenas por tentativa. Uma consulta com seu psiquiatra e/ou gastroenterologista pode ajudar a definir uma opção mais segura, considerando: o motivo das náuseas (gastrite, refluxo, ansiedade, efeito medicamentoso ou combinação); sua fobia de vômito (emetofobia), que pode amplificar sintomas físicos de ansiedade; todas as medicações em uso; risco de sedação e interações. Também vale revisar se algum dos seus próprios medicamentos pode estar contribuindo para náuseas. A associação de escitalopram, fluvoxamina e alprazolam exige acompanhamento psiquiátrico cuidadoso, principalmente para equilibrar sintomas como ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, depressão, insônia, transtornos de humor e fobias. Se em uma situação pontual você precisar de um antiemético, o mais seguro é ter previamente uma orientação médica registrada sobre qual usar e em qual dose, em vez de decidir durante uma crise de náusea ou pânico.
No seu caso, é importante ter cautela porque há escitalopram + fluvoxamina, dois medicamentos serotoninérgicos, além de alprazolam e lamotrigina. O Dramin® (dimenidrinato) pode aumentar bastante sonolência, tontura e redução da atenção quando associado ao alprazolam, mas isso não significa que uma dose ocasional necessariamente provoque uma reação grave. O risco depende da dose, sensibilidade individual e de outros fatores. A ondansetrona merece avaliação médica, pois pode prolongar o QT e, quando combinada com medicamentos serotoninérgicos, existe uma preocupação teórica e rara com síndrome serotoninérgica. Isso não significa que seja automaticamente contraindicada, mas sua utilização deve ser individualizada. Como você já apresentou reações graves à bromoprida e à metoclopramida, não é recomendável escolher outro antiemético por conta própria. O mais seguro é seu médico avaliar qual opção apresenta menor risco considerando todo o esquema psiquiátrico e o tratamento da gastrite. Em situação de vômitos persistentes, desidratação, desmaio, palpitações, confusão, rigidez muscular ou agitação importante, procure atendimento imediatamente.
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.
