Meu irmão 34 anos está internado há 10 dias diagnóstico da ressonância magnética saiu hoje médica fa
Meu irmão 34 anos está internado há 10 dias diagnóstico da ressonância magnética saiu hoje médica falou que ele está com coágulo na medula que não tem cirurgia não tem tratamento não tem que fazer somente aguardar para ver se o corpo dele consegue ressecar e absorver esse coágulo mas que a chance dele andar novamente é mínima, isso procede ou existe um modo cirúrgico para resolver esse problema ? ele não mexe as pernas temporariamente mas sente o toque e sente formigamento e dor em algumas partes das pernas
2 respostas
Sinto muito por tudo que vocês estão passando.. imagino o quanto esse momento tem sido difícil. O que a médica explicou faz sentido em alguns casos, sim. Quando há um coágulo (hematoma) dentro ou ao redor da medula, o tratamento depende muito da localização exata, extensão e causa. Em alguns tipos de sangramento medular, a cirurgia pode ser indicada para aliviar a compressão; em outros, especialmente quando o coágulo está dentro da medula (intramedular) e o risco cirúrgico é alto, a conduta costuma ser aguardar e acompanhar com suporte clínico e reabilitação intensiva. O fato de ele sentir o toque, dor e formigamento é um sinal positivo pois mostra que ainda há alguma função preservada, o que traz esperança de recuperação, mesmo que lenta e parcial, porem em uma boa parte dos casos infelizmente deficit fica permanente.
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Sinto muito pelo momento que seu irmão está passando. Diante de um sangramento ou coágulo dentro do canal medular, realmente existem casos em que a cirurgia não é indicada, principalmente quando o hematoma está dentro da medula e não ao redor. Mas antes de concluir que “não há o que fazer”, é fundamental confirmar exatamente a causa desse sangramento. Quando a origem não está totalmente clara, o exame mais importante para complementar a investigação é a arteriografia espinhal. Ela serve para identificar ou descartar causas vasculares que podem provocar hemorragias na medula, como fístulas arteriovenosas ou malformações arteriovenosas (MAVs). Isso é essencial, porque algumas dessas lesões têm tratamento, seja cirúrgico ou endovascular, e podem mudar completamente o prognóstico. Portanto, antes de aceitar que só resta “aguardar”, é muito importante discutir com a equipe a necessidade de uma arteriografia para excluir essas causas tratáveis. Se precisarem, estou à disposição para orientar sobre os próximos passos.
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.


