Olá! Tomo Rivotril há 24 anos. Tenho 57. Inicialmente me foi receitado para Labirintite após um exam
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Olá! Tomo Rivotril há 24 anos. Tenho 57. Inicialmente me foi receitado para Labirintite após um exame de vectonistalmografia cujo diagnóstico foi de labirintopatia de ordem central. Foi o único medicamento que aliviou as tonturas e vertigens. Com o passar do tempo percebi também uma melhora na qualidade do sono e pensamentos mais organizados. Não tenho problemas de memória. Mas tenho receio de vir a ter algum problema cerebral num futuro próximo, isto procede?
Obrigada.
Obrigada.
Olá! O uso prolongado deste medicamento aumenta o risco de desenvolvimento de demências, por exemplo a Doença de Alzheimer. Portanto sua preocupação tem fundamento sim! Recomendo avaliar junto a seu médico se há necessidade de manter o uso uma vez que já esteja melhor e com alívio dos sintomas. Espero ter ajudado, forte abraço!
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Prezado(a),
O Rivotril é uma das medicações mais vendidas no Brasil.
Por ter um potencial de adicção alto, leva muitas pessoas ao uso nocivo.
No seu caso, não havendo uso nocivo, não há problema.
Lembrando porém, que com o passar dos anos, metabolizamos e excretamos menos algumas medicações, além de apresentarmos um declínio cognitivo natural.
Essa combinação de fatores pode tornar necessária a redução da dose no futuro.
Fique bem!
O Rivotril é uma das medicações mais vendidas no Brasil.
Por ter um potencial de adicção alto, leva muitas pessoas ao uso nocivo.
No seu caso, não havendo uso nocivo, não há problema.
Lembrando porém, que com o passar dos anos, metabolizamos e excretamos menos algumas medicações, além de apresentarmos um declínio cognitivo natural.
Essa combinação de fatores pode tornar necessária a redução da dose no futuro.
Fique bem!
Sim, há uma correlação importante entre o uso de Rivotril e o desenvolvimento de síndromes demenciais como Doença de Alzheimer. Sempre tentamos usar a menor dose e pelo menor tempo possível. Nos casos, em que seja necessário, sempre reforçamos controlar os outros fatores como exercícios, controle de hipertensão, diabetes, entre outros.
Excelente pergunta — e muito lúcida, pois o uso prolongado do Rivotril (clonazepam) é bastante comum em pessoas que tiveram crises de vertigem ou labirintopatia central, mas realmente exige atenção a longo prazo.
O Rivotril pertence à classe dos benzodiazepínicos, medicamentos que atuam aumentando a ação do neurotransmissor GABA, promovendo efeito calmante, estabilização da atividade elétrica cerebral e relaxamento vestibular — por isso, ele ajuda a reduzir tonturas, ansiedade e melhora o sono.
Por que ele funcionou no seu caso:
Em quadros de labirintopatia de origem central, há hiperexcitabilidade dos núcleos vestibulares e cerebelares. O clonazepam reduz essa excitabilidade, equilibrando a percepção espacial e diminuindo as crises de vertigem.
Além disso, seu efeito ansiolítico e estabilizador cerebral contribui para melhor organização cognitiva e emocional, o que você percebeu com o passar dos anos.
Sobre os riscos de uso prolongado:
O uso contínuo por décadas não causa degeneração cerebral direta, mas pode estar associado a:
Tolerância (o corpo se acostuma e o efeito diminui, levando à necessidade de doses maiores);
Dependência física, dificultando a suspensão;
Em alguns casos, lentificação cognitiva discreta, sonolência diurna ou alteração do equilíbrio;
E, em idosos, há maior risco de quedas e interações medicamentosas.
Entretanto, há pacientes — como o seu caso — que mantêm boa resposta clínica e preservação cognitiva mesmo após anos de uso, principalmente quando:
A dose é baixa ou estável;
O sono é bom e o metabolismo hepático está preservado;
Não há associação com álcool, outros sedativos ou doenças neurológicas.
O que você pode fazer para proteger seu cérebro:
Mantenha sono de qualidade, atividade física regular e leitura frequente — isso estimula a neuroplasticidade;
Evite aumentar a dose por conta própria;
Faça revisão neurológica anual, avaliando se ainda há necessidade do uso diário;
Se o objetivo principal for manter o sono ou reduzir ansiedade, há opções de ajuste gradual para medicações não benzodiazepínicas (como melatonina, trazodona, pregabalina ou antidepressivos leves), sempre sob supervisão médica.
Em resumo: o Rivotril não causa dano cerebral direto, mas o uso contínuo exige acompanhamento e monitoramento cognitivo, especialmente após os 60 anos. Quando bem controlado, ele pode continuar sendo seguro — desde que a dose seja mínima eficaz e o acompanhamento seja regular.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com seu neurologista é essencial para avaliar sua resposta e garantir segurança no uso.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, medicina do sono, tonturas de origem central, reabilitação vestibular e uso racional de neuromoduladores, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
Dra. Patrícia Gomes Damasceno – Neurologista | Especialista em Medicina do Sono
CRM 11930-CE | RQE nº 7771 | RQE nº 8082
O Rivotril pertence à classe dos benzodiazepínicos, medicamentos que atuam aumentando a ação do neurotransmissor GABA, promovendo efeito calmante, estabilização da atividade elétrica cerebral e relaxamento vestibular — por isso, ele ajuda a reduzir tonturas, ansiedade e melhora o sono.
Por que ele funcionou no seu caso:
Em quadros de labirintopatia de origem central, há hiperexcitabilidade dos núcleos vestibulares e cerebelares. O clonazepam reduz essa excitabilidade, equilibrando a percepção espacial e diminuindo as crises de vertigem.
Além disso, seu efeito ansiolítico e estabilizador cerebral contribui para melhor organização cognitiva e emocional, o que você percebeu com o passar dos anos.
Sobre os riscos de uso prolongado:
O uso contínuo por décadas não causa degeneração cerebral direta, mas pode estar associado a:
Tolerância (o corpo se acostuma e o efeito diminui, levando à necessidade de doses maiores);
Dependência física, dificultando a suspensão;
Em alguns casos, lentificação cognitiva discreta, sonolência diurna ou alteração do equilíbrio;
E, em idosos, há maior risco de quedas e interações medicamentosas.
Entretanto, há pacientes — como o seu caso — que mantêm boa resposta clínica e preservação cognitiva mesmo após anos de uso, principalmente quando:
A dose é baixa ou estável;
O sono é bom e o metabolismo hepático está preservado;
Não há associação com álcool, outros sedativos ou doenças neurológicas.
O que você pode fazer para proteger seu cérebro:
Mantenha sono de qualidade, atividade física regular e leitura frequente — isso estimula a neuroplasticidade;
Evite aumentar a dose por conta própria;
Faça revisão neurológica anual, avaliando se ainda há necessidade do uso diário;
Se o objetivo principal for manter o sono ou reduzir ansiedade, há opções de ajuste gradual para medicações não benzodiazepínicas (como melatonina, trazodona, pregabalina ou antidepressivos leves), sempre sob supervisão médica.
Em resumo: o Rivotril não causa dano cerebral direto, mas o uso contínuo exige acompanhamento e monitoramento cognitivo, especialmente após os 60 anos. Quando bem controlado, ele pode continuar sendo seguro — desde que a dose seja mínima eficaz e o acompanhamento seja regular.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com seu neurologista é essencial para avaliar sua resposta e garantir segurança no uso.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, medicina do sono, tonturas de origem central, reabilitação vestibular e uso racional de neuromoduladores, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
Dra. Patrícia Gomes Damasceno – Neurologista | Especialista em Medicina do Sono
CRM 11930-CE | RQE nº 7771 | RQE nº 8082
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