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Olá! Eu tenho depressão crônica e além do tratamento com a trazodona há coisas que permanecem como isolamento, gostar sempre de tá em casa, multidão incomoda. A médica me indicou procurar neuropsicólogo para fazer testes de TDAH e autismo. Esses são uns dos sintomas do autismo em adultos? Também gosto de lugares com menos luz e som alto. Tem barulho que só eu que reclamo em casa. A pessoa que tem autismo sempre tem que ter todos os sintomas?
12 respostas
Qual dose de trazodona você usa? Embora ela seja um antidepressivo, não costuma ser uma das primeiras opções para tratamento de depressão, então talvez valha primeiro reavaliar com seu psiquiatra se ainda existem sintomas depressivos importantes, como isolamento, falta de interesse e vontade de ficar sempre em casa e ajustar a medicação. Ao mesmo tempo, faz sentido investigar autismo ou TDAH se existem outras características que levantaram essa suspeita. Ambos podem se confundir com ansiedade e depressão ou existir junto com esses quadros. Então eu faria as duas coisas: revisaria o tratamento atual e, se a suspeita continuar fazendo sentido, seguiria também com a avaliação neuropsicológica.
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Olá! Sim, alguns dos sinais que você descreveu, como sensibilidade a sons e luzes, incômodo com multidões e preferência por permanecer em casa, podem estar presentes no autismo em adultos. Mas também podem estar relacionados a outras condições, como depressão e ansiedade, ou fazer parte das características individuais da pessoa. Não é preciso apresentar todos os sintomas possíveis para fecharmos o diagnóstico de TEA (Transtorno do Espectro Autista), mas é necessário preencher critérios diagnósticos específicos. Por isso, avaliamos o conjunto das características, seu impacto na vida cotidiana e a história desde a infância. Realizo avaliação clínica para investigação de autismo e TDAH em adultos e, quando indicada, também a avaliação neuropsicológica. Fico à disposição para acolher você e esclarecer suas dúvidas com cuidado. Dra. Carolinne Farias Amorim Médica – Psiquiatria Neuropsicóloga
Algumas características que você descreveu podem aparecer em adultos com transtorno do espectro autista (TEA), como sensibilidade aumentada a sons e estímulos luminosos, preferência por ambientes previsíveis ou menos estimulantes e dificuldades relacionadas à interação social. Entretanto, isolamento, preferência por ficar em casa e incômodo com multidões também podem ocorrer em depressão, ansiedade, TDAH e outras condições. Uma pessoa com autismo não precisa apresentar “todos” os sintomas possíveis. O diagnóstico considera um conjunto de características, incluindo comunicação/interação social, padrões restritos ou repetitivos e aspectos sensoriais, com evidências de que essas características estão presentes desde o período do desenvolvimento. A avaliação neuropsicológica pode contribuir, mas o diagnóstico é clínico e deve integrar história de vida e funcionamento atual. A indicação da sua médica para uma investigação estruturada é pertinente.
Algumas características descritas podem ocorrer no transtorno do espectro autista (TEA) em adultos, como hipersensibilidade a sons ou luz, desconforto em ambientes muito estimulantes, dificuldades sociais e preferência por rotinas ou ambientes mais previsíveis. Entretanto, gostar de ficar em casa, isolamento e incômodo com multidões também podem aparecer em depressão, ansiedade, TDAH e outras condições. Uma pessoa com autismo não precisa apresentar todos os sintomas possíveis. O diagnóstico considera um padrão de dificuldades na comunicação/interação social associado a comportamentos ou interesses restritos/repetitivos e aspectos sensoriais, com características presentes desde o período do desenvolvimento. A avaliação neuropsicológica pode auxiliar, mas não substitui a avaliação clínica. É importante diferenciar o que faz parte da depressão atual do que já estava presente desde infância ou adolescência.
Sim, os traços que você mencionou como o isolamento, a preferência marcante por ficar em casa, o incômodo com multidões, a aversão a ambientes com muita luz ou som alto, e a sensibilidade a barulhos que os outros parecem não notar fazem parte dos sintomas comuns do Transtório do Espectro Autista (TEA) em adultos.Essas características estão ligadas ao que chamamos de hipersensibilidade sensorial e a um padrão de esgotamento social.Abaixo, detalho melhor como isso funciona e respondo à sua principal dúvida sobre os critérios diagnósticos: O Autismo Exige a Presença de Todos os Sintomas? Não. A pessoa com autismo não precisa ter todos os sintomas descritos nos manuais diagnósticos.
Olá! Sim, algumas características que você descreveu, como maior sensibilidade a sons e luz e desconforto em determinados ambientes, podem estar presentes em pessoas com autismo. Porém, isoladamente, elas não significam que você tenha autismo, pois também podem ocorrer em outras condições, inclusive depressão e ansiedade. E não, a pessoa com autismo não precisa apresentar “todos os sintomas”. O diagnóstico considera um conjunto de características relacionadas à comunicação/interação social e a padrões de comportamento, interesses ou sensibilidades sensoriais, presentes desde o período do desenvolvimento e com impacto na vida da pessoa. Por isso, a avaliação indicada pela sua médica é importante para diferenciar o que pode estar relacionado à depressão, TDAH, autismo ou até à associação entre essas condições. Converse com o profissional que fará sua avaliação para uma análise individualizada.
Algumas características que você descreve podem aparecer em adultos com transtorno do espectro autista (TEA), como hipersensibilidade a sons ou luz, desconforto em ambientes muito estimulantes e determinadas dificuldades sociais. Entretanto, isolamento e preferência por permanecer em casa também podem ocorrer na depressão, ansiedade social e em outras condições, portanto esses sintomas isoladamente não confirmam autismo. Uma pessoa com TEA não precisa apresentar “todos” os sintomas possíveis. O diagnóstico considera um padrão de dificuldades persistentes na comunicação/interação social associado a comportamentos, interesses ou padrões repetitivos/restritos, com características presentes desde o período do desenvolvimento. Por isso, investigar sua infância é importante. A avaliação neuropsicológica pode fornecer informações úteis, mas deve ser integrada à avaliação clínica. Se possível, relatos de familiares sobre seu desenvolvimento infantil também podem contribuir.
Olá como vai? Não. A pessoa com autismo não precisa apresentar “todos os sintomas”, mas o diagnóstico exige um conjunto de características persistentes, presentes desde o desenvolvimento e com impacto no funcionamento. Alguns sinais isolados também podem aparecer em outros quadros. Por exemplo, isolamento, preferência por ficar em casa e maior incômodo com estímulos podem ocorrer em depressão crônica, ansiedade ou outras condições, sem significar necessariamente autismo. O mesmo vale para TDAH: sintomas precisam ser avaliados em conjunto, em diferentes contextos e ao longo da história de vida. A avaliação neuropsicológica pode ajudar bastante, mas não “fecha” o diagnóstico sozinha. Depressão, TEA e TDAH são diagnósticos clínicos, feitos a partir da história, funcionamento, desenvolvimento e avaliação profissional. Esta resposta é informativa e não substitui avaliação individual.
Olá. Esses traços podem sim fazer parte do autismo em adultos, principalmente a parte sensorial: incomodo com barulho que os outros nem notam, desconforto com luz forte, preferência por ambientes calmos e cansaço intenso em multidão e em festas são queixas muito frequentes. Mas nenhum desses sintomas, sozinho, fecha diagnóstico. Respondendo à sua segunda pergunta: não, a pessoa não precisa ter todos os sintomas. O autismo é um espectro, e o diagnóstico exige um conjunto de critérios em duas áreas, as diferenças persistentes na comunicação e na interação social, e os padrões restritos e repetitivos de comportamento e interesses, onde entram as questões sensoriais. Esses sinais precisam estar presentes desde o início da vida, mesmo que tenham ficado mais evidentes só na idade adulta, quando as demandas aumentaram. Um cuidado importante no seu caso: depressão crônica também produz isolamento, vontade de ficar em casa, irritabilidade e intolerância a estímulos, e pode confundir bastante a avaliação. Por isso a interpretação dos testes precisa considerar como você está agora, e ajuda muito levar alguém que conviveu com você na infância, além de boletins e relatórios escolares antigos. Os testes são auxiliares: o diagnóstico é clínico e fechado pelo médico. Esta resposta é informativa e não substitui uma avaliação médica individualizada.
A sensibilidade a barulhos e o desconforto em lugares cheios podem aparecer no autismo, mas não são suficientes para confirmar o diagnóstico. Também não é necessário apresentar todas as características que você encontra nas descrições sobre o assunto; existem critérios, mas eles podem se manifestar de formas diferentes. No seu relato, eu daria atenção ao motivo do isolamento: ficar em casa porque falta disposição ou interesse é diferente de evitar ambientes porque os sons e o contato com outras pessoas se tornam muito cansativos. Essas experiências também podem coexistir. Saber como isso era antes da depressão, inclusive na infância, ajuda a interpretar o que permanece durante o tratamento. Os testes podem contribuir, mas precisam ser lidos junto dessa história, especialmente das dificuldades de comunicação, convivência e adaptação a mudanças.
Sim, alguns dos comportamentos que você descreveu podem aparecer no autismo em adultos, principalmente a hipersensibilidade sensorial: incômodo desproporcional com determinados sons, preferência por ambientes com menos luz, desconforto em locais muito cheios/barulhentos e necessidade de se afastar desses estímulos. A hiper ou hiporreatividade sensorial faz parte dos critérios diagnósticos do TEA.
Olá! Boa noite! Sim, preferir ficar em casa, se incomodar com multidões, luz forte e barulho podem aparecer em adultos autistas, mas isso, sozinho, não confirma TEA. O autismo é um espectro, com apresentações diferentes entre as pessoas. Na avaliação, também entram dificuldades antigas de comunicação social, necessidade de rotina, interesses restritos e sensibilidade sensorial. Depressão, ansiedade e TDAH podem se sobrepor a esses sinais ou dificultar reconhecê-los, por isso o diagnóstico é clínico e precisa considerar a história desde a infância e os diagnósticos diferenciais. Não é preciso ter “todos” os sinais para haver suspeita, mas o conjunto e o impacto no dia a dia é que orientam a investigação. Se você quiser esclarecer essa hipótese e o melhor encaminhamento, vale agendar consulta online comigo pelo perfil para rever sua história com calma.
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.
