Posso trocar venlafaxina 150 mg por mirtazapina 30 mg sem necessidade de desmame?

Posso trocar venlafaxina 150 mg por mirtazapina 30 mg sem necessidade de desmame?

3 respostas


Não pode, nem com desmame, a não ser que seja por orientação médica. Se for por orientação médica (são remédios com várias diferenças nos mecanismos de ação), cabe à/ao sua/seu médico decidir, junto com você, se deve haver esta troca. Em caso positivo, a venlafaxina deve ser retirada gradualmente, para que não haja sintomas desagradáveis de retirada.

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Olá. A Venlafaxina é um fármaco que deve ser descontinuado muito lentamente, pois pode trazer mal-estar durante a retirada. Além disso, você só deve substituir um medicamento pelo outro se tiver sido orientada por um médico para tal. Atenciosamente.


Essa é uma dúvida bastante frequente na prática psiquiátrica. Em geral, não é recomendado fazer a troca da venlafaxina 150 mg para mirtazapina 30 mg sem algum tipo de estratégia de transição, especialmente em doses como 150 mg, que já têm ação relevante sobre serotonina e noradrenalina. A venlafaxina está associada a um risco relativamente conhecido de sintomas de descontinuação quando interrompida de forma abrupta, como tontura, “choques elétricos”, irritabilidade, ansiedade, insônia, crise de ansiedade e mal-estar geral. Por isso, muitas vezes é necessário um desmame gradual ou uma troca cruzada (cross-taper), em que uma medicação é reduzida enquanto a outra é introduzida progressivamente, dependendo do objetivo clínico. A mirtazapina, por outro lado, tem perfil diferente, com maior efeito sedativo e impacto em sono, apetite, ansiedade e sintomas como insônia, irritabilidade, estresse e sintomas depressivos, podendo ser útil em alguns perfis de pacientes com transtornos de humor, transtorno depressivo e transtorno de ansiedade. Além disso, a decisão de troca depende de fatores como resposta prévia, efeitos colaterais, presença de ansiedade, depressão, burnout, transtorno do pânico, ataques de pânico e TDAH em adultos. Portanto, o mais seguro é não fazer a troca de forma abrupta sem orientação médica. O ideal é que o psiquiatra defina se será feita redução gradual, troca cruzada ou substituição direta em casos selecionados, garantindo segurança e menor risco de piora dos sintomas.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.