Quais são as diferenças entre medicações originais, referência e genéricas?

Quais são as diferenças entre medicações originais, referência e genéricas?

3 respostas


Os medicamentos de referência, também chamados de originais, são os primeiros desenvolvidos por um laboratório e passam por todas as etapas de pesquisa clínica, garantindo eficácia e segurança comprovadas — por exemplo, o Risperdal® (risperidona) e o Lexapro® (escitalopram). Já os genéricos surgem após o fim da patente e contêm o mesmo princípio ativo, dose e via de administração do original, precisando comprovar bioequivalência, ou seja, devem ter o mesmo efeito terapêutico. Apesar disso, podem diferir nos excipientes, o que em alguns pacientes psiquiátricos sensíveis pode alterar levemente a resposta clínica — como ocorre em alguns casos de troca do Lexapro® para genéricos de escitalopram. Os similares, por sua vez, também são cópias do medicamento de referência, mas possuem nome comercial próprio, como Donaren® (trazodona) ou Risperidon® (risperidona similar), e hoje precisam comprovar equivalência terapêutica, sendo seguros e eficazes. Na prática psiquiátrica, é importante evitar trocas frequentes entre laboratórios, pois pequenas variações na formulação podem interferir na resposta. Em casos graves ou refratários, pode ser preferível manter o medicamento de referência para garantir maior estabilidade do tratamento.

Dr. Carlos Amaral

Dr. Carlos Amaral

Psiquiatra

Belo Horizonte

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Olá, os genéricos tem que corresponder a 80% de principio ativo do original. Mas ainda tem outras coisas. Em atendimento explico mais.


Basicamente, a diferença é a qualidade dos produtos. Os medicamentos originais, ou de referência, são os primeiros a terem autorização para comercialização. Portanto, são submetidos a regulamentação rigorosa e precisam comprovar eficácia e segurança, em múltiplos estudos clínicos. Já os similares e genéricos são aqueles que passam a ser comercializados, após a quebra da patente do original. A regulamentação deles é bem menos rigorosa, permitindo muitas alterações na fabricação do fármaco, em relação ao medicamento original, o que pode comprometer a qualidade do produto final. Por exemplo, os excipientes (todos os compostos que não são o principio ativo) podem ser diferentes, assim como o veículo (se é comprimido simples, comprimido revestido, cápsula, drágea, cápsula com microgrânulos etc). Explicando em termos mais simples: o medicamento original ou de referência seria um bolo de banana, feito com banana d´agua, farinha de aveia, manteiga e óleo de coco; os medicamentos genéricos ou similares podem ser um bolo de banana feito com banana prata, farinha de trigo branca, margarina e óleo de soja. Apesar dos dois serem bolos de banana, o valor nutricional do primeiro é superior ao segundo. Portanto, ao escolher qual deles vocês vão comprar, precisam estar muito atentos à qualidade, o que dependerá do fabricante do fármaco.

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