Quais seriam os transtornos psicológicos em que o paciente necessita passar por mais de um médico para

Quais seriam os transtornos psicológicos em que o paciente necessita passar por mais de um médico para obter o diagnóstico final? Por exemplo, Um transtorno em que o médico psiquiatra precise além do diagnóstico dele, precisa também do diagnóstico de outros médicos para chegarem a uma conclusão.

8 respostas


Olá! Para o diagnóstico de qualquer transtorno psicológico é preciso saber quais os sintomas que a pessoa vem apresentado. Um encaminhamento para um profissional que pode ser um psiquiatra ou de outra área médica, pode ser necessário para descartar ou detectar uma comorbidade clínica. Ou ainda um encaminhamento a um profissional de psicologia para um diagnóstico e tratamento em conjunto.

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Vou tentar propor uma analogia pra explica o diagnóstico psiquiatrico. Pensa nele como se fosse um quebra-cabeca que forma uma imagem ao final. Existem quadros psiquiatricos que a imagem final é simples. Com alguma conversa com o paciente (alguma informação de familiares), alguns exames - já teremos peças suficientes nesse quebra-cabeça pra forma uma imagem relativamente clara do diagnostico (mesmo que faltem peças você ja consegue visualiza a imagem toda). Outras vezes, a imagem final é complexa, toda cheia de detalhes. Talvez o médico precisará de várias consultas para ir coletando um peça aqui outra ali. Em cada consulta a interação fornece peças novas, a resposta aos remedios pode dar outras. De repente, o proprio paciente pode se lembrar de algo q fornece uma nova peça. Nem sempre vai ser um outro profissional que vai encaixar todas as peças numa consulta de segunda opinião. Em casos complexos, isso vai ser construído com o profissional em q se confia.


Quando alguma patologia é diagnosticada se o paciente se conforma com aquele único parecer ele fatalmente deixará de procurar um outro profissional para nova avaliação. Isso depende da confiança que existe entre médico e paciente, e do quanto o paciente realmente acredita e confia no profissional. Existem casos em que o paciente busca a opinião de outros profissionais como medida de segurança para questões mais interventivas e delicadas, e isso não é errado. É importante que a saúde do paciente seja tratada por equipe multidisciplinar, ou seja que vários profissionais de várias áreas possam ter contato entre si e possam tratar da saúde daquela pessoa, e que a doença/patologia possa ser cuidada pelo coletivo. Quando psiquiatra e psicólogo trabalham juntos o cliente sempre apresenta melhora considerável de sua saúde e qualidade de vida.

Dra. Magali Carmelo

Dra. Magali Carmelo

Psicólogo

Santo André, SP

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OlA, boa noite. Vários são os transtornos que precisam de uma equipe multidisciplinar para fechamento do diagnóstico. Percebo sua ansiedade ao buscar uma antecipação tentando descobrir o que poderia ser. As vezes é necessário ter paciência e aguardar o tempo que seu médico de confiança está lhe pedindo. Caso vc não esteja confiando nessa forma de conduta, é normal pegar um segunda ou até terceira opinião. É importante que vc tenha confiança no médico escolhido pra o tratamento. O paciente te e sua família são Co -responsáveis pelo sucesso do diagnóstico e tratamento. Espero ter ajudado.


Quando estamos pesquisando um transtorno precisamos descartar qualquer implicação clínica que o paciente possa ter, uma vez que algumas doenças podem ter como consequência alguns distúrbios de comportamento. Desta forma, é sempre prudente saber se o paciente não apresenta nenhuma doença clínica que pode alterar seu comportamento antes de prosseguir com o diagnóstico de transtorno.

Andrea Correia

Andrea Correia

Psicólogo

Belo Horizonte

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Na psiquiatria, muitos diagnósticos podem ser estabelecidos por um único médico especialista mediante avaliação clínica adequada. Entretanto, determinadas condições exigem investigação multidisciplinar ou exames complementares para esclarecer diagnósticos diferenciais. Isso ocorre, por exemplo, quando sintomas psiquiátricos podem estar relacionados a epilepsia, doenças neurológicas, alterações hormonais, transtornos neurocognitivos ou condições do neurodesenvolvimento. Na investigação de transtorno do espectro autista e TDAH, avaliações psicológicas e neuropsicológicas podem fornecer informações adicionais, embora não sejam obrigatórias em todos os casos. Já em suspeitas de demência, alterações neurológicas e comprometimento cognitivo, a participação de neurologistas e outros especialistas pode ser particularmente importante. O objetivo não é acumular opiniões médicas, mas integrar informações que aumentem a precisão diagnóstica. Uma avaliação psiquiátrica criteriosa permite identificar quando a investigação complementar realmente acrescentará benefícios ao tratamento.

Dra. Joyce Moreno

Dra. Joyce Moreno

Psiquiatra

Rio de Janeiro

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Diversas condições psiquiátricas podem se beneficiar de avaliação multidisciplinar, especialmente quando os sintomas se sobrepõem a alterações neurológicas, cognitivas ou do desenvolvimento. Isso ocorre, por exemplo, em situações envolvendo transtorno do espectro autista, TDAH, transtornos neurocognitivos, quadros psicóticos complexos e alterações de personalidade. Entretanto, não existe uma regra geral exigindo que vários médicos confirmem o diagnóstico para que ele seja válido. O psiquiatra pode estabelecer diagnósticos dentro de sua competência clínica, solicitando avaliações complementares quando necessário. Psicólogos, neurologistas e outros profissionais podem contribuir com informações específicas, ampliando a precisão diagnóstica. Recomendo uma avaliação psiquiátrica abrangente quando existem dúvidas persistentes ou diagnósticos divergentes, pois a integração entre história clínica, evolução temporal e funcionamento global costuma ser mais relevante do que a quantidade de profissionais consultados.


Não existe uma regra segundo a qual determinado transtorno mental precise obrigatoriamente do diagnóstico de vários médicos. Em casos complexos, o psiquiatra pode solicitar avaliação de neurologista, endocrinologista ou outros especialistas para investigar condições clínicas que provoquem sintomas semelhantes ou coexistam com o quadro psiquiátrico. Isso pode ocorrer, por exemplo, diante de alterações cognitivas, sintomas neurológicos ou suspeita de causas hormonais e metabólicas. O diagnóstico costuma ser clínico, baseado na história, no exame do estado mental e, quando necessário, em exames complementares. A avaliação multidisciplinar aumenta a precisão quando há dúvidas relevantes, mas não é obrigatória em todos os casos.

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