Quais são os sintomas de quem tem crises focais? Para caracterizar uma crise focal deve apresentar q

Quais são os sintomas de quem tem crises focais? Para caracterizar uma crise focal deve apresentar quantos desses sintomas?

5 respostas


As crises focais podem apresentar manifestações diferentes dependendo da região cerebral envolvida. Podem ocorrer alterações de consciência ou responsividade, movimentos involuntários, formigamentos, alterações visuais ou auditivas, sensações estranhas, déjà-vu, medo súbito, comportamentos automáticos ou alterações autonômicas. Não existe uma quantidade mínima de sintomas necessária para caracterizar uma crise focal. O diagnóstico depende da descrição detalhada dos episódios, duração, repetição e investigação neurológica, que pode incluir EEG e exames de imagem quando indicados. Nem todo episódio de medo, alteração de percepção ou desconexão corresponde a epilepsia.

Obtenha respostas com a consulta online

Precisa do conselho de um especialista? Agende uma consulta online: receba todas as respostas sem sair de casa.


As crises epilépticas focais começam em uma região específica do cérebro e, por isso, podem produzir sintomas muito diferentes dependendo da área cerebral envolvida. Entre as manifestações possíveis estão movimentos involuntários ou contrações de apenas uma parte do corpo; formigamentos ou alterações de sensibilidade; alterações visuais, auditivas, de cheiro ou gosto; sensação súbita de medo ou estranheza; déjà vu; sensação de “subida” no estômago; palpitações, náusea, sudorese ou outras manifestações autonômicas. Também podem ocorrer parada súbita da atividade, olhar fixo, dificuldade de responder e comportamentos automáticos, como mastigar, engolir, mexer nas roupas ou realizar movimentos repetitivos. Algumas crises focais preservam completamente a consciência. Em outras, ocorre comprometimento da consciência e da capacidade de responder ao ambiente. Uma crise focal também pode se propagar para outras regiões cerebrais e evoluir para uma crise tônico-clônica bilateral. Um ponto muito importante: **não existe um número mínimo de sintomas necessário para caracterizar uma crise focal**. Uma crise pode apresentar apenas uma manifestação. Por exemplo, episódios breves e estereotipados de contração de uma mão podem representar uma crise focal motora; em outro paciente, crises recorrentes podem se manifestar apenas por uma sensação epigástrica ascendente seguida de alteração da consciência. Mais importante que contar sintomas é avaliar algumas características: início súbito, curta duração, repetição de episódios muito semelhantes entre si (estereotipia), relação dos sintomas com uma possível região cerebral e presença ou não de alteração da consciência. A história clínica detalhada, relatos de testemunhas e, quando possível, vídeos dos episódios são extremamente úteis. EEG e exames de imagem podem complementar a investigação, mas o diagnóstico não depende simplesmente de “ter X sintomas”. Além disso, nem todo episódio de tremor, formigamento, desrealização, palpitação ou olhar parado representa epilepsia. Crises de pânico, síncope, enxaqueca, fenômenos dissociativos e crises psicogênicas não epilépticas podem produzir manifestações semelhantes. Por isso, episódios suspeitos devem ser avaliados por neurologista, idealmente com experiência em epilepsia. Respeitosamente, Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva - Psiquiatra e Psicoterapeuta


Crises focais são episódios que se originam em uma região específica do cérebro e podem apresentar manifestações muito diferentes, dependendo da área envolvida. Podem ocorrer alterações de consciência ou responsividade, movimentos involuntários de uma parte do corpo, sensações estranhas, alterações visuais ou auditivas, sensação súbita de medo, déjà vu, alterações de percepção, cheiros ou sabores incomuns e comportamentos automáticos. Não existe um número mínimo de sintomas necessário para caracterizar uma crise focal: uma única manifestação característica pode ser suficiente. O diagnóstico depende principalmente da descrição detalhada dos episódios e, quando indicado, de avaliação neurológica, EEG e outros exames.


Uma crise epiléptica focal não precisa apresentar vários sintomas simultaneamente. Ela é definida pela origem da atividade elétrica anormal em uma região específica de um dos hemisférios cerebrais, e a manifestação depende da área envolvida. Pode ocorrer alteração da consciência, movimentos involuntários de uma parte do corpo, sensações estranhas, alterações visuais ou auditivas, sensação súbita de medo, déjà-vu, alterações de memória ou sintomas autonômicos, como palpitações. Algumas crises apresentam apenas um desses fenômenos. A caracterização depende principalmente da história clínica e, quando indicado, de eletroencefalograma e exames de imagem. Episódios recorrentes e estereotipados devem ser avaliados por neurologista, especialmente quando há perda de consciência, quedas ou movimentos involuntários.


As crises epilépticas focais podem se manifestar de diversas formas, como movimentos involuntários de uma parte do corpo, alterações de sensibilidade, cheiro ou gosto estranho, sensação súbita no estômago, medo intenso sem motivo, déjà vu, alterações visuais, fala comprometida ou alteração da consciência. Não existe um número mínimo de sintomas necessário para caracterizar uma crise focal; em alguns casos, um único fenômeno estereotipado e recorrente pode ser suficiente para levantar a suspeita. O diagnóstico depende principalmente da história clínica, descrição detalhada dos episódios, exame neurológico e, quando indicado, EEG e exames de imagem. Episódios com perda de consciência, convulsões prolongadas ou recuperação incompleta exigem avaliação urgente.

Dra. Joyce Moreno

Dra. Joyce Moreno

Psiquiatra

Rio de Janeiro

Agendar consulta

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.