Pratico atividade física mas como muito por impulso e o exercício não está suprindo a ingestão calór

Pratico atividade física mas como muito por impulso e o exercício não está suprindo a ingestão calórica. Embora eu tenha exames de sangue todos ok, uma caneta emagrecedora seria uma solução (claro, sob supervisão de um médico) ?

7 respostas


Essa é uma situação bastante comum, especialmente em quem já mantém uma rotina regular de atividade física, mas ainda assim sente dificuldade em controlar a alimentação em alguns momentos. Um ponto importante é entender que a atividade física, apesar de essencial para a saúde, não necessariamente compensa uma ingestão calórica desorganizada. É possível, sim, não emagrecer — ou até ganhar peso — mesmo se exercitando de forma adequada, dependendo de como está a alimentação no dia a dia. Dr. André Colapietro - Endocrinologista Quando existe um padrão de comer por impulso, geralmente estamos lidando com algo que vai além da “falta de disciplina”. Aspectos como regulação do apetite, comportamento alimentar, rotina e fatores emocionais costumam ter um papel importante. Sobre as medicações injetáveis para perda de peso, elas podem ajudar no controle da saciedade e fazem parte do tratamento em alguns casos. No entanto, quando o principal fator é o impulso alimentar, existem estratégias — incluindo medicações específicas para esse perfil — que podem ser mais direcionadas. Por isso, mais do que escolher uma medicação isoladamente, o ideal é entender o que está por trás desse padrão alimentar e estruturar uma abordagem individualizada. Com a estratégia correta, esse cenário costuma ter boa resposta — mas o caminho varia de pessoa para pessoa.

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pode ser uma boa estratégia também visto que estimula seus neurônios de saciedade.

Dr. Marcel Araujo Portela

Dr. Marcel Araujo Portela

Endocrinologista

Teresópolis

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Sim. As canetas emagrecedoras, como os agonistas do receptor de GLP-1, podem ser uma opção para algumas pessoas que apresentam dificuldade de controlar a ingestão alimentar, principalmente quando existe obesidade, sobrepeso associado a alterações metabólicas ou dificuldade persistente de perda de peso apesar de mudanças no estilo de vida. Esses medicamentos podem atuar reduzindo a fome, aumentando a saciedade e diminuindo a compulsão alimentar em alguns pacientes. Entretanto, a indicação depende de uma avaliação completa, considerando peso, altura, índice de massa corporal, composição corporal, histórico alimentar, exames e possíveis causas do ganho de peso. O acompanhamento com endocrinologista é fundamental para definir se há benefício, escolher a melhor estratégia e preservar massa muscular durante o processo.

Dr. Igor Bernardes

Dr. Igor Bernardes

Endocrinologista

São Paulo

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Sim, as canetas emagrecedoras podem ser uma alternativa para algumas pessoas que apresentam dificuldade persistente em controlar a ingestão alimentar, principalmente quando existe fome aumentada, alimentação por impulso ou dificuldade de manter um déficit calórico mesmo com prática regular de atividade física. O fato de seus exames estarem normais é positivo, mas a indicação desse tipo de medicação não depende apenas dos exames laboratoriais; é necessário avaliar seu IMC, composição corporal, histórico de ganho de peso, padrão alimentar, relação com a comida e possíveis fatores metabólicos. Essas medicações atuam principalmente aumentando a saciedade e reduzindo a compulsão alimentar, mas devem ser associadas a estratégias nutricionais e exercícios, especialmente treinamento de força, para preservar massa muscular. Com acompanhamento de um endocrinologista, é possível avaliar se há indicação, definir metas realistas e utilizar a medicação de forma segura, evitando perda excessiva de peso e favorecendo uma mudança sustentável do comportamento alimentar.

Dr. Pablo Leal

Dr. Pablo Leal

Endocrinologista

Rio de Janeiro

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Olá! Entendo muito bem a sua dúvida, porque essa é uma situação bastante comum: a pessoa se esforça, pratica atividade física, tenta cuidar da saúde, mas percebe que a fome, a ansiedade ou os impulsos alimentares acabam “compensando” todo o gasto energético do exercício. Isso pode ser muito frustrante, e é importante saber que não é simplesmente uma questão de falta de força de vontade. A decisão de utilizar uma caneta emagrecedora, como as medicações da classe dos análogos do GLP-1 (por exemplo, semaglutida ou outras opções avaliadas pelo médico) pode, sim, ser uma possibilidade para algumas pessoas, mas depende de uma avaliação individual. Esses medicamentos não funcionam apenas como um “remédio para perder peso”. Eles atuam em mecanismos do próprio organismo relacionados à fome e à saciedade, principalmente no cérebro e no sistema digestivo. Eles podem ajudar algumas pessoas a: sentir menos fome; ter maior sensação de saciedade após as refeições; reduzir episódios de comer por impulso; melhorar o controle da ingestão calórica. Em muitas pessoas com dificuldade de controlar a alimentação, o problema não é falta de conhecimento sobre dieta ou falta de esforço. Existe uma interação entre hormônios da fome, hábitos alimentares, emoções, sono, estresse, genética e ambiente alimentar. Por isso, algumas pessoas mesmo treinando bastante continuam tendo dificuldade para perder peso. O fato de seus exames estarem normais é algo positivo, mas não significa necessariamente que não exista indicação de tratamento. A avaliação do excesso de peso não depende apenas de exames laboratoriais; também são considerados fatores como: índice de massa corporal (IMC); circunferência abdominal; histórico de ganho de peso; presença de hipertensão, alterações metabólicas ou outras condições associadas; impacto do peso na qualidade de vida. Quando indicada corretamente e acompanhada por um médico, uma medicação para obesidade pode ser uma ferramenta para facilitar o processo, mas ela funciona melhor quando vem junto de mudanças sustentáveis: alimentação equilibrada, atividade física, sono adequado e, quando necessário, acompanhamento psicológico ou nutricional. Também é importante conversar sobre expectativas: a caneta não “apaga” hábitos alimentares automaticamente e não substitui o desenvolvimento de uma relação mais saudável com a comida. O objetivo é criar um ambiente em que o organismo consiga responder melhor às mudanças. Minha sugestão é que você converse com um médico que possa avaliar seu caso completo. O fato de você já praticar atividade física mostra um ponto muito positivo: você já tem um comportamento de cuidado com sua saúde. Talvez o próximo passo seja entender por que a fome por impulso está acontecendo e quais ferramentas podem ajudar você a ter mais controle. Se puder informar sua idade, peso, altura, se tem episódios de compulsão alimentar, como é sua fome ao longo do dia e se há histórico de obesidade na família, é possível avaliar melhor se uma medicação desse tipo costuma fazer sentido no seu perfil.

Dr. Filipe Tomaz

Dr. Filipe Tomaz

Endocrinologista

Belo Horizonte

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Pode ser, e comer por impulso não afasta essa possibilidade. Semaglutida e tirzepatida são indicadas na obesidade, ou no sobrepeso com alguma doença ligada ao peso, quando alimentação e atividade física não trouxeram perda de pelo menos 5% do peso em 3 a 6 meses. Exames normais não tiram a indicação. Nos estudos, esses remédios reduziram também a fome, a vontade de comer e os episódios de perda de controle sobre a comida. Exercício sem ajuste na alimentação emagrece pouco; ele pesa mais para manter o peso perdido e preservar músculo. Se o impulso vem em episódios de muita comida, com perda de controle e sofrimento, toda semana, pode ser transtorno de compulsão alimentar. O tratamento principal é psicoterapia, e há remédios com eficácia medida: antidepressivos como fluoxetina e sertralina costumam ser a primeira opção; topiramato e lisdexanfetamina são o passo seguinte, com mais efeitos colaterais, e a lisdexanfetamina é a que tem essa indicação na bula brasileira. Separar impulso de compulsão e decidir sobre a caneta é trabalho para uma consulta com endocrinologista.

Dr. Marcio Gester

Dr. Marcio Gester

Endocrinologista

Belém do Pará

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Olá, é importante passar por consulta médica para avaliar indicação do uso do medicamento.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.