fiz demame de dexametasona e estou sentindo formigamento nos pés. estou com uma infecção na boca e o
fiz demame de dexametasona e estou sentindo formigamento nos pés. estou com uma infecção na boca e o dentista me passou metronizadol e o formigamento nos pes piorou. seá que foi o metronizadol? é normal? em quanto tempo deve parar?
5 respostas
Olá. Entendo sua preocupação com a piora do formigamento nos pés logo após iniciar o Metronidazol, especialmente enquanto faz o desmame da Dexametasona. O formigamento (parestesia) pode ocorrer tanto pela retirada do corticoide quanto, em alguns casos, como um efeito adverso neurológico de antibióticos. Quando um sintoma desse tipo piora após iniciar uma nova medicação, é fundamental reavaliar o uso dela com quem prescreveu para evitar progressão. Para eu entender melhor seu quadro: há quanto tempo você usa o corticoide e qual era a dose? Você tem diagnóstico de diabetes? Sugiro que entre em contato hoje com o dentista para avaliar a troca do antibiótico e agende uma consulta com endocrinologista para guiarmos esse desmame com segurança. Dr. Guilherme Borges de Andrade – Endocrinologista | CRM-GO 20170 | RQE 13807
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O formigamento nos pés pode ter diferentes causas, e é importante avaliar o contexto clínico completo. O metronidazol, embora geralmente bem tolerado, pode em alguns casos causar neuropatia periférica (formigamento, dormência), especialmente quando usado por períodos prolongados ou em doses elevadas. Quando isso ocorre, os sintomas costumam melhorar após a suspensão do medicamento, mas o tempo de recuperação pode variar. Já o desmame de corticoides como a dexametasona pode provocar uma série de sintomas inespecíficos, mas formigamento não é um efeito clássico isolado- o que reforça a necessidade de avaliação médica. Como houve piora após o início do antibiótico, é importante informar seu médico ou dentista o quanto antes para que avaliem a necessidade de ajuste ou troca da medicação. Caso o formigamento seja intenso, progressivo ou associado a fraqueza, procure atendimento médico para avaliação presencial.
O formigamento nos pés pode ter relação com diferentes fatores. O metronidazol pode, em algumas situações, causar neuropatia periférica (alteração dos nervos), principalmente em tratamentos prolongados ou doses elevadas, mas é um efeito incomum. O desmame da dexametasona também merece atenção, pois o organismo pode precisar de tempo para readaptar a produção natural de cortisol, além de alterações de glicemia, eletrólitos ou outras condições poderem contribuir para sintomas neurológicos. Se o formigamento piorou após iniciar o antibiótico, é importante informar o médico ou dentista para avaliar a continuidade e investigar a causa. O endocrinologista pode avaliar metabolismo, glicemia, função hormonal e possíveis alterações relacionadas ao uso de corticoides e medicamentos.
O formigamento nos pés (parestesia) pode estar relacionado a diferentes fatores, e, no seu caso, é importante considerar tanto a dexametasona quanto o metronidazol, além de outras causas. Com base nas evidências científicas, a situação pode ser analisada da seguinte forma: A dexametasona não está frequentemente associada ao aparecimento de parestesias. Embora corticosteroides possam provocar efeitos adversos como alterações do metabolismo da glicose, retenção de líquidos, alterações de humor e, em casos específicos, fraqueza muscular, o surgimento de formigamento nos pés não é considerado um efeito típico. Por outro lado, o metronidazol é um medicamento cuja toxicidade sobre o sistema nervoso periférico é bem documentada. A neuropatia periférica induzida por metronidazol caracteriza-se por sintomas como formigamento, dormência, sensação de queimação e diminuição da sensibilidade, geralmente iniciando-se nos pés e podendo progredir para as mãos. Esse efeito adverso é mais comum em tratamentos prolongados (geralmente superiores a duas semanas) ou com doses cumulativas elevadas. Entretanto, há relatos de neuropatia surgindo após períodos mais curtos de tratamento, especialmente em indivíduos mais suscetíveis. No seu relato, o fato de o formigamento já existir após o uso da dexametasona e ter piorado após o início do metronidazol torna plausível que o metronidazol tenha exacerbado um sintoma pré-existente, embora não seja possível afirmar essa relação com certeza sem avaliação clínica. Em relação à duração dos sintomas, se o metronidazol for realmente o responsável, o quadro costuma apresentar a seguinte evolução: Em casos leves, os sintomas podem começar a melhorar em dias a poucas semanas após a suspensão do medicamento. Em alguns pacientes, a recuperação pode levar meses, pois a regeneração dos nervos periféricos é lenta. Em situações raras, principalmente após uso prolongado ou altas doses, podem permanecer sequelas permanentes. Como o formigamento piorou após o início do metronidazol, é recomendável que você entre em contato com o dentista ou com o médico que prescreveu o medicamento ainda hoje para relatar o sintoma. Pode ser necessário substituir o antibiótico, dependendo da gravidade da infecção e da avaliação do profissional. Não interrompa o tratamento por conta própria, pois infecções odontológicas podem evoluir e exigir tratamento adequado. Procure atendimento médico imediatamente se ocorrer qualquer um dos seguintes sinais: fraqueza nas pernas; dificuldade para caminhar; perda importante da sensibilidade; formigamento rapidamente progressivo; alterações na fala, visão ou consciência. Se o formigamento for leve e restrito aos pés, sem fraqueza, a situação costuma permitir uma avaliação em curto prazo pelo profissional que prescreveu o medicamento, mas não deve ser ignorada.
O formigamento nos pés não deve ser considerado automaticamente uma consequência normal do desmame da dexametasona. O metronidazol também pode, em determinadas situações, estar associado a sintomas neurológicos, incluindo parestesias e neuropatia periférica, especialmente com tratamentos prolongados ou doses elevadas. Como houve piora do formigamento após o início do antibiótico, é importante comunicar o dentista ou médico responsável para avaliar a relação temporal, a necessidade de manutenção do tratamento e outras possíveis causas. Se houver fraqueza, dificuldade para caminhar, perda de sensibilidade ou progressão rápida dos sintomas, procure atendimento médico com prioridade.
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