faço tratamento para depressão há quase um ano. recentemente estou tomando donaren. no meu caso a de

faço tratamento para depressão há quase um ano. recentemente estou tomando donaren. no meu caso a depressão é baixa energia, isolamento e desânimo. tive melhoras com o remédio, mas hoje fui à psiquiatra e diante do que relatei, ela acha que talvez possa ter autismo. sendo assim me deu encaminhamento para fazer teste de autismo e TDAH com neuropsicólogo. como são esses testes?

7 respostas


A avaliação neuropsicológica costuma envolver entrevista clínica, questionários e testes de atenção, memória, funções executivas, linguagem e comportamento. Mas a avaliação neuropsicológica não é necessária para fechar o diagnóstico de transtorno do desenvolvimento, como TDAH ou autismo, até porque independente da realização dela é necessária a avaliação clínica por parte do médico.

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A avaliação neuropsicológica para autismo e TDAH em adultos normalmente envolve várias etapas e não se resume a um único teste: são realizadas entrevistas sobre desenvolvimento desde a infância, funcionamento escolar, profissional, social e emocional, além de instrumentos padronizados e testes de atenção, memória, funções executivas, linguagem e outros aspectos cognitivos conforme a necessidade. Questionários específicos podem complementar a investigação de características de TEA e TDAH, mas o diagnóstico final precisa integrar resultados dos testes, história clínica e avaliação profissional, porque depressão, ansiedade, trauma, alterações do sono e outros transtornos podem produzir sintomas semelhantes. O encaminhamento da sua psiquiatra é justamente útil para construir esse diagnóstico diferencial de maneira mais objetiva.

Dra. Joyce Moreno

Dra. Joyce Moreno

Psiquiatra

Rio de Janeiro

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Essa avaliação costuma incluir entrevistas, questionários e tarefas de atenção, memória e organização, geralmente distribuídos em alguns encontros. Para investigar autismo, também se examinam a comunicação, as relações e os padrões de comportamento desde a infância. Os resultados ajudam, mas nenhum teste isolado confirma autismo ou TDAH. Como você percebeu melhora da depressão, eu daria atenção ao que mudou com o tratamento e ao que continuou difícil mesmo nos períodos em que se sentiu melhor. Interessa entender, por exemplo, se o isolamento acompanha o desânimo ou se estar com outras pessoas já era difícil muito antes dessa fase. A mesma atenção vale para dificuldades antigas de organização e concentração. Reconstruir essa história permite interpretar os testes sem colocar tudo na conta da depressão nem transformar sintomas dela em outro diagnóstico.


O neuropsicólogo vai conversar longamente com você sobre a sua história de vida. Ele vai perguntar sobre o seu desenvolvimento na infância (como era na escola, nas amizades), em 10 sessoes saber de sua rotina atual, seu histórico médico, as dificuldades no trabalho ou nos relacionamentos e os motivos que levaram a procura médica, realizar testes precisos


A avaliação neuropsicológica para transtorno do espectro autista (TEA) e TDAH não costuma ser um único “teste” que fornece sozinho o diagnóstico. Geralmente envolve entrevista clínica detalhada, história do desenvolvimento desde a infância e aplicação de instrumentos padronizados. Para TDAH, podem ser avaliadas atenção sustentada e seletiva, memória de trabalho, controle inibitório, impulsividade e funções executivas. Na investigação do autismo, são explorados comunicação e interação social, padrões repetitivos, interesses restritos, questões sensoriais e desenvolvimento ao longo da vida. Questionários e escalas podem complementar a investigação. O neuropsicólogo integra os resultados em um relatório, que deve ser interpretado juntamente com a avaliação clínica pelo profissional responsável pelo diagnóstico.


Olá. Antes de tudo, o Donaren é cloridrato de trazodona, e é boa notícia você ter percebido melhora com o tratamento. Sobre os testes: a avaliação neuropsicológica não é uma prova, e não dá para estudar para ela. Costuma ocorrer em algumas sessões, somando algumas horas, e começa por uma entrevista detalhada sobre a sua história, desde a infância até hoje. Depois vem a aplicação de instrumentos padronizados. Para TDAH, costumam entrar questionários específicos, testes de atenção sustentada, memória de trabalho, velocidade de processamento e funções executivas, que avaliam planejamento e controle de impulso. Para autismo, entram protocolos próprios, com observação de interação e comunicação em situações estruturadas, além de entrevista sobre desenvolvimento, sensibilidades sensoriais, rotinas e interesses. Duas dicas práticas que melhoram muito o resultado: leve alguém que conviveu com você na infância, em geral pai ou mãe, e leve boletins, relatórios escolares e fotos ou vídeos antigos, se houver. Um cuidado importante: depressão em atividade reduz desempenho em testes de atenção e memória e acentua isolamento, o que pode confundir a leitura. Por isso o resultado sempre é interpretado junto com o momento clínico. No fim, os testes são auxiliares: quem fecha o diagnóstico é o médico, reunindo história, exame e resultados. Esta resposta é informativa e não substitui uma avaliação médica individualizada.


A avaliação costuma incluir entrevistas, questionários e tarefas de atenção, memória e planejamento. O neuropsicólogo também conversa sobre sua rotina, suas relações e sua história desde a infância. Nenhum teste isolado confirma autismo ou TDAH. A depressão pode afetar o desempenho e é considerada na interpretação dos resultados.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.