Olá, estou com uma duvida. Meu remédio foi trocado de Fluoxetina para Duloxetina, posso só parar de
Olá, estou com uma duvida. Meu remédio foi trocado de Fluoxetina para Duloxetina, posso só parar de tomar um e iniciar o outro normalmente no dia seguinte?
7 respostas
Essa é uma dúvida muito importante e relativamente comum durante o tratamento psiquiátrico. A troca da Fluoxetina para Duloxetina precisa ser feita com orientação médica individualizada, porque depende da dose utilizada, do tempo de uso, da sensibilidade do organismo e do motivo da troca. Em alguns casos o médico realmente orienta interromper um medicamento e iniciar o outro no dia seguinte, principalmente porque a fluoxetina possui meia-vida longa e permanece no organismo por vários dias. Porém, em outras situações pode ser necessário um desmame gradual ou introdução mais lenta para reduzir efeitos como ansiedade, náusea, tontura, irritabilidade, insônia, crise de ansiedade ou piora transitória do humor. Além disso, tanto a fluoxetina quanto a duloxetina atuam na serotonina, e mudanças rápidas sem acompanhamento podem aumentar desconfortos ou efeitos colaterais. Cada organismo reage de forma diferente, especialmente em pacientes com transtorno de ansiedade, depressão, ataques de pânico, burnout, transtornos de humor ou transtorno depressivo. O ideal é seguir exatamente a orientação do médico que prescreveu a troca e evitar ajustes por conta própria. Uma avaliação adequada ajuda a fazer essa transição de forma mais segura e confortável. Estou disponível para acompanhar sua evolução e esclarecer dúvidas durante o tratamento.
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E possível sim. É importante que vocês entendam que nós, psiquiatras, já temos uma lógica de pensamento quando a gente faz uma prescrição. Estou aqui assumindo que seu médico fez uma recomendação já pensando nisso, pois já é natural no nosso raciocínio pensar em como deve ser feita a transição quando preciso fazer. Há medicamentos que precisam de desmame e outros não. Existem casos que precisam ter interrupção abrupta, como por exemplo, quando o paciente reage com um efeito adverso importante que exige descontinuação imediata. Existe também o cenário em que a pessoa tem um quadro que não permite que ela fique descoberta. O que é isso? É aquele momento me que tirei uma medicação, ela vai ser eliminada, mas a substituta vai levar ainda algumas semanas para começar a surtir efeito. Nós chamamos de janela terapêutica. Nesse momento, os sintomas podem voltar com tudo e, dependendo da doença, pode ser perigoso. Então, fazemos uma troca cruzada: uma medicação vai sendo reduzida em paralelo à segunda que vai sendo aumentada, até poder ficar sozinha. Estou explicando aqui como é o raciocínio médico para a tomada de decisão. No seu caso, se seu médico indicou troca abrupta, é porque ele considerou que a fluxetina poderia ser retirada imediatamente sem prejuízos e a Duloxetina poderia entrar logo para não perder tempo, uma vez que demora algumas semanas para começar seu efeito (entre 2 a 4 semanas). Eu faço isso, quando vejo que não houve resposta ou a pessoa teve algum efeito adverso ruim e, como ainda está deprimida ou ansiosa (que são normalmente as indicações para uso destas medicações), não faz diferença eu trocar ou desmamar. Agora, acredito que você deva ter percebido que a resposta para sua pergunta depende do caso-a-caso. Então, não estou te autorizando a trocar e ficar de boa. Sua dúvida é pertinente, é importante vocês perguntarem essas coisas para nós médicos, em consulta, caso a gente não tenha se lembrado de explicar no meio de tantas coisas que são ditas ali na hora. A fluoxetina não precisa de desmame normalmente, porém se ela estiver em dose alta, tipo 60mg, eu gosto de reduzir antes de tirar, se for possível. Exemplo de formas de redução: menos 20mg a cada 4 dias até chegar a 20mg e depois tirar. Só um exemplo, não faça isso sem consultar seu médico. Bom, achei uma boa oportunidade de explicar para vocês o raciocínio médico, mas a resposta à sua pergunta é: pergunte para seu médico se a recomendação, PARA O SEU CASO, é essa mesma. Ok? No mais, uma troca simples de fluxetina na dose minima para duloxetina não traz grandes problemas num geral, só não tenho como dizer se para você isso é o ideal. Acredito que se seu médico mandou fazer assim, é porque ele pensou da forma como relatei acima e recomendou. Só esqueceu de te explicar. Então é só perguntar a ele.
Não é ideal fazer essa troca por conta própria sem confirmar o esquema exato com o médico que acompanha o caso. A fluoxetina costuma permanecer no organismo por mais tempo do que outros antidepressivos, então a transição para a duloxetina pode precisar de um cuidado maior, dependendo da dose, do tempo de uso e do motivo da troca. Em alguns casos a mudança pode ser feita de forma simples, mas em outros é necessário ajustar intervalo, dose inicial ou ritmo de introdução para reduzir risco de efeitos como náusea, tontura, agitação, ansiedade, tremores ou piora do desconforto inicial. O mais seguro é fazer essa transição com orientação médica individualizada, para que a troca seja conduzida de forma mais confortável e com menor risco de efeitos indesejados.
A troca entre fluoxetina e duloxetina precisa ser planejada pelo psiquiatra, pois a fluoxetina possui meia-vida longa e permanece no organismo por vários dias após a suspensão. Dependendo da dose e do tempo de tratamento, pode ser necessário um intervalo ou uma estratégia específica de transição para reduzir risco de interações e efeitos serotoninérgicos. Portanto, não é recomendado simplesmente interromper uma medicação e iniciar a outra no dia seguinte sem orientação médica.
A troca de fluoxetina por duloxetina deve ser planejada pelo médico, pois ambas atuam sobre neurotransmissores e possuem características farmacológicas diferentes. A fluoxetina apresenta meia-vida longa, permanecendo no organismo por período prolongado após a suspensão, o que pode influenciar a estratégia de transição. Em alguns casos é possível uma troca direta, mas isso depende da dose, duração do tratamento e quadro clínico. Não é recomendado interromper ou iniciar antidepressivos por conta própria; o psiquiatra deve orientar a transição.
A troca de fluoxetina para duloxetina precisa seguir a estratégia definida pelo médico e não deve ser feita automaticamente interrompendo uma e iniciando a outra no dia seguinte por conta própria. A fluoxetina possui meia-vida longa e seus metabólitos permanecem no organismo por vários dias. Dependendo da dose utilizada, do tempo de tratamento e do motivo da troca, o médico pode orientar interrupção, intervalo ou outra estratégia antes de iniciar a duloxetina. Isso é importante porque ambas atuam sobre sistemas serotoninérgicos e uma sobreposição inadequada pode aumentar efeitos adversos. Confirme exatamente como seu médico deseja realizar a transição antes de iniciar a nova medicação.
A troca de fluoxetina para duloxetina precisa seguir a estratégia definida pelo psiquiatra e não deve ser feita automaticamente de um dia para o outro por conta própria. A fluoxetina possui meia-vida longa, permanecendo no organismo por vários dias, e isso precisa ser considerado ao iniciar outro antidepressivo serotoninérgico, pois a sobreposição pode aumentar efeitos adversos e, raramente, toxicidade serotoninérgica. Dependendo das doses e do motivo da troca, o médico pode recomendar estratégias diferentes; confirme exatamente quando suspender a fluoxetina e quando iniciar a duloxetina antes de realizar a mudança.
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.
