meu esposo possui wolff-parkinson-white ele tem 30 anos e trabalha ativo como Policial Militar , est
meu esposo possui wolff-parkinson-white ele tem 30 anos e trabalha ativo como Policial Militar , esta tendo Pressão alta acima de 16/9 , tem crises de ansiedade já fez ablação mais sem sucesso pois a anomalia que ele possui fica do lado da principal então no meio da cirurgia poderia a principal ser atingida e ele ter que colocar o marca passo . faz acompanhamento anual mais gostaria de se aposentar seria possível?
2 respostas
Entendo sua preocupação. Do ponto de vista médico, WPW + hipertensão não determina aposentadoria automática. A possibilidade de afastamento/reforma depende de incapacidade funcional comprovada em perícia oficial da corporação, considerando risco de arritmia, controle da pressão, sintomas e impacto real na atividade policial. Em militares/servidores, a regra geral de incapacidade permanente exige avaliação pericial formal. Como ele já teve ablação sem sucesso, o ideal é reavaliar com arritmologista (ECG, Holter, teste ergométrico e, se necessário, estudo eletrofisiológico) e com cardiologista para controle rigoroso da PA. Com esse laudo técnico em mãos, vocês conseguem discutir com segurança a parte administrativa/previdenciária. Se quiser, posso organizar um plano objetivo de investigação e um relatório cardiológico direcionado para apoiar essa decisão com a perícia.
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Entendo sua preocupação. Pelo que você descreve, seu esposo tem cerca de 30 anos, é policial militar, possui a síndrome de Síndrome de Wolff-Parkinson-White, foi submetido a uma tentativa de ablação que não pôde ser concluída devido à proximidade da via acessória com o sistema normal de condução elétrica do coração, faz acompanhamento anual e agora apresenta episódios de pressão arterial em torno de **160/90 mmHg**, além de crises de ansiedade. Alguns pontos são importantes: * A **pressão arterial de 160/90 mmHg não é consequência direta da síndrome de WPW**. Ela deve ser investigada, pois pode representar hipertensão arterial, que merece tratamento adequado, especialmente em uma profissão de alto estresse. * A ansiedade também pode elevar temporariamente a pressão e provocar palpitações, mas não explica, sozinha, valores persistentemente elevados. * Em alguns pacientes, quando a via acessória está muito próxima do sistema de condução normal, uma nova ablação pode realmente apresentar maior risco de lesão do nó atrioventricular, com possibilidade de necessidade de implante de marcapasso. Nesses casos, a decisão entre uma nova tentativa de ablação e o tratamento clínico deve ser individualizada por um eletrofisiologista experiente. Quanto à **aposentadoria**, não é possível afirmar apenas com o diagnóstico de WPW. O que é avaliado é o **impacto funcional da doença**. Geralmente são considerados fatores como: * recorrência de taquicardias ou arritmias; * episódios de síncope (desmaios); * risco de eventos durante o exercício da atividade policial; * resposta ao tratamento; * laudos do cardiologista e do eletrofisiologista; * exames como eletrocardiograma, Holter, teste ergométrico e, quando indicado, estudo eletrofisiológico; * capacidade para exercer as atribuições do cargo com segurança. Assim, **ter WPW, por si só, não garante aposentadoria por incapacidade**. Entretanto, se a doença impedir o exercício seguro da função policial, isso pode justificar uma avaliação pela junta médica da corporação, que poderá decidir sobre readaptação, restrições ou aposentadoria, conforme a legislação específica da Polícia Militar do estado em que ele trabalha. Como ele está apresentando pressão alta, eu recomendaria que **não aguardasse apenas o acompanhamento anual**. Vale a pena marcar uma consulta com o cardiologista nas próximas semanas para avaliar a hipertensão, revisar a situação da arritmia e verificar se há necessidade de novos exames ou encaminhamento ao eletrofisiologista. Desejo que ele fique bem e consiga encontrar a melhor solução para sua saúde e sua carreira.
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.

