minha irmã vem tendo desmaios recorrentes e crise convulsiva. foi para o hospital duas v

minha irmã vem tendo desmaios recorrentes e crise convulsiva. foi para o hospital duas vezes e não fizeram exames de imagem alegando crise de ansiedade severa. ela já toma sertralina 50mg e agora o médico passou fluoxetina 40mg, mesmo ela tendo sintomas de TDAH e ele estando ciente não foi a fundo para saber se é válido o questionamento do transtorno ou não. o que devemos fazer quanto a isso? estou em busca dos exames para averiguar as crises.

5 respostas


Ela precisa de uma avaliação neurológica urgentemente. Desmaios e crises convulsivas precisam ser investigadas, averiguando outros sintomas, levantando hipóteses clínicas que precisam ser confirmadas ou descartadas, para se chegar a um diagnóstico correto. Isso envolve uma boa anamnese e exame físico, exames complementares para as hipóteses suspeitas, que podem ser de sangue, eletroencéfalograma, exames imagens ou até punção liquórica. Várias coisas podem causar desmaios e convulsões (se for realmente uma convulsão), desde epilepsia, a alterações metabólicas, tumores, substâncias químicas, etc. Para se concluir que isso possa ser um trantorno CONVERSIVO em psiquiatria, é fundamental que os diagnósticos de exclusão sejam feitos. Procure uma avaliação especializada o mais rápido possível.

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Se sua irmã está apresentando desmaios recorrentes associados a crises convulsivas, esse quadro não deve ser atribuído apenas à ansiedade sem uma investigação adequada. Embora crises de ansiedade e crises não epilépticas possam causar perda de responsividade em algumas pessoas, é fundamental excluir causas neurológicas, cardíacas e metabólicas antes de concluir que a origem é psiquiátrica. É importante que ela seja avaliada por um neurologista, e dependendo do caso, também por um cardiologista. Alguns exames que costumam ser considerados na investigação incluem: Ressonância magnética de encéfalo ou, em situações de urgência, Tomografia computadorizada de crânio; Eletroencefalograma para avaliar atividade elétrica cerebral; exames de sangue (glicemia, eletrólitos como sódio, cálcio e magnésio, função renal e hepática, hemograma, entre outros); avaliação cardíaca com Eletrocardiograma e, em alguns casos, Holter ou outros exames. Sobre a medicação, há um ponto importante: sertralina e fluoxetina pertencem à mesma classe de antidepressivos (ISRS). Em geral, não se inicia fluoxetina mantendo sertralina sem um plano claro de transição, porque isso pode aumentar o risco de efeitos adversos, incluindo a Síndrome serotoninérgica. Vale confirmar se a orientação foi substituir a sertralina pela fluoxetina ou usar as duas juntas. Quanto ao TDAH, a investigação realmente deve ser feita quando ela estiver clinicamente estável. No momento, porém, a prioridade é esclarecer a causa dos desmaios e das crises convulsivas. O diagnóstico de TDAH pode ser avaliado posteriormente por um psiquiatra ou neurologista com experiência no transtorno. Se ela apresentar novamente uma crise com: convulsão prolongada (mais de 5 minutos); crises repetidas sem recuperar a consciência entre elas; dificuldade para respirar; traumatismo importante durante a queda; confusão prolongada após a crise; fraqueza em um lado do corpo ou alteração da fala, ela deve retornar imediatamente ao pronto-socorro. Algumas informações podem ajudar a direcionar a investigação: Qual a idade da sua irmã? Durante as crises ela morde a língua, perde urina ou fica confusa por vários minutos depois? Os desmaios acontecem sempre em situações de estresse ou também em repouso? Ela já realizou algum EEG, tomografia ou ressonância anteriormente?


Sim, vocês devem buscar uma reavaliação médica, principalmente porque desmaios recorrentes e crises convulsivas não devem ser atribuídos à ansiedade sem uma investigação adequada. Embora a ansiedade possa causar desmaios (como na síncope vasovagal) e crises não epilépticas funcionais, também é importante excluir outras causas, como epilepsia, alterações cardíacas, distúrbios metabólicos, doenças neurológicas e, quando indicado, alterações estruturais do cérebro. Dependendo da história clínica e do exame físico, o médico pode solicitar exames como ressonância magnética ou tomografia de crânio, eletroencefalograma (EEG), eletrocardiograma, exames laboratoriais e, em alguns casos, avaliação cardiológica. Em relação ao TDAH, a prioridade neste momento deve ser esclarecer a causa das crises. A investigação do TDAH é importante, mas dificilmente explica episódios de perda de consciência ou convulsões. Após estabilizar e esclarecer esse quadro, uma avaliação psiquiátrica detalhada poderá verificar se os sintomas de desatenção e inquietude realmente são compatíveis com TDAH ou se podem estar relacionados à ansiedade, depressão, alterações do sono ou outras condições clínicas. Se as crises continuarem, ocorrerem lesões durante os episódios, houver confusão prolongada após as crises, perda de força, febre ou qualquer novo sintoma neurológico, procurem atendimento de urgência novamente, de preferência em um serviço que disponha de neurologia. Um diagnóstico correto depende de uma avaliação ampla. Antes de concluir que os sintomas são decorrentes da ansiedade, é fundamental excluir outras causas neurológicas e clínicas potencialmente tratáveis. Respeitosamente, Dr. Fábio Silva


Olá, antes de confirmar um diagnóstico psiquiatrico é sempre importante descartar causas cllínicas e neurológicas, o principal exame usado para diagnóstico de epilepsia com crises convulsivas, além de um bom exame clinico, é o eletroencefalograma, normalmente quando vem normal fala-se mais a favor de um transtorno mental. Dessa forma, além de acompanhar com psiquiatra é importante acompanhmento conjunto com Neurologista.


Se ela está realmente tendo crises de desmaios recorrentes e até "convulsiva", não é sobre TDAH que vocês devem se preocupar. Não faz sentido. Existe uma hierarquia de transtornos a serem tratados primeiro que outros.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.