Fiz químio 25 rádio e 4 braquiterapia agora depois de 3 meses tô sentido muita cólica e for pélvica

Fiz químio 25 rádio e 4 braquiterapia agora depois de 3 meses tô sentido muita cólica e for pélvica será normal?

4 respostas


Após tratamentos como radioterapia e braquiterapia, algumas pacientes podem apresentar desconfortos pélvicos, cólicas ou sensação de dor na região, principalmente nos primeiros meses. Porém, é importante que você seja avaliada pelo seu médico para entender melhor a intensidade, frequência e a causa desses sintomas. Nem toda dor significa algo grave, mas merece investigação e acompanhamento adequado.

Dr. Hugo Negreiros

Dr. Hugo Negreiros

Cirurgião oncológico

Manaus

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O tratamento local para um tumor com técnicas de radioterapia , principalmente a "externa" pode alcançar outros órgãos, atém mesmo para ser dada uma "margem de segurança" ao redor de uma lesão. A ação da radioterapia dura ainda alguns meses, e mesmo após esse efeito passar, as sequelas que podem persistir podem manter sintomas por um longo periodo de tempo. É importante levar esta queixa para a equipe que realiza o acompanhamento a fim de afastar outros problemas e tentar ajustes de medicações e alimentares quanto a possibilidade de melhora.


Olá! Nesse caso, embora possa ser normal, se você tem muita dor, é importante sim que seja examinada e que seu médico avalie pedir exames para investigar melhor.


Cólica e dor pélvica são sintomas relativamente comuns nesse período pós-tratamento, mas precisam de avaliação — não devem ser simplesmente atribuídos à "cicatrização". Após quimiorradioterapia associada à braquiterapia, é esperado algum grau de desconforto pélvico decorrente da resposta inflamatória e cicatricial do tecido (fibrose actínica), podendo durar meses e evoluir de forma gradual, inclusive surgindo ou piorando algum tempo depois do fim do tratamento — não apenas nos primeiros dias. Porém, aos 3 meses, dor pélvica persistente ou nova também pode sinalizar outras causas que precisam ser descartadas, como cistite ou proctite actínica, disfunção do assoalho pélvico, infecção, ou, menos comumente, sinais de resposta inadequada ao tratamento — por isso não dá para afirmar que "é normal" sem exame clínico e de imagem correspondentes ao seu caso. O ideal é retornar ao seu oncologista/radioterapeuta para avaliação presencial, principalmente se a cólica vier acompanhada de febre, sangramento importante, alteração urinária ou intestinal, ou dor que piora progressivamente — sintomas que merecem investigação mais rápida.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.