Há 6 meses faço tratamento para depressão leve crônica com o citalopram (dois comprimidos). Tive mel
Há 6 meses faço tratamento para depressão leve crônica com o citalopram (dois comprimidos). Tive melhoras no humor, mas percebo que o meu sono está ruim. Acordo de duas a 3 vezes de madrugada. Mesmo conseguindo dormir novamente isso se torna um incômodo pra mim e tambem percebo a volta do desânimo em fazer coisas que gostava , como por exemplo os exercícios físicos Isso acontece na depressão?
5 respostas
Sim, acordar à noite e perder o interesse pelas coisas pode fazer parte da depressão ou indicar que o tratamento ainda não está totalmente ajustado. Vale reavaliar com seu médico para otimizar o tratamento.
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Tanto a depressão quanto o citalopram podem tornar seu sono mais leve e menos reparador. Converse com seu psiquiatra, para ver se é o caso de ajustar seu tratamento ou trocar de medicação por uma mais sedativa,
Mesmo em tratamento com Citalopram, ou outros antidepressivos, algumas pessoas ainda apresentam sono fragmentado e retorno de sintomas como desânimo e perda de interesse. Isso pode indicar que o quadro ainda não está totalmente controlado e que há a necessidade de troca de medicação ou reajuste de dosagem. O ideal é reavaliar com seu médico para ajustar o tratamento e melhorar tanto o humor quanto o sono.
Há 6 meses faço tratamento para depressão leve crônica com o citalopram (dois comprimidos). Tive melhoras no humor, mas percebo que o meu sono está ruim. Acordo de duas a 3 vezes de madrugada. Mesmo conseguindo dormir novamente isso se torna um incômodo pra mim e tambem percebo a volta do desânimo em fazer coisas que gostava , como por exemplo os exercícios físicos Isso acontece na depressão?
Sim, o que você descreve é uma situação que aparece com frequência em quem está em tratamento para depressão. Despertares no meio da noite e a volta do desânimo para coisas que antes traziam prazer são chamados de sintomas residuais, ou seja, partes do quadro que melhoraram de forma incompleta com a medicação atual. Não é raro, mas também não deve ser interpretado como algo que "faz parte" do tratamento e precisa ser tolerado. Na maioria das vezes, isso significa que a estratégia atual conseguiu uma melhora parcial, mas não chegou ao ponto ideal, e existem caminhos para fechar essa lacuna, seja revisando a dose, ajustando o horário, considerando uma associação ou pensando em outra abordagem que cuide melhor desses dois pontos específicos. Sono fragmentado e perda de prazer pelas atividades costumam responder bem quando olhados com atenção, e deixar arrastando tem o risco de o quadro voltar a se intensificar. Seis meses é um bom momento para uma reavaliação cuidadosa do tratamento, entender o que melhorou, o que ficou para trás e qual o próximo passo pra você. Caso necessite de acompanhamento estou à disposição para reavaliarmos isso com mais calma.
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