Fui aplicar uma injeção intrimuscula no paciente e me furei na perna corre risco de contágio pelo hiv?
Fui aplicar uma injeção intrimuscula no paciente e me furei na perna corre risco de contágio pelo hiv?
4 respostas
Se foi após ter aplicado a injeção no paciente, existe risco sim! Precisaria de uma consulta para avaliar sobre a necessidade de PEP (lembrando que a evidência é até 72h).
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Boa noite! Depende de um ponto fundamental: a agulha já havia sido usada no paciente quando você se furou? Se a perfuração ocorreu antes de aplicar a injeção, com a agulha ainda nova e estéril, não há risco de transmissão de HIV, hepatite B ou hepatite C. Se a agulha já havia entrado no paciente e depois perfurou sua pele, isso deve ser considerado um acidente ocupacional com material biológico. O risco de HIV costuma ser baixo, especialmente com agulha de injeção intramuscular, que geralmente contém menos sangue do que uma agulha usada para coleta venosa, mas não é correto ignorar o acidente. Lave imediatamente o local apenas com água e sabão, sem espremer, cortar ou aplicar produtos irritantes. Comunique o acidente ao serviço e procure atendimento hoje, preferencialmente nas primeiras horas. A profilaxia pós-exposição ao HIV, quando indicada, deve ser iniciada o mais cedo possível e no máximo até 72 horas, sendo utilizada durante 28 dias. Espero ter ajudado. Abraço! O serviço deverá avaliar o tipo de agulha, a profundidade da perfuração, a presença de sangue visível, a situação clínica e os exames do paciente-fonte. Também devem ser verificados seu teste inicial para HIV, sua vacinação e anticorpos contra hepatite B e a necessidade de acompanhamento para hepatite C. Não existe medicação preventiva para hepatite C, mas há acompanhamento com exames para permitir diagnóstico precoce. Em resumo: se a agulha estava limpa, não houve exposição. Se já havia sido usada no paciente, procure imediatamente o serviço responsável por acidentes com material biológico, sem esperar o resultado dos exames para ser avaliado.
É necessário um pouco mais de informações para definir esse risco. Sempre que há um acidente com perfuro-cortantes deve-se fazer teste rápido para HIV, sifilis e hepatites no paciente fonte e em quem se acidentou. Sugiro buscar atendimento médico para determinar o risco e necessidade de profilaxia pós exposição.
Olá! O risco existe, mas é baixo, e esse tipo de acidente tem um protocolo bem definido que deve ser seguido o quanto antes, idealmente nas primeiras 2 horas. Nos acidentes com agulha usada em paciente, o risco médio de transmissão do HIV, quando o paciente vive com o vírus e não faz tratamento, é de cerca de 0,3%. Agulhas de injeção intramuscular costumam carregar menos sangue do que as usadas para coleta de sangue na veia, o que reduz ainda mais esse risco. Se o paciente não tem HIV ou faz tratamento com carga viral indetectável, o risco é praticamente nulo. O que fazer agora: lave o local com água e sabão, sem espremer. Comunique imediatamente a chefia e o serviço de saúde ocupacional ou o controle de infecção da instituição, e emita a CAT. O paciente-fonte deve ser convidado, com consentimento, a fazer testes rápidos de HIV, hepatite B, hepatite C e sífilis. Você deve ser avaliado para a PEP, que precisa começar em até 72 horas se o paciente tiver HIV ou se o resultado for desconhecido, além de verificar sua vacinação e o anti-HBs para hepatite B. O seguimento inclui testes em você no momento do acidente e depois de 30 e 90 dias. Como médico de controle de infecção hospitalar, acompanho esses acidentes com frequência, e a agilidade na notificação faz diferença. Fico à disposição para acompanhá-lo(a) em consulta.
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.

