o que fazer para lidar com crises sensoriais no TEA?
o que fazer para lidar com crises sensoriais no TEA?
6 respostas
Em momentos de crise sensorial, normalmente ajuda reduzir estímulos, evitar muitas informações ao mesmo tempo e buscar estratégias que auxiliem na regulação da pessoa. Mas cada indivíduo possui necessidades sensoriais muito particulares, então uma avaliação com terapeuta ocupacional pode ajudar a compreender melhor os gatilhos, necessidades e estratégias mais adequadas para cada caso.
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É necessário conhecer com detalhes quais as dificuldades sensoriais do paciente e como interferem na sua rotina e funcionalidade. Uma avaliação com o profissional Terapeuta Ocupacional é indicada. O acompanhamento terapêutico pode trazer muitos benefícios. Conhecer as alterações do processamento das informações sensoriais é o melhor caminho para compreender as dificuldades do paciente e ajudá-lo a desenvolver estratégias para lidar com o seu perfil sensorial ao longo da vida.
As crises sensoriais são uma forma da criança comunicar que seu cérebro está tendo dificuldade para processar as informações do ambiente naquele momento. Por isso, é fundamental compreender quais estímulos podem estar ocasionando essa sobrecarga e como ela responde a eles no dia a dia. Durante a crise, procure reduzir os estímulos do ambiente (sons, luzes, muitas pessoas), oferecer segurança e evitar exigir que a criança converse ou se organize imediatamente. Depois, observe quais situações costumam anteceder esses momentos: mudanças de rotina, barulhos, espera prolongada, excesso de estímulos ou determinadas atividades. Na Terapia Ocupacional, conseguimos ajudar identificando os gatilhos sensoriais, compreendendo como a criança processa as informações do ambiente e elaborando estratégias individualizadas para favorecer sua autorregulação. Além disso, orientamos a família e a escola sobre adaptações ambientais e atividades que podem auxiliar a criança a organizar melhor suas respostas sensoriais, promovendo maior participação, conforto e independência nas atividades do dia a dia
Para lidar com crises sensoriais no TEA, o mais importante é reduzir estímulos, oferecer segurança e criar estratégias de autorregulação em momentos de calma. O manejo deve ser preventivo (identificar gatilhos), ambiental (diminuir barulho, luz, pessoas) e emocional (voz calma, frases curtas, espaço de refúgio).
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.

