Olá, vou começar a tomar escitalipram 20mg en vez de fluoxetina, posso ter um aumento de peso?

Olá, vou começar a tomar escitalipram 20mg en vez de fluoxetina, posso ter um aumento de peso?

7 respostas


Pode haver alteração de peso com o escitalopram, principalmente durante tratamentos prolongados, mas isso não ocorre necessariamente com todas as pessoas. O peso também pode mudar conforme o apetite, melhora da depressão, alimentação, sono e atividade física. Ao realizar a troca, é interessante acompanhar peso e apetite durante as primeiras semanas. A escolha do antidepressivo deve levar em consideração eficácia, tolerabilidade e histórico individual. A substituição deve ser feita conforme o esquema definido pelo médico, evitando mudanças ou interrupções por conta própria.

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Sim, pode haver aumento de peso com o escitalopram, mas isso não significa que necessariamente acontecerá com você. Tanto a fluoxetina quanto o escitalopram pertencem ao grupo dos antidepressivos ISRS, porém podem apresentar efeitos diferentes sobre apetite e peso. Em tratamentos prolongados, o escitalopram apresenta alguma associação com ganho de peso, enquanto a fluoxetina tende a ser mais neutra nesse aspecto, especialmente no início do tratamento. Entretanto, a diferença costuma ser pequena e existe grande variação individual. Também é importante não atribuir automaticamente qualquer aumento de peso ao medicamento. Quando a depressão ou a ansiedade melhoram, algumas pessoas recuperam o apetite, passam a comer melhor ou modificam sua rotina, o que também pode contribuir para mudanças no peso. Um ponto que merece atenção é você mencionar que vai começar diretamente com 20 mg. Essa é uma dose terapêutica habitual, mas frequentemente o escitalopram é iniciado em doses menores e aumentado progressivamente, principalmente em pessoas sensíveis aos efeitos iniciais. Se a orientação foi iniciar diretamente com 20 mg, vale confirmar com o médico se foi exatamente essa a prescrição e como deverá ser feita a transição da fluoxetina para o escitalopram. Não interrompa a fluoxetina nem faça a troca por conta própria, pois a fluoxetina permanece no organismo por bastante tempo e isso deve ser considerado pelo médico ao planejar a mudança. Respeitosamente, Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva - Psiquiatra e Psicoterapeuta


O escitalopram pode estar associado a ganho de peso em algumas pessoas, principalmente durante o uso prolongado, mas isso não significa que você necessariamente irá engordar. A resposta metabólica varia bastante entre os pacientes. A troca da fluoxetina pelo escitalopram deve considerar o motivo da mudança, resposta anterior, ansiedade, depressão, sono, apetite e histórico de peso. Também é importante avaliar fatores como alimentação, atividade física, metabolismo e outros medicamentos que possam contribuir para o aumento de peso. Não altere a dose por receio do ganho de peso sem conversar com o médico. O acompanhamento psiquiátrico permite monitorar peso, sintomas e efeitos adversos desde o início e, se necessário, considerar alternativas com perfil metabólico mais favorável.


Pode acontecer, mas os 20 mg, sozinhos, não dizem se você vai ganhar peso. Nessa troca, eu gostaria de entender por que a fluoxetina está sendo retirada: se não ajudou, aumentou a ansiedade ou trouxe algum efeito incômodo. Isso muda bastante o que precisamos observar com o escitalopram. O peso geralmente não muda de repente; antes podem surgir mais fome, vontade de beliscar ou menos disposição. Se você já tem facilidade para engordar ou esse assunto mexe com sua autoestima, vale dizer isso logo na avaliação. Dá para acompanhar desde o início e cuidar do motivo da troca sem tratar o seu peso como um detalhe.


O escitalopram pode estar associado a alterações de peso, mas um aumento significativo não ocorre obrigatoriamente. A resposta varia entre as pessoas e depende também da duração do tratamento, dose, alimentação, atividade física, sono e evolução da própria depressão ou ansiedade. Alguns pacientes apresentam estabilidade do peso, enquanto outros podem ganhar peso ao longo do tratamento. A troca da fluoxetina para escitalopram não significa necessariamente que você irá engordar. Se o controle do peso for uma preocupação importante, vale acompanhar peso, circunferência abdominal e hábitos desde o início e discutir alternativas caso ocorra ganho persistente. Não interrompa o antidepressivo abruptamente por receio do peso sem conversar com o médico.


Preocupar-se com o efeito sobre o peso ao trocar de antidepressivo é uma questão prática legítima, e vale uma resposta honesta. Um ponto importante: como essa troca se dará no seu caso, incluindo a transição entre os dois medicamentos, é algo que um médico de sua confiança define individualmente. De forma geral, porém, posso esclarecer o seguinte. A resposta curta: é possível, mas não é regra, e o efeito costuma ser modesto. O escitalopram é um ISRS com perfil considerado neutro a levemente associado a ganho de peso, sobretudo em uso prolongado. A fluoxetina, por sua vez, é o ISRS com maior tendência a ser neutra ou até levemente associada à perda de peso, especialmente nos primeiros meses. Portanto, na troca de uma para outra, alguns pacientes percebem alguma diferença — mas ela costuma ser pequena, não universal, e varia bastante entre pessoas. Vale considerar um fator que frequentemente é confundido com efeito da medicação: a recuperação do quadro depressivo em si costuma trazer volta do apetite e do interesse pela comida, quando havia perda de apetite antes. Isso pode se traduzir em ganho de peso que na verdade reflete melhora, não efeito adverso direto do remédio. Distinguir uma coisa da outra ajuda a não atribuir tudo ao medicamento. Um ponto prático sobre a transição: a fluoxetina tem meia-vida muito longa, permanecendo no organismo por semanas. Isso significa que, por algum tempo, haverá sobreposição dos dois medicamentos, o que costuma tornar a troca mais suave em termos de sintomas de retirada — mas também exige que a transição siga exatamente o esquema orientado. O que costuma ajudar: acompanhar o peso periodicamente desde o início (ter um valor de referência facilita muito perceber mudanças reais), e manter atenção a alimentação e atividade física durante os primeiros meses. Se houver ganho significativo, isso é reversível e ajustável — existem alternativas com perfis diferentes. Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Procure um profissional médico de confiança para esclarecer dúvidas e definir o manejo adequado do tratamento.


Sim, escitalopram pode estar associado a ganho de peso em alguns pacientes, especialmente ao longo de meses, embora muitas pessoas não apresentem alteração significativa. Em média, fluoxetina tende a ser mais neutra ou até associada a discreta perda de peso inicialmente, enquanto escitalopram pode favorecer ganho em uma parcela dos pacientes. Isso não significa que necessariamente acontecerá com você. Se houver histórico de ganho ponderal com antidepressivos, vale acompanhar peso desde o início e discutir com o médico caso a mudança se torne significativa.

Dra. Joyce Moreno

Dra. Joyce Moreno

Psiquiatra

Rio de Janeiro

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